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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

13
Jun09

Perna cansadas, pesadas... alivie-as!

Flor

Sensação de peso, inchaço e formigueiro nas pernas podem ser causados pela má circulação venosa, por vezes aliada à retenção de líquidos. É fácil prevenir ou aliviar este problema que tem tendência para piorar com o calor.

 
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O Verão é uma época de que quase toda a gente gosta. Os dias são maiores e a temperatura convida a mergulhos e banhos de sol. Mas há pessoas que, nesta altura do ano, ficam com as pernas pesadas como chumbo e muito inchadas, sobretudo ao final do dia e quando está mais calor. Porquê? Sofrem de insuficiência venosa. Não é o seu caso? Se não se tratar, pode vir a ser.
Saiba quais as causas deste problema e como preveni-lo ou paliá-lo para que não chegue a ser grave.
 
O que é a insuficiência venosa?
Esta doença ocorre quando as veias não conseguem fazer o seu trabalho, ou seja, levar o sangue de volta ao coração, vencendo a lei da gravidade. Existem duas grandes causas para que tal aconteça:
·         Mau funcionamento das válvulas. Ao longo das veias existem válvulas que evitam que o sangue retroceda. Cada uma delas é formada por duas extremidades (línguas de tecido presas à parede do vaso), uma à frente da outra. Quando o sangue se dirige ao coração, as extremidades recolhem para o deixar passar; se quer descer, empurra as extremidades para baixo, as duas unem-se e fecham a passagem. Isto não acontece quando as válvulas estão danificadas.
·         Aumento do tamanho da veia. Quando as veias alargam, as válvulas não se tocam, fecham mal e o sangue retrocede. Quando existe insuficiência venosa, os primeiros sintomas manifestam-se antes do aparecimento de varizes visíveis. São: sensação de peso nas pernas, dor, cãibras nocturnas e calor ao nível do tornozelo (com sensação de formigueiro). Depois disso, aparecem as varizes e outras complicações mais graves, como úlceras varicosas e trombose venosa profunda.
 
Um problema associado: a retenção
Os casos de má circulação venosa podem favorecer a retenção de líquidos. Quando os vasos sanguíneos não drenam devidamente, aparecem edemas (acumulação de líquidos nos tecidos), sobretudo nos tornozelos e nos pés, aumenta a sensação de pernas pesadas e podem surgir cãibras.
São vários os factores que agravam este problema. Procure evitá-los:
·         Alterações hormonais. As hormonas femininas também influenciam a retenção de líquidos: manifestam-se na chamada síndrome pré-menstrual, que desaparece com a chegada da menstruação, na menopausa (e anos posteriores) e na maioria das gravidezes.
·         Passar muitas horas em pé ou sentada dificulta a eliminação de líquidos por parte do organismo.
·         Calor e excesso de peso. Influenciam negativamente a circulação venosa, pois provocam vasodilatação dos vasos sanguíneos.
·         Alimentação rica em sal. O sódio (presente no sal) restringe a eliminação de líquidos, uma vez que o organismo tenta neutralizá-lo através da retenção.
·         Prisão de ventre. Contribui para a absorção de toxinas que também entorpecem a eliminação de líquidos.
 
Por que razão aparece?
·         Estar muito tempo em pé (ortostatismo) dificulta o retorno do sangue. Varizes, inchaço e sensação de peso são, por conseguinte, bastante comuns em empregados de balcão, hospedeiras de bordo…
·         Sedentarismo. Quando não se mexem os músculos das pernas, que contraem as veias, nem se pressiona frequentemente a planta do pé no chão, a sangue dessa zona tem mais dificuldades em ascender.
·         Expor as pernas a fontes de calor. Se o fizer durante muito tempo, as veias dilatam. A exposição ao sol ou à radiação UV artificial, o aquecimento radiante, a depilação com cera quente, a sauna e o banho turco também são prejudiciais.
·         Herança genética. Se algum dos seus pais tem as paredes das veias mais frágeis do que o normal, é possível que também sofra deste mal, e não é de admirar que, mais tarde ou mais cedo, venha a ter problemas.
·         Alterações hormonais. Influenciam negativamente a insuficiência venosa por causa dos desequilíbrios entre estrogénios e progesterona.
·         Pressão excessiva nos membros inferiores. A obesidade, o uso de calças muito justas ou de saltos altos dificultam a circulação venosa.
 
Os pés também sofrem
O inchaço causado pela má circulação venosa e pela retenção de líquidos não se limita às pernas, também afecta os pés. Portanto, são prejudicados ou beneficiados pelos mesmos hábitos e situações. Para além disso, os pés suportam todo o peso do corpo (dentro de uns sapatos, às vezes, incómodos), o que os sujeita a um esforço maior do que as pernas. Quando o calor aperta, eis o que deve fazer aos seus pés:
·         Cortar as unhas ou, melhor ainda, limá-las a direito com os cantos arredondados. Se as cortar mal, podem ficar encravadas e causar dor, sobretudo quando tem os pés inchados.
·         Alternar banhos de água fria e quente para estimular a circulação.
·         Hidratar. Se usar um bom creme nos pés inchados, os sapatos tornam-se mais cómodos; caso use sandálias, secam menos e evita calosidades.
·         Massajar. Agarre o pé com as duas mãos e deslize-as desde os dedos até ao calcanhar, enquanto faz pressão; repita várias vezes.
 
Que tratamentos existem?
Dependendo do grau de gravidade do problema, pode recorrer a diferentes tratamentos: cremes de efeito frio, bandas frias, pressoterapia ou massagens de drenagem linfática. Também pode tomar alguns suplementos alimentares à base de plantas, com o aconselhamento do seu farmacêutico ou terapeuta. As mais utilizadas são:
·         Hamamélide. Os taninos que contêm melhoram o tónus dos capilares e a vasoconstrição. Os seus flavonóides aumentam a resistência das veias porque protegem as suas paredes da acção dos radicais livres.
·         Videira vermelha. Contém taninos e vitamina P (rutina): dão maior resistência às paredes venosas e diminuem a permeabilidade dos capilares, impedindo a formação de edemas.
·         Castanha da Índia. Com propriedades semelhantes às da videira vermelha, também tem um efeito anti-inflamatório.
·         Gilbardeira. Contém rutósido, um venotónico que favorece a contracção das veias e, portanto, circulação de retorno; e saponósidos esteróidicos que são vasoconstritores, diuréticos e anti-inflamatórios.
 
Como prevenir este problema
A actividade física, a alimentação, a postura, o calor… influenciam a sua circulação de retorno. Pode evitar que se deteriore, mudando alguns hábitos:
1.       Faça exercício. A cada passo que dá, os músculos das pernas pressionam as veias e empurram o sangue até ao coração, evitando que estanque. Os desportos mais recomendados são a natação, andar de bicicleta e fazer pedestrianismo, pois permitem uma boa mobilidade das extremidades inferiores de forma contínua.
2.       Evite a roupa muito justa, pois impede a circulação e promove a formulação de nódulos adiposos (celulite). Sempre que possa evite os saltos altos porque comprometem o correcto retorno venoso, favorecendo a ocorrência de varizes.
3.       Tonifique as veias. Aplique jactos ascendentes de água fria nas pernas ou mergulhe-as na piscina ou no mar, enquanto apanha sol.
4.       Levante-se de duas em duas horas do posto de trabalho e dê um pequeno passeio.
5.       Mantenha uma posição correcta. Cabeça levantada, costas direitas e barriga para dentro. Quando se sentar, não cruze as pernas, pois dificulta a circulação.
6.       Evite a depilação com cera quente. O calor e o puxão prejudicam as veias. Aplique frio antes e durante a depilação que extrai o pêlo pela raiz.
7.       Faça auto-massagens desde a ponta dos pés até à coxa com um creme para pernas pesadas. A drenagem linfática também é apropriada.
8.       Opte pela dieta mediterrânea. Inclua arroz e massa integrais, ricos em vitamina E, e frutas e verduras, cujos flavonóides combatem a inflamação e estimulam a contracção venosa.
9.       Levante as pernas acima do nível do coração sempre que puder. “Pedalar” deitada também alivia bastante.
10.   Mexa as pernas e os pés durante as viagens de avião. A mudança de pressão e estar muito tempo sentada podem provocar tromboflebite (formação de coágulos sanguíneos acompanhada de reacção inflamatória da parede da veia afectada).
26
Mar09

Celulite, a outra

Flor

A celulite mais conhecida é a que se evidencia nos corpos femininos, denunciando um inestético excesso de gordura. Mas há outra: uma infecção bacteriana das camadas profundas da pele que afecta sobretudo as pernas e que, se não tratada, pode ser uma ameaça à vida.

  

 
É o mesmo nome para duas condições bem distintas, nas causas e, sobretudo, nas consequências. A celulite de que mais se fala – e que mais se vê nos dias quentes de Verão – é causada por cordões” de tecido fibroso que ligam a pele ao músculo que se encontra por baixo do tecido adiposo, puxando a pele para baixo, com as células de gordura no meio. O acumular de células adiposas faz com que se empurrem contra a pele, enquanto os cordões fibrosos puxam parte da pele para baixo, conferindo-lhe o aspecto irregular semelhante a casca de laranja.
Mas há outra celulite, menos conhecida mas comum e bastante mais grave. É a que resulta da acção de bactérias como os estreptococos e os estafilococos, que penetram na pele infectando a sua camada mais profunda e os tecidos subcutâneos.
A pele é uma barreira eficaz contra as agressões, nomeadamente contra os agentes patogénicos. Contudo, basta uma pequena quebra nesta barreira – um corte, uma picada, um arranhão ou uma úlcera – para que as bactérias possam penetrar e multiplicar-se, espalhando-se e causando infecção. Pele vermelha, inflamada e quente são os sintomas desta celulite que, tal como a outra, prefere as pernas. Mas não as coxas – a infecção instala-se sobretudo na parte inferior das pernas, começando junto aos tornozelos e tornando-se mais visível nas canelas (o lado frontal das pernas). Com o avançar da inflamação, a pele ganha uma consistência mole, podendo formar-se bolhas. Dor e febre são frequentes. Aliás, uma sensação febril costuma emergir antes das alterações cutâneas.
Qualquer pessoa pode ter celulite. Ao contrário da outra, que prefere o género feminino, esta tanto se manifesta em mulheres como em homens.
Mas há pessoas com uma maior vulnerabilidade: são as que têm o sistema imunitário debilitado (por estarem a fazer quimioterapia, por exemplo), as que sofrem de diabetes mas não a controlam devidamente, as que têm regularmente as pernas inchadas ou têm excesso de peso, bem como quem têm episódios frequentes de pé-de-atleta. É que esta infecção fúngica propicia lesões na pele (sobretudo entre os dedos do pé) que podem ser uma porta de entrada para as bactérias causadoras da celulite.
Os idosos apresentam também alguma fragilidade, na medida em que o sistema circulatório perde alguma eficácia, atrasando a chegada dos glóbulos brancos (células sanguíneas que combatem as infecções) às diversas regiões do corpo. Apesar do risco associado à idade, as crianças não estão a salvo deste tipo de celulite: nelas a situação adquire carácter de urgência, devendo, perante os sintomas, ser procurada de imediato ajuda médica. Nas crianças e adultos, a cara é mais frequentemente afectada.
 
Uma ameaça potencial
Aliás, se a pele se apresentar vermelha, inchada, quente e mole deve ser consultado o médico o mais cedo possível. É que é fundamental identificar e tratar esta celulite precocemente, dado que a infecção pode espalhar-se pela corrente sanguínea e dar origem a uma situação potencialmente fatal.
O tratamento faz-se à base de antibióticos, dado que se trata de uma infecção bacteriana: é que estes medicamentos são concebidos especificamente para combater bactérias, não se revelando eficazes em doenças causadas por vírus. Na maioria das vezes, são prescritos antibióticos orais (comprimidos ou cápsulas), sendo fundamental tomá-los na dose e pelo tempo recomendados pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem. Os casos mais graves podem requerer internamento e a administração do medicamento por via intravenosa (injectável).
Paralelamente à terapêutica, há outros cuidados a adoptar, nomeadamente manter as pernas elevadas. É que a gravidade contribui para diminuir o inchaço. Não basta, porém, apoiar as pernas num banco, é preciso que o tornozelo fique mais alto do que as ancas: uma forma de o conseguir é, por exemplo, deitar-se no sofá e apoiar as pernas no respectivo braço ou, na cama, colocar várias almofadas sob a extremidade inferior do colchão. Outros cuidados úteis passam pela limpeza diária da pele afectada e pela aplicação de um creme hidratante. Pachos frios e húmidos também proporcionam alívio.
A celulite de origem bacteriana é para levar a sério. É que a infecção pode espalhar-se rapidamente, sendo várias as complicações possíveis: se afectar a pele em redor dos olhos há o risco de chegar ao cérebro; se penetrar na corrente sanguínea pode infectar as válvulas cardíacas ou abrir caminho a uma septicemia (por libertação de toxinas no sangue).
São riscos que se podem prevenir, sobretudo quando se tem subjacente um factor de risco como a diabetes ou problemas circulatórios. Há que cuidar da pele, mantendo-a a salvo de lesões.
Hidratar, cortar cuidadosamente as unhas de mãos e pés, proteger as mãos (com luvas quando executar tarefas que possam agredi-las) e os pés (usando calçado confortável e adequado ao esforço a desenvolver), tratar atempada e correctamente as infecções cutâneas superficiais (como o pé-de-atleta).
Importante é também vigiar a pele e agir rapidamente se detectar alterações, por ligeiras que pareçam: uma mancha de pele que fique quente e vermelha ou que pareça estar a alargar deve suscitar uma consulta médica. É que a celulite trata-se e permite uma recuperação completa se diagnosticada a tempo. Já a outra celulite é mais persistente, teimando em manter-se apesar das várias ofensivas para devolver à pele a sua textura lisa...

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