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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

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Saúde Semanal

04
Nov18

Tensão Pré-Menstrual

Flor

 

 

Os dias que antecedem a menstruação podem ser incómodos. Mas não tem de ser assim: com algumas alterações no estilo de vida e, se necessário, com ajuda médica, é possível gerir os sintomas e passar por essa altura do mês com maior tranquilidade.

 

O QUE É A TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL (TPM)?

Trata-se de um vasto conjunto de sintomas, físicos, psicológicos e emocionais que podem anteceder a menstruação, manifestando-se entre uma a duas semanas antes. Pela quantidade e variedade de sintomas, fala-se mesmo em síndrome pré-menstrual. Calcula-se que três em quatro mulheres sejam afetadas, sendo que a intensidade dos sintomas possa variar entre um ligeiro desconforto a queixas que podem interferir seriamente com a qualidade de vida. É entre os 30 e os 40 anos que esta síndrome se acentua, cessando, naturalmente, com a gravidez e com a menopausa.

 

COMO SE MANIFESTA?

Podemos dividir os sintomas em dois campos: o físico e psicológico, por um lado, e emocional ou comportamental, por outro. No primeiro, as manifestações da tensão pré-menstrual podem incluir:

  • Dor de cabeça;
  • Fadiga;
  • Dor nas articulações;
  • Retenção de líquidos;
  • Flatulência;
  • Prisão de ventre e/ou diarreia;
  • Surtos de acne;
  • Menor tolerância à luz e ao ruído;
  • Tensão mamária.

Já no segundo caso, são expetáveis sinais como:

  • Alterações de humor;
  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Choro sem razão aparente;
  • Alterações no apetite;
  • Insónia;
  • Redução do desejo sexual;
  • Dificuldade de concentração;
  • Tendência para o isolamento.

 

O QUE A CAUSA?

Não há uma causa específica, ainda que tenham sido identificados alguns fatores que podem estar relacionados com a TPM. As hormonas são a causa mais provável, uma vez que os sintomas acompanham os ciclos menstruais e cessam quando estes também desaparecem. Por outro lado, alterações químicas no cérebro, associadas a menores níveis de serotonina — a “hormona da felicidade” —, parecem desencadear os sintomas. Estes podem ainda ser agravados quando em quadros de depressão. No entanto, não é esta condição que dá origem à TPM.

 

E TEM TRATAMENTO?

Não havendo uma causa específica, também não existe um tratamento direcionado. A profilaxia é dirigida ao alívio dos sintomas, nomeadamente com medicamentos que atuam sobre a dor, como os anti-inflamatórios não esteroides e diuréticos, que ajudam a prevenir a retenção de líquidos, e com antidepressivos, de modo a estabilizar o humor. Por outro lado, os contracetivos orais são muitas vezes recomendados, uma vez que inibem a ovulação, atenuando alguns dos sintomas.

 

É POSSÍVEL PREVENIR?

Não inteiramente, sobretudo devido à influência das hormonas. No entanto, com simples ajustes no estilo de vida, é possível atenuar e, em alguns casos, evitar alguns dos sintomas. Experimente:

  • Alterar a dieta — faça refeições mais ligeiras e frequentes de modo a diminuir a flatulência e o inchaço abdominal. Reduza o sal na confeção e nos alimentos, prevenindo, desta forma, a retenção de líquidos. Prefira também alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, como as massas e o arroz (sobretudo integrais), leguminosas e pão escuro, alimentos ricos em cálcio (laticínios, espinafres ou brócolos), e evite a cafeína, o álcool e o tabaco.
  • Faça exercício físico — 30 minutos diários de caminhada, bicicleta ou natação melhoram a saúde em geral e aliviam sintomas como a fadiga e o estado de humor depressivo.
  • Reduzir o stress — mais fácil dizer do que fazer, mas importante para diminuir os sintomas de TPM. Durma as horas recomendadas e, se necessário, recorra a massagens de relaxamento, meditação ou ioga.
02
Nov18

Cancro da Próstata

Flor

É a segunda causa de morte oncológica masculina, logo a seguir ao cancro do pulmão, e o cancro mais frequente nos homens com idade superior a 50 anos. No entanto, quando detetado precocemente, apresenta uma elevada taxa de sobrevivência.

 

  

OS NÚMEROS

  • Incidência de 82 casos por 100 mil habitantes;
  • Mortalidade de 33 por 100 mil habitantes;
  • Representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro.

Fonte: Associação Portuguesa de Urologia

 

O QUE É O CANCRO DA PRÓSTATA?

O cancro acontece sempre que um grupo de células fica descontrolado, crescendo e multiplicando-se de forma anormal. Isto pode ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo que, daí, essas células podem-se espalhar. Está-se perante o cancro da próstata quando este fenómeno se dá nesta glândula masculina.

 

O QUE O CAUSA?

A investigação científica aponta para a possibilidade de uma mutação no ADN de algumas células, o que as fará dividirem-se mais depressa do que as outras. Essas alterações no ADN terão também o efeito de “desligar” os genes que, habitualmente, controlam o ciclo de vida celular e que são, por isso, designados como genes supressores dos tumores.

 

HÁ FATORES DE RISCO?

O primeiro é a idade: o cancro da próstata é raro nos homens com menos de 40 anos, mas a probabilidade aumenta a partir dos 50 e acelera a partir dos 65. O cancro da próstata é mais comum em homens afroamericanos, por razões ainda desconhecidas. Os antecedentes familiares têm peso, sendo o risco maior se houver irmãos com a doença. No entanto, a maior parte dos homens com cancro não possui qualquer histórico na família.

Alguns genes hereditários associados ao cancro — como o BRCA 1 e o BRCA 2 — também aumentam o risco. Estes são fatores não modificáveis. Mas existem alguns fatores associados ao estilo de vida que parecem desempenhar um papel neste processo, embora não haja estudos decisivos quanto a isso: são eles a alimentação, o tabagismo, o sedentarismo e o excesso de peso.

 

QUAIS OS SINTOMAS?

A maior parte das vezes, o cancro da próstata não apresenta manifestações específicas nas suas fases iniciais.

Em estádios mais avançados é possível identificar um conjunto de sintomas que, no entanto, são comuns a outras patologias urinárias, como dificuldade em urinar, necessidade de urinar mais vezes durante a noite, fluxo de urina mais fraco, sensação de urgência, dor ou ardor ao urinar, desconforto ou dor na região pélvica e ainda ejaculação dolorosa ou disfunção erétil.

 

 

COMO SE DIAGNOSTICA?

O facto de, numa fase inicial, este tipo de cancro não exibir sintomas, coloca algumas questões relativamente ao diagnóstico. A realização de exames regulares de rastreio é a principal forma de identificar o cancro antes deste se manifestar. Neste contexto, são dois os testes disponíveis. Um deles é o toque retal: consiste na palpação da próstata através do reto, de forma a verificar o tamanho e a consistência da glândula e detetar a presença de nódulos, sendo que tem a desvantagem de não identificar os tumores mais pequenos. O outro é a análise sanguínea para medição do PSA — Antigénio Específico da Próstata: trata-se de uma proteína produzida pela próstata e que circula, em quantidades mínimas, no sangue, mas que, em quantidades elevadas, constitui um alerta para a doença prostática.

Entre os meios de diagnóstico incluem-se ainda a ecografia transretal, que permite ter uma imagem da próstata, bem como detetar alguns tumores. No entanto, este exame precisa de ter a confirmação de outro método de diagnóstico, como a biópsia, que consiste na remoção de uma amostra do tumor para análise laboratorial.

 

QUE TRATAMENTOS EXISTEM?

O tratamento depende da fase em que o cancro se encontra, podendo envolver radioterapia, quimioterapia, terapêutica hormonal e cirurgia. Nalguns casos, a opção pode recair apenas pela vigilância médica.

 

É POSSÍVEL PREVENIR?

A maior parte dos fatores de risco identificados não é modificável, uma vez que se prendem com a idade, a etnia e os antecedentes familiares. Existem, porém, fatores, já mencionados, que podem ter influência e são modificáveis.

A prevenção pode passar pela adoção de uma dieta alimentar saudável (com menos gorduras e mais frutas e vegetais) ou pela prática de exercício físico, uma vez que, juntamente com a alimentação, ajuda a manter o peso controlado.

A prevenção passa igualmente pela realização do despiste das doenças da próstata a partir dos 50 anos, o que inclui a combinação do toque retal com a análise ao PSA. Não permite evitar o cancro, mas contribui para a sua deteção e para o tratamento precoces.


 

01
Nov18

O Papilomavírus Humano não escolhe género nem idade

Flor

 

NÃO É POSSÍVEL PREVER, MAS É POSSÍVEL PREVENIR!

 

Ao longo da sua vida, 75 a 80% das mulheres e homens sexualmente ativos serão infetados pelo Papilomavírus Humano (HPV). É um vírus que se pode transmitir facilmente, pele com pele, durante qualquer tipo de contato sexual — genital ou oral.

 

Existem mais de 120 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 afetam preferencialmente os órgãos genitais (vulva, vagina, colo do útero, pénis e ânus). Dividem-se em tipos de alto e baixo risco, em função das doenças que causam. Nos HPV de alto risco incluem-se os tipos 16 e 18, que são responsáveis por 75% das lesões mais graves (cancerosas). Nos HPV de baixo risco estão incluídos os tipos 6 e 11, que são responsáveis pela maioria das doenças benignas causadas pelo HPV, das quais as mais frequentes são os condilomas ou verrugas genitais.

 

O PAPILOMAVÍRUS HUMANO INFETA TANTO HOMENS COMO MULHERES.

 

 

Na maioria das vezes, a infeção pelo vírus não tem qualquer sintoma e mesmo quando a doença já está instalada, esta pode ser assintomática. Na maioria dos casos, a infeção provocada pelo HPV desaparece espontaneamente ao fim de 1 a 2 anos, pois o organismo consegue eliminar o vírus. Porém, em algumas pessoas, o HPV não desaparece e pode causar cancro e doenças genitais em homens e mulheres. Não é possível prever quem vai desenvolver a doença associado a este vírus.

 

Em Portugal, estima-se que cerca de 20% das mulheres entre os 18 e os 64 anos possam estar infetadas pelo HPV. O uso de preservativo é importante: protege de infeções sexualmente transmissíveis e de uma gravidez não desejada, mas não assegura uma proteção completa no caso do HPV.

 

Nos casos em que o HPV não é eliminado, a infeção pode progredir para doença.

 

FATORES DE RISCO

Quaisquer pessoas que tenham uma vida sexual ativa estão em risco de entrar em contacto com algum dos tipos de HPV. No entanto, alguns fatores de risco aumentam a chance desse contacto ocorrer:

  • Sexo sem proteção
  • Vida sexual precoce
  • Múltiplos parceiros
  • Não fazer exames de rotina
  • Imunodepressão, ou seja, a queda do sistema imunológico
  • Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

 

Além disso, os fatores de risco para cancro associado ao HPV provêm de alterações da resposta imunológica no nosso organismo, como:

  • Múltiplas gestações
  • Tabagismo
  • Infeção pelo HIV
  • Tratamentos por quimioterapia, radioterapia ou imunossupressores
  • Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, como herpes simples e clamídia

 

SINTOMAS

O principal sintoma do HPV é o surgimento de verrugas ou lesões na pele, normalmente uma mancha branca ou acastanhada que dá comichão. No entanto, muitas vezes a lesão pode não ser visível a olho nú, aparecendo em exames como Colposcopia (exame que consiste na observação direta da superfície do colo do útero e da vagina, utilizando um instrumento próprio - colposcópio) e Peniscopia (técnica não invasiva que consiste no exame do pénis para identificação de lesões, através da aplicação de uma substância reagente que permite a visualização de imagens aumentadas por um aparelho próprio).

 

Normalmente, as lesões do HPV aparecem na região genital, mas podem ocorrer em outras partes do corpo. As mais comuns são:

  • No anús
  • Na garganta
  • Na boca
  • Nos pés
  • Nas mãos

 

COMO PREVENIR?

Só a vacinação contra o HPV permite uma proteção eficaz contra os tipos de HPV incluídos na vacina.

 

Existe uma vacina bivalente que cobre apenas os tipos de HPV 16 e 18, uma vacina quadrivalente que protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18 e, desde o início de 2017, está também disponível em Portugal a vacina nonavalente que protege contra 9 tipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58).

Os tipos de HPV 16 e 18 são responsáveis por 75% dos casos de cancro do colo do útero e estão igualmente associados a outros cancros (vulva, vagina, ânus e outros). Os tipos de HPV 6 e 11 são responsáveis por 90% dos condilomas pontiagudos genitais, por 25% de outras lesões sem potencial oncológico e por 100% da papilomatose laríngea, que é uma doença rara na criança ou no adulto, mas extremamente grave.

Os 5 novos tipos da vacina nonavalente (HPV 31, 33, 45, 52 e 58) acrescem mais 20% de proteção contra cancros associados ao HPV e mais 35% de proteção contra lesões pré-cancerosas.

 

A vacinação também é possível para mulheres que já:

  • Iniciaram a vida sexual
  • Tiveram uma infeção por HPV
  • Tiveram doença por HPV e foram tratadas

 

As doenças associadas ao HPV são:

  • 100% dos Cancros do colo do útero
  • 99% dos Condilomas ou verrugas genitais
  • 84% dos Cancros do ânus
  • 47% dos Cancros do pénis
  • 70% dos Cancros da vagina
  • 40% dos Cancros da vulva

 

A vacinação também é possível para mulheres mais velhas.

 

CONSULTA MÉDICA

Os especialistas que podem diagnosticar uma infeção por HPV são:

  • Infeciologista
  • Ginecologista
  • Urologista
  • Clínica geral
  • Dermatologista

 

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia recomenda a vacinação das mulheres para além dos 26 anos, de acordo com a indicação do médico.

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