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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

18
Jun09

Gripe A (H1N1)

Flor

A nova estirpe de vírus da gripe transmite-se pelo ar, de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva de um indivíduo doente, sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto das mãos com objectos e/ou superfícies contaminados.

Trata-se de uma gripe humana e os sintomas desta doença são os mesmos da gripe comum: febre, tosse, dor muscular, dificuldade respiratória e, nalguns casos, vómitos e diarreia.

O Ministério da Saúde accionou o Plano de Contingência para este tipo de situações e encontra-se permanentemente a acompanhar a evolução da situação, divulgando informação útil aos cidadãos sempre que necessário.

 

1.    Cuidados a ter

- Evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripe: febre, tosse, dores de garganta, dores no corpo ou musculares, dores de cabeça, arrepios e fadiga;

- Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel. Nunca as mãos;

- Utilizar lenços de papel uma única vez, colocando-os no lixo;

- Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção;

- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos;

- Limpar superfícies sujeitas a contacto manual muito frequente (como, por exemplo, as maçanetas das portas, corrimões, telefones, computadores) com um produto de limpeza comum;

- O cumprimento destas indicações é igualmente adequado no que respeita a crianças.

 

2.    O que fazer

- Se manifestar sintomas de gripe deve permanecer em casa, ligar para a Linha Saúde 24 808 24 24 24 e seguir as instruções que lhe forem dadas.

- As pessoas que venham de áreas afectadas ou que tenham tido contacto próximo com alguém com gripe, se apresentarem sintomas nos 7 dias subsequentes, deverão ligar a Linha Saúde 24 808 24 24 24

 

Perguntas e Respostas

- O que é o vírus da Gripe A (H1N1)?

É um novo vírus que afecta os seres humanos. Nas zonas afectadas a doença tem apresentado um quadro clínico ligeiro.

 

- Como se transmite a Gripe A (H1N1)?

O vírus é transmitido pelo ar, de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva, sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto das mãos com objectos e/ou superfícies contaminados.

 

- Quais os sintomas/sinais da Gripe A (H1N1)?

Os sintomas são febre, tosse, dores de garganta, dores no corpo ou musculares, dores de cabeça, arrepios, fadiga e, nalguns casos, vómitos e diarreia.

 

- Qual o período em que uma pessoa infectada pode contagiar outras?

Os doentes podem infectar outras pessoas por um período até 7 dias.

 

- Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A (H1N1)?

De momento, não existe vacina que proteja os humanos do novo vírus da Gripe A (H1N1).

 

- A vacina da gripe sazonal de 2008/2009 protege contra a Gripe A (H1N1)?

Ainda não existe informação sobre esta questão.

 

- A infecção pelo novo vírus da Gripe A (H1N1) pode ser tratada?

Existe um conjunto de medicamentos que pode tratar a doença.

 

- Qual é a situação na Europa?

A situação na Europa está em constante evolução. Para informações actualizadas, consulte o microsite da gripe em www.dgs.pt.


17
Jun09

Em nome do gás

Flor

As bebidas gaseificadas podem contribuir para um menor risco de cancro do esófago. Além de, ao contrário de uma ideia generalizada, não engordarem. Nem podiam: afinal, o gás não tem calorias...

 
 
 
É uma boa notícia: as bebidas gaseificadas são benéficas para a saúde, na medida em que contribuem para a diminuição do risco de cancro do esófago.
O anúncio teve como palco o I Congresso de Gastrenterologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, pela voz do investigador norte-americano Ronnie Fass.
Professor na Faculdade de Medicina de Tucson, no Arizona, Fass há muito que se dedica ao estudo do impacto do dióxido de carbono — assim se chama o gás adicionado aos refrigerantes e outras bebidas — na saúde. Um estudo que tem feito cair por terra alguns mitos em relação ao consumo dessas bebidas. E o principal é o que as relaciona com o aumento de peso.
Contudo, esta não é uma ligação verdadeira, na medida em que o dióxido de carbono não possui qualquer energia assimilável pelo corpo humano. Significa isto que, não tendo calorias, não pode engordar. O problema é outro: é que muitas bebidas gaseificadas têm açúcar adicionado e então, sim, podem contribuir para o excesso de peso. É que as calorias ingeridas por via líquida têm um baixo poder de saciação, não sendo adequadamente compensadas nas refeições seguintes.
O gás pode, quanto muito, provocar uma distensão temporária do estômago, mas não mal-estar gástrico. Antes pelo contrário: de acordo com o investigador norte-americano, contribui para o esvaziamento gástrico e para o alívio dos sintomas de indisposição. De qualquer das formas, não está provado que estes efeitos mecânicos do gás interfiram na regulação do apetite e do peso.
O seu principal efeito benéfico sobre a saúde prende-se com o cancro do esófago, de acordo com a apresentação feita no Congresso: Fass explicou que o gás das bebidas leves está associado a um menor risco de cancro no esófago.
A introdução de dióxido de carbono nas bebidas tem, essencialmente, uma função organoléptica, na medida em que lhes confere um sabor ácido agradável para muitas pessoas.
Além disso, actua como conservante e antioxidante, ajudando a manter as propriedades das bebidas.
Apesar das suas características e dos benefícios já reconhecidos ao gás, as bebidas gaseificadas são para consumir com moderação. A propósito, Ronnie Fass deixou um conselho aos portugueses: “A chave para uma vida saudável é a moderação no consumo, combinada com a actividade física e um bom descanso nocturno. Se este conselho for seguido então não há qualquer objecção ao consumo de bebidas gaseificadas”.
 
Gás não agrava o peso
Também a Associação Portuguesa de Dietistas (APD) concluiu, após uma pesquisa sobre a importância do gás presente nas bebidas para a epidemia da obesidade, que o consumo isolado de bebidas carbonatadas não é responsável pelo aumento de peso. De acordo com esta pesquisa, as bebidas carbonatadas podem mesmo fazer parte de um estilo de vida saudável que inclua uma alimentação equilibrada e variada e a prática regular de exercício físico, ao contrário do que se mantém como crença popular entre os consumidores portugueses.
16
Jun09

Proteja as crianças do Sol

Flor

Redobre os cuidados na praia

 
“Quanto mais cedo se começar a usar óculos de sol, mais fácil se torna a habituação ao seu uso.”, Mário Cordeiro
 
 
 
Aos nove meses de idade a pequena Carlota foi pela primeira vez à praia. “Já passava das 18 horas quando finalmente chegámos ao areal e mesmo assim ela foi toda besuntada com protector solar factor 50”, relembra a mãe. “Além disso, também levava um chapéu de abas largas e uns óculos de sol, que tirou rapidamente para ver melhor e enquanto estivemos na praia mantive-lhe sempre a t-shirt vestida. Sentei-a numa toalha, mas como ela tinha começado a gatinhar uma semana antes, o reflexo foi colocar-se logo em posição de gatinhar, mas assim que pôs as mãos na areia voltou a sentar-se, com um ar enjoada a olhar para as mãos cheias de areia e a tentar sacudi-las. Poucos segundos depois fez uma segunda investida à areia e desta vez demorou cerca de cinco minutos a gostar da ideia de ter areia nas mãos. A partir daí foi vê-la gatinhar pela praia fora.” De acordo com a maior parte dos especialistas, os bebés não devem ser expostos às radiações solares, sobretudo na praia, antes dos seis meses de idade, porque a sua pele é ainda muito fina e delicada. “A pele do bebé é extremamente sensível e os raios ultravioletas (UV) estão cada vez mais fortes, até porque o Sol entrou numa fase de hiperactividade”, explica o pediatra Mário Cordeiro, salientando a necessidade de proteger correctamente toda a pele do bebé da radiação ultravioleta, não só na praia, mas também na cidade ou no campo. Em qualquer um destes casos “é fundamental que o bebé use uma t-shirt e um chapéu de abas largas e esteja devidamente protegido com creme protector factor 50, o qual deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes de sair de casa e depois reaplicado várias vezes ao longo do dia e da exposição solar. A hidratação dos mais pequenos é outro dos aspectos que não pode ser descurado, cabendo aos pais a responsabilidade de ao longo do dia ir oferecendo água aos filhos. Por fim, nunca é demais relembrar a importância de se fugir de situações em que a luz está muito branca, sendo este um indicador de elevada radiação”, adianta o pediatra, acrescentando que “nos dias em que estão nuvens brancas, por exemplo, as radiações são superiores porque batem no chão e fazem ‘pingue-pongue’ nas nuvens, acumulando-se”. Igualmente importante é o uso de óculos de sol a partir dos dois meses de idade, com protecção adequada contra os raios UV. “Os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos, ou seja, nos primeiros 15 anos de vida, vão-se somando”, relembra Mário Cordeiro. Po9r isso, “quanto mais cedo se começar a usar óculos de sol, mais fácil se torna a habituação ao seu uso e menos radiação se vai acumulando”, lembra o pediatra que deixa ainda uma estratégia aos pais. “Depois dos seis meses de idade, experimente expor a criança à luz forte e depois brinque com ela colocando-lhe e tirando-lhe os óculos sucessivamente, para que ela se vá apercebendo da mais-valia que constituem”. Para além de todos estes conselhos nunca é demais relembrar que permanecer na praia entre as 11 e as 17 horas é totalmente desaconselhado, não só no caso das crianças, mas também no dos adultos, uma vez que é durante este período que o calor mais se faz sentir, podendo provocar desidratação e também queimaduras solares mais ou menos graves. Apesar destas informações serem veiculadas anualmente pelas autoridades competentes, a verdade é que os portugueses ainda se expõem demasiado ao Sol e com protecção insuficiente. Para Osvaldo Correia, dermatologista e secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), apesar de haver já alguma informação sobre os horários indicados para exposição ao Sol, “ainda se assiste a exposições prolongadas, em períodos incorrectos e com protecção insuficiente”, não só na praia mas em todas as actividades ao ar livre. Para este especialista, “a população portuguesa tem já um nível de conhecimento e alerta bastante significativo em relação aos cuidados a ter com o Sol”, mas ainda descura alguns aspectos. É o caso do uso do vestuário que, refere, tem que ser estimulado. “A face, o decote e os ombros estão particularmente vulneráveis à radiação solar, daí serem dos locais mais frequentes de envelhecimento cutâneo e de localização de cancros da pele, pelo que têm que ser protegidos com vestuário adequado”, explica Osvaldo Correia, hábitos que são essenciais para prevenir o cancro cutâneo, uma prevenção que deve ser feita desde sempre, porque a pele memoriza, ao longo da vida, todas as agressões às quais vai sendo sujeita.
 
Em caso de queimadura: o que fazer?
Se estiver na praia e notar que a pele da criança apresenta sinais de queimadura deve retirá-la imediatamente do Sol, dar-lhe banho com água tépida e água em abundância para não desidratar e passar-lhe creme hidratante por todo o corpo. Para evitar a dor, pode optar por lhe dar um analgésico e, nos dias seguintes, deve evitar a exposição solar para deixar a pele acalmar. Além da aplicação de creme hidratante, pode aplicar também compressas de leite frio que ajudam a aliviar os sintomas. No caso de a queimadura ser mais grave é indispensável consultar um médico, tal como se surgirem sintomas típicos de uma insolação, nomeadamente desidratação, dor de cabeça, tonturas, vertigens, vómitos, falta de ar, aumento da temperatura corporal ou bolhas. Neste caso é obrigatória a consulta de um médico e a ingestão de muitos líquidos, sempre à temperatura ambiente.
15
Jun09

As crianças e a alimentação correcta

Flor

Para fomentar bons hábitos alimentares nos seus filhos, prepare-lhes refeições agradáveis e bem equilibradas, tenha sempre em casa alimentos de recurso de boa qualidade nutricional e nunca utilize a comida como suborno ou substituto da sua atenção. Os próprios pais criam por vezes dificuldades na alimentação dos filhos por não conseguirem entender os padrões alimentares das crianças nas diversas idades. As indicações que se seguem poderão ajudá-lo a lançar os fundamentos para uma vida de alimentação saudável.

 
 
Sendo apreciadoras de guloseimas, as crianças preferem-nas muitas vezes à fruta fresca. Ensine os seus filhos a redescobrirem este alimento saboroso e rico em vitaminas.
 
As crianças em idade pré-escolar que têm à sua disposição uma variedade de alimentos nutritivos ingerirão, ao longo de uma semana, todas as calorias e nutrientes necessários para um crescimento saudável — desde que as refeições não se tornem um campo de batalha. Tente não transformar num drama a rejeição de certos alimentos por parte de uma criança de tenra idade. Deixe as crianças pequenas comerem (ou não comerem, conforme o caso) com a família, mas não insista para que acabem aquilo de que não gostam.
Se está preocupado com o peso do seu filho, consulte o pediatra. Para evitar problemas de peso, alguns pais dão aos filhos pequenos calorias e gordura em quantidade insuficiente. As crianças de idade inferior a 2 anos precisam, proporcionalmente, de mais gordura do que os adultos. Aos 2 anos poderá começar a ser gradualmente introduzida uma dieta que limite as calorias fornecidas pela gordura a 30% das calorias totais.
 
Os adolescentes saltam muitas vezes refeições, substituindo-as então por alimentos de recurso ricos em gordura. Estimule os seus filhos adolescentes a comerem com a família, tornando-se flexível em relação ao horário das refeições. Abasteça a despensa com alimentos de recurso saudáveis que eles possam levar para qualquer lado. Alguns adolescentes saltam refeições por estarem obcecados com a perda de peso, deixando-se arrastar para dietas da moda. Em certos casos, raros, a preocupação com o emagrecimento pode conduzir a distúrbios alimentares. Os pais podem ajudar os filhos tomando a sério essa preocupação e oferecendo-lhes refeições saudáveis com baixo teor calórico.
 
Controle de peso. As crianças só devem fazer dieta para emagrecer sob a supervisão de um médico. As crianças na pré-adolescência raramente precisam de perder peso: poderão, quando muito, ter que seguir um programa para controlar o aumento de peso. Os adolescentes com excesso de peso poderão beneficiar dos conselhos de um médico acerca da escolha de alimentos com baixo teor calórico e da forma de «queimar» uma maior quantidade de calorias através de exercício físico. Os pais devem estar atentos ao facto de uma criança utilizar a comida para satisfazer necessidades emocionais. Quando a alimentação se transforma uma muleta psicológica, poderá ser recomendável recorrer a aconselhamento.
14
Jun09

O alimento da vida

Flor

Os nutrientes contidos nos alimentos fornecem energia ao organismo, além das substâncias necessárias para o crescimento, manutenção e reconstituição dos tecidos e regulação dos processos fisiológicos. Quando os alimentos são oxidados (queimados) no organismo, dão origem a energia, medida e quilocalorias (o prefixo quilo é geralmente eliminado em linguagem não-técnica). Os hidratos de carbono e as gorduras são as principais fontes de energia para o organismo, fornecendo, respectivamente, 4 e 9 cal/g. As proteínas também fornecem 4 cal/g, mas apenas são utilizadas para fornecer energia quando a proveniente de outras fontes é escassa. As vitaminas e minerais são essenciais para o funcionamento do organismo, apesar de não poderem fornecer energia. A água e as fibras não são nutrientes, mas a primeira é essencial para a vida, e as segundas desempenham um importante papel na eliminação dos resíduos alimentares. Elemento essencial na alimentação de quase todos os povos, o pão é um símbolo adequado do alimento nutritivo. Os teores de nutrientes e calorias contidos numa fatia de 30 g de pão de trigo integral,

 
 
Hidratos de carbono: 15 g (60 cal)
Proteínas: 2,4 g (9,6 cal)
Gordura: 0,4 g (3,6 cal)
Água: 38% do pão é constituído por água
Fibras: 2,6 g
Vitaminas: tiamina (0,1 mg), riboflavina (0,06 mg), niacina (1,1 mg); A e C (vestígios)
Minerais: cálcio (20 mg), ferro (1 mg), sódio (180 mg), vestígios de outros minerais
13
Jun09

Perna cansadas, pesadas... alivie-as!

Flor

Sensação de peso, inchaço e formigueiro nas pernas podem ser causados pela má circulação venosa, por vezes aliada à retenção de líquidos. É fácil prevenir ou aliviar este problema que tem tendência para piorar com o calor.

 
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O Verão é uma época de que quase toda a gente gosta. Os dias são maiores e a temperatura convida a mergulhos e banhos de sol. Mas há pessoas que, nesta altura do ano, ficam com as pernas pesadas como chumbo e muito inchadas, sobretudo ao final do dia e quando está mais calor. Porquê? Sofrem de insuficiência venosa. Não é o seu caso? Se não se tratar, pode vir a ser.
Saiba quais as causas deste problema e como preveni-lo ou paliá-lo para que não chegue a ser grave.
 
O que é a insuficiência venosa?
Esta doença ocorre quando as veias não conseguem fazer o seu trabalho, ou seja, levar o sangue de volta ao coração, vencendo a lei da gravidade. Existem duas grandes causas para que tal aconteça:
·         Mau funcionamento das válvulas. Ao longo das veias existem válvulas que evitam que o sangue retroceda. Cada uma delas é formada por duas extremidades (línguas de tecido presas à parede do vaso), uma à frente da outra. Quando o sangue se dirige ao coração, as extremidades recolhem para o deixar passar; se quer descer, empurra as extremidades para baixo, as duas unem-se e fecham a passagem. Isto não acontece quando as válvulas estão danificadas.
·         Aumento do tamanho da veia. Quando as veias alargam, as válvulas não se tocam, fecham mal e o sangue retrocede. Quando existe insuficiência venosa, os primeiros sintomas manifestam-se antes do aparecimento de varizes visíveis. São: sensação de peso nas pernas, dor, cãibras nocturnas e calor ao nível do tornozelo (com sensação de formigueiro). Depois disso, aparecem as varizes e outras complicações mais graves, como úlceras varicosas e trombose venosa profunda.
 
Um problema associado: a retenção
Os casos de má circulação venosa podem favorecer a retenção de líquidos. Quando os vasos sanguíneos não drenam devidamente, aparecem edemas (acumulação de líquidos nos tecidos), sobretudo nos tornozelos e nos pés, aumenta a sensação de pernas pesadas e podem surgir cãibras.
São vários os factores que agravam este problema. Procure evitá-los:
·         Alterações hormonais. As hormonas femininas também influenciam a retenção de líquidos: manifestam-se na chamada síndrome pré-menstrual, que desaparece com a chegada da menstruação, na menopausa (e anos posteriores) e na maioria das gravidezes.
·         Passar muitas horas em pé ou sentada dificulta a eliminação de líquidos por parte do organismo.
·         Calor e excesso de peso. Influenciam negativamente a circulação venosa, pois provocam vasodilatação dos vasos sanguíneos.
·         Alimentação rica em sal. O sódio (presente no sal) restringe a eliminação de líquidos, uma vez que o organismo tenta neutralizá-lo através da retenção.
·         Prisão de ventre. Contribui para a absorção de toxinas que também entorpecem a eliminação de líquidos.
 
Por que razão aparece?
·         Estar muito tempo em pé (ortostatismo) dificulta o retorno do sangue. Varizes, inchaço e sensação de peso são, por conseguinte, bastante comuns em empregados de balcão, hospedeiras de bordo…
·         Sedentarismo. Quando não se mexem os músculos das pernas, que contraem as veias, nem se pressiona frequentemente a planta do pé no chão, a sangue dessa zona tem mais dificuldades em ascender.
·         Expor as pernas a fontes de calor. Se o fizer durante muito tempo, as veias dilatam. A exposição ao sol ou à radiação UV artificial, o aquecimento radiante, a depilação com cera quente, a sauna e o banho turco também são prejudiciais.
·         Herança genética. Se algum dos seus pais tem as paredes das veias mais frágeis do que o normal, é possível que também sofra deste mal, e não é de admirar que, mais tarde ou mais cedo, venha a ter problemas.
·         Alterações hormonais. Influenciam negativamente a insuficiência venosa por causa dos desequilíbrios entre estrogénios e progesterona.
·         Pressão excessiva nos membros inferiores. A obesidade, o uso de calças muito justas ou de saltos altos dificultam a circulação venosa.
 
Os pés também sofrem
O inchaço causado pela má circulação venosa e pela retenção de líquidos não se limita às pernas, também afecta os pés. Portanto, são prejudicados ou beneficiados pelos mesmos hábitos e situações. Para além disso, os pés suportam todo o peso do corpo (dentro de uns sapatos, às vezes, incómodos), o que os sujeita a um esforço maior do que as pernas. Quando o calor aperta, eis o que deve fazer aos seus pés:
·         Cortar as unhas ou, melhor ainda, limá-las a direito com os cantos arredondados. Se as cortar mal, podem ficar encravadas e causar dor, sobretudo quando tem os pés inchados.
·         Alternar banhos de água fria e quente para estimular a circulação.
·         Hidratar. Se usar um bom creme nos pés inchados, os sapatos tornam-se mais cómodos; caso use sandálias, secam menos e evita calosidades.
·         Massajar. Agarre o pé com as duas mãos e deslize-as desde os dedos até ao calcanhar, enquanto faz pressão; repita várias vezes.
 
Que tratamentos existem?
Dependendo do grau de gravidade do problema, pode recorrer a diferentes tratamentos: cremes de efeito frio, bandas frias, pressoterapia ou massagens de drenagem linfática. Também pode tomar alguns suplementos alimentares à base de plantas, com o aconselhamento do seu farmacêutico ou terapeuta. As mais utilizadas são:
·         Hamamélide. Os taninos que contêm melhoram o tónus dos capilares e a vasoconstrição. Os seus flavonóides aumentam a resistência das veias porque protegem as suas paredes da acção dos radicais livres.
·         Videira vermelha. Contém taninos e vitamina P (rutina): dão maior resistência às paredes venosas e diminuem a permeabilidade dos capilares, impedindo a formação de edemas.
·         Castanha da Índia. Com propriedades semelhantes às da videira vermelha, também tem um efeito anti-inflamatório.
·         Gilbardeira. Contém rutósido, um venotónico que favorece a contracção das veias e, portanto, circulação de retorno; e saponósidos esteróidicos que são vasoconstritores, diuréticos e anti-inflamatórios.
 
Como prevenir este problema
A actividade física, a alimentação, a postura, o calor… influenciam a sua circulação de retorno. Pode evitar que se deteriore, mudando alguns hábitos:
1.       Faça exercício. A cada passo que dá, os músculos das pernas pressionam as veias e empurram o sangue até ao coração, evitando que estanque. Os desportos mais recomendados são a natação, andar de bicicleta e fazer pedestrianismo, pois permitem uma boa mobilidade das extremidades inferiores de forma contínua.
2.       Evite a roupa muito justa, pois impede a circulação e promove a formulação de nódulos adiposos (celulite). Sempre que possa evite os saltos altos porque comprometem o correcto retorno venoso, favorecendo a ocorrência de varizes.
3.       Tonifique as veias. Aplique jactos ascendentes de água fria nas pernas ou mergulhe-as na piscina ou no mar, enquanto apanha sol.
4.       Levante-se de duas em duas horas do posto de trabalho e dê um pequeno passeio.
5.       Mantenha uma posição correcta. Cabeça levantada, costas direitas e barriga para dentro. Quando se sentar, não cruze as pernas, pois dificulta a circulação.
6.       Evite a depilação com cera quente. O calor e o puxão prejudicam as veias. Aplique frio antes e durante a depilação que extrai o pêlo pela raiz.
7.       Faça auto-massagens desde a ponta dos pés até à coxa com um creme para pernas pesadas. A drenagem linfática também é apropriada.
8.       Opte pela dieta mediterrânea. Inclua arroz e massa integrais, ricos em vitamina E, e frutas e verduras, cujos flavonóides combatem a inflamação e estimulam a contracção venosa.
9.       Levante as pernas acima do nível do coração sempre que puder. “Pedalar” deitada também alivia bastante.
10.   Mexa as pernas e os pés durante as viagens de avião. A mudança de pressão e estar muito tempo sentada podem provocar tromboflebite (formação de coágulos sanguíneos acompanhada de reacção inflamatória da parede da veia afectada).
12
Jun09

Pimenta-de-caiena

Flor

Plantas que curam

 
 
 
Identificação
Também é conhecida por piri-piri, malagueta ou gindungo.
 
Princípios activos
Capsaicina, uma molécula muito utilizada em cremes analgésicos e anti-inflamatórios. Carotenóides (capsantina e capsorrubina), flavonóides com acção vasodilatadora, óleo essencial e anti-séptico.
 
Principais propriedades
Dores crónicas em geral (utilizado tópica e internamente). Dores reumáticas agravadas pelo frio e pela humidade: lombalgia, osteoartrite, ciatalgia, cervicalgia, ombro congelado e artrite reumatóide. Dor associada à nevralgia pós-herpética, nevralgia do trigémio, neuropatia diabética e dor pós operatória (incluindo pós-mastectomia e pós-amputação).
 
Outras propriedades
Utilizada na obesidade pois aumenta a termogénese (queima de gorduras) e a saciedade. Estimulante sexual, devido ao seu efeito vasodilatador. Espasmos e tensão muscular, em uso tópico.
 
Administração
Em aplicação externa, utiliza-se com concentrações de capsaicina de 0,025 a 0,5% (aplicar no local da dor 2 vezes por dia). Internamente, em extracto seco, 500 a 1000 mg por dia. Como condimento, a quantidade depende da tolerância.
 
Precauções
Externamente, pode provocar irritação (reduza a dose ou opte por outro tratamento).
 
Remédios caseiros
·         Pode ser utilizada para dar sabor a vários pratos.
 
Estudos científicos
·         A revisão de vários estudos científicos confirmou a eficácia, superior ao placebo e equivalente a vários fármacos, da pimenta-de-caiena, juntamente com o salgueiro-branco e o harpago, na redução da dor.
·         Dezenas de estudos, realizados nos últimos anos apontam para um efeito benéfico da pimenta-de-caiena em vários tipos de cancro: próstata, cólon, pele, mama e ossos.
·         Num estudo de 2002, os participantes ingeriram 5 cápsulas diárias 15 minutos antes das refeições e obtiveram uma maior redução da dor epigástrica, enfartamento e naúseas que o placebo.
11
Jun09

Bodelha (Fucus)

Flor

Plantas que curam

 
 
 
Identificação
Alga marinha verde-acastanhada da costa do Atlântico, Pacífico e Mediterrâneo Ocidental.
 
Princípios activos
Oligoelementos e sais minerais que actuam como remineralizantes, destacando-se o iodo (0,03 a 0,5%) responsável pela sua acção estimulante sobre a tiróide. Polissacáridos, com acção hipocolesterolemiante. Ácido algínico que produz uma sensação de saciedade.
 
Principais propriedades
Acelera o metabolismo (aumentando a degradação da glicose e dos ácidos gordos), sendo por isso muito eficaz no tratamento da obesidade, principalmente se causada por hipotiroidismo (diminuição da função da tiróide).
 
Outras propriedades
Redução do colesterol. Aquarético (diurético sem conduzir à redução dos sais minerais). Aumenta a saciedade, reduzindo a ingestão alimentar. Regulariza a função intestinal.
 
Administração
Em extracto seco 500 a 2000 mg por dia. Como alimento, 2 a 4 talos por dia.
 
Precauções
Não pode ser ingerida por pessoas sensíveis ao iodo, com hipertiroidismo, grávidas ou lactentes e em casos de ansiedade, insónia e taquicardia. Se estiver a tomar outras substâncias, tome somente sob supervisão médica.
 
Remédios caseiros
·         Salada de emagrecimento
Junte meia lata de feijão branco, 2 a 4 talos de fucus (vende-se seco nas casa de produtos naturais) previamente demolhado, 2 corações de alcachofra, pepino e beterraba.
 
Estudos científicos
·         Num estudo japonês de 2002, quando aplicado em gel externamente, o fucus diminuiu a espessura da pele e aumentou a sua elasticidade, factores relacionados com um efeito antienvelhecimento.
·         Em 2004, um estudo da Universidade da Califórnia confirmou um efeito antiestrogénico do fucus em mulheres na peri-menopausa, apontando-o como um dos responsáveis pela reduzida percentagem de cancros estrogénio-dependentes na população japonesa.
10
Jun09

Plantas anti-idade

Flor

Ganhe anos de vida com a fitoterapia

 
O mundo vegetal é a maior fonte comprovada de “elixires” que combatem o passar dos anos. Tome nota das plantas que a podem ajudar a protelar o envelhecimento.
 
 
 
Vários estudos epidemiológicos e clínicos indicam que as populações que ingerem com frequência algumas das plantas de que lhe falo neste post têm uma esperança de vida superior à média. Na ilha japonesa de Okinawa, por exemplo, é normal ver centenários a jogar às cartas e a praticarem actividade física, como o Tai-chi, diariamente.
Tomando exemplos como este, a medicina antienvelhecimento está, actualmente, na vanguarda da investigação, tendo proporcionado o desenvolvimento de boas soluções para atrasar o envelhecimento; um processo em que as plantas são as grandes protagonistas. Não é por acaso que muitos dos fármacos para aliviar os sintomas próprios da maturidade se baseiam nos princípios activos das plantas.
Não lhe vou dar o “segredo da eterna juventude”, mas digo-lhe quais são as plantas mais utilizadas para atrasar o envelhecimento, para rejuvenescer e como pode usá-las também em casa. Mas advirto-a, desde já, que deve seguir sempre as indicações de um especialista para obter os melhores resultados.
 
Por que razão envelhecemos?
O envelhecimento é um processo natural contra o qual lutamos constantemente. Apesar de existirem diferentes teorias que respondem a esta pergunta, os especialistas inclinam-se para a soma das quatro seguintes:
·         Formação de radicais livres. De acordo com o conhecimento científico actual, estas moléculas instáveis são tóxicas para o corpo, danificando as células sãs.
·         Maus hábitos de vida. Abusar de gorduras e proteínas, o sedentarismo ou o tabaco são alguns deles.
·         Deterioração hormonal. O declínio da produção hormonal pelas glândulas endócrinas acelera o envelhecimento.
·         Herança genética. Infelizmente, a longevidade também se herda.
 
A marca do tempo
Embora não exista forma de evitar que o nosso corpo se desgaste nem sofra certas alterações orgânicas, é possível abrandar e protelar esse processo. Saiba quais são as partes da nossa anatomia que mais denunciam a idade e as plantas mais eficazes para evitar a sua deterioração.
 
A PELE
O tecido epidérmico é um dos que mais denuncia os sinais da passagem do tempo. As peles mais afectadas pelo envelhecimento são as secas ou sensíveis. O grande culpado? O sol.
·         BORRAGEM
Por que faz bem?
Graças à sua grande quantidade (e qualidade) de ácidos gordos essenciais (gama-linolénico), actua como hidratante, fortalecendo as células cutâneas. Também são percursores das prostaglandinas, que participam na regulação hormonal.
Obtenha os seus benefícios:
Em cápsulas (tome 2 a 4 por dia) ou em compressas embebidas no seu óleo (para tratar eczema, por exemplo).
 
·         CALÊNDULA
Por que faz bem?
Tem uma acção suavizante, calmante e descongestionante, que favorece peles com dermatite ou stressadas. Também favorece a cicatrização.
Obtenha os seus benefícios:
Em sabão, unguento, óleo ou loção, todos para aplicar directamente na área da pele afectada. Também pode tomá-la em infusão: duas a quatro chávenas.
 
·         ROSMANINHO
Por que faz bem?
É utilizado há muitos anos em loções e sabonetes como reconstituinte da pele, tonificando-a e hidratando-a. Para além disso, estudos recentes descobriram que previne a oxidação das gorduras e a formação de placas de colesterol “mau” (LDL).
Obtenha os seus benefícios:
Com duas chávenas diárias de infusão, depois do pequeno-almoço e do almoço. Para a preparar, junte 5 g de rosmaninho seco a cada chávena de água.
 
·         CENTELHA ASIÁTICA
Por que faz bem?
Muito utilizada na medicina chinesa e indiana, contém substâncias regenerativas e estimulantes do colagénio (uma das fibras de sustentação da pele), como o asiaticósido e o centelósido.
Obtenha os seus benefícios:
Em cremes dermatológicos ou cosméticos, cuja posologia depende da indicação de um especialista.
 
O CORAÇÃO
Ao envelhecer, enfraquece e o bombeamento de sangue torna-se mais difícil. Fica rodeado de gordura, as artérias tornam-se menos elásticas, e formam-se placas de ateroma nas suas paredes e artérias que podem obstruir os vasos e produzir trombos, aterosclerose e subir a tensão arterial.
·         CASTANHA DA ÍNDIA
Por que faz bem?
É usada, especialmente, em problemas de origem venosa, como pernas cansadas, claudicação intermitente, mãos e pés frios, frieiras, varizes e para evitar as tromboflebites. Só se utiliza a sua casca, que contém escina e taninos, antioxidantes que combatem a fragilidade capilar, a inflamação e os edemas.
Obtenha os seus benefícios:
Em extracto (30 gotas, repartidas em três tomas diárias) ou através da decocção de 50 g de casca por litro, duas vezes por dia.
 
·         CAVALINHA
Por que faz bem?
A sua composição rica (saponósidos, taninos, flavonóides, alcalóides e sais minerais — silício e potássio — e vitamina C) confere-lhe acção anti-hemorrágica, cicatrizante, remineralizante, antifúngica, diurética e adstringente. O silício está associado ao crescimento e à saúde das unhas, cabelo pele e tecido conjuntivo. Combinado com o potássio, é um excelente diurético, para problemas urinários.
Obtenha os seus benefícios:
Em infusão ou decocção (ferva 2 g numa chávena de água durante 5 minutos e deixar repousar outros 20), ou através do sumo da planta fresca; também pode usá-la em creme ou loção, em extracto e em pó. Em cápsulas, a dose recomendada é de duas a três ao dia.
 
·         ALHO
Por que faz bem?
O seu constituinte fitoquímico mais conhecido é a alicina, um eficaz desinfectante e bactericida. O alho reduz a tensão arterial e a aterosclerose, para além de eliminar determinados patogénios da flora intestinal, e estimular a circulação. Se for tomado continuamente durante alguns meses, diminui o bloqueio das artérias (placas de ateroma) e aumenta os níveis de insulina.
Obtenha os seus benefícios:
Fresco (mástique dois dentes de alho pela manhã), em decocção (ferva uma cabeça de alho num litro de água durante cinco minutos; beba três chávenas diárias) ou em cápsulas (600 a 900 mg ao dia).
 
O CÉREBRO
É um dos órgãos que mais sofre com a idade devido a vários factores. A decrescente irrigação sanguínea, a falta de actividade cerebral, alguns medicamentos (anti-depressivos, analgésicos e sedativos) e a intoxicação por metais pesados (como o chumbo, mercúrio ou alumínio). Danifica os neurónios, impedindo que a transmissão de impulsos nervosos ao resto do organismo seja a adequada.
·         GINKGO BILOBA
Por que faz bem?
É uma das plantas medicinais com mais estudos científicos. É muito rica em flavonóides, que têm uma importante acção antioxidante através da neutralização dos radicais livres do cérebro (efeito neuroprotector). É vasodilatador e aumenta a irrigação cerebral. Para além disso, regula a produção de neurotransmissores, como a dopamina e acetilcolina (substâncias relacionadas com a motricidade, emoções, aprendizagem e memória), favorecendo a memória, a concentração e o equilíbrio, os três sintomas característicos da deterioração cognitiva.
Obtenha os seus benefícios:
Com uma cápsula de 40 mg, 4 a 6 vezes ao dia.
 
·         GINSENG
Por que faz bem?
A sua raiz possui umas substâncias conhecidas como ginsenósidos, que captam os radicais livres. Tem uma acção tónica geral sobre o organismo, aumentando o desempenho físico e intelectual: diminui a sensação de fadiga e aumenta a capacidade de concentração e memorização. É um adaptogénico: regula a produção de adrenalina e cortisol pelas supra-renais. Isto faz com que aumente a energia e a força de vontade, ao mesmo tempo que diminui o stress e a ansiedade. Está provado que melhora a memória e a concentração em doentes de Alzheimer ou outras demências senis.
Obtenha os seus benefícios:
Tome 1 a 4 g de ginseng por dia.
 
·         SALVA
Por que faz bem?
É um regulador do sistema hormonal: pode ser aplicada nas dores menstruais e durante a menopausa para reduzir os calores, afrontamentos e perda de massa óssea (osteoporose). Desta forma, vai minorar o envelhecimento provocado pelo declínio da produção de hormonas no período pós-menopausa. É também um tónico geral: estimula a memória e o sistema imunitário.
Obtenha os seus benefícios:
A forma galénica mais vulgar de utilização da salva é a infusão: 1 colher de sopa para uma chávena; tome duas por dia.
 
AS DEFESAS
Com a idade, o número de células T (próprias do sistema imunológico do organismo) diminui, aumentando a vulnerabilidade às infecções e interferindo no mecanismo hormonal. O passar do tempo reduz os estrogénios, provocando, nas mulheres, a chegada da menopausa e dos seus desagradáveis sintomas físicos: afrontamentos, perda de massa óssea, etc.
·         MILEFÓLIO
Por que faz bem?
Contém substâncias parecidas com a melatonina, pelo que tem efeitos semelhantes a esta hormona segregada pela glândula pineal e cuja função é imunoestimulante e antioxidante. Normalmente, os valores de melatonina começam a descer a partir dos 50 anos, de modo que a milefólio é uma boa opção para os aumentar, na idade adulta.
Obtenha os seus benefícios:
Em tisana, a partir de duas colheres de flores por cada chávena de água, duas ou três vezes ao dia.
 
·         CHÁ VERDE
Por que faz bem?
Destaca-se pela actividade antioxidante, anti-inflamatória e imunomoduladora dos seus flavonóides e catequinas. Para além disso, mais de 600 estudos científicos confirmam as suas propriedades antitumorais ao nível do cólon, pâncreas, esófago, pulmões, mama e próstata, aumentando assim a esperança de vida.
Obtenha os seus benefícios:
Os seus benefícios são dose dependentes, isto é, quanto mais tomar por dia, maiores os benefícios (um estudo recente aponta os maiores benefícios em pessoas que tomaram mais de 20 chávenas por dia).
 
·         SOJA
Por que faz bem?
Vários estudos indicam que, nos países onde a soja é o principal componente da dieta, as mulheres não têm praticamente sintomas da menopausa e de osteoporose. O seu consumo também provoca reduções na percentagem de cancro da mama e do útero e de doenças cardiovasculares. Tem um efeito modelador de estrogénios e não um efeito estrogénico. Isto significa que, em mulheres na menopausa compensa a carência de hormonas, mas nas outras mulheres vai competir com os estrogénios (produzidos pelo corpo ou ingeridos com a pílula contraceptiva), reduzindo o risco de cancro da mama e útero.
Obtenha os seus benefícios:
Pode ser ingerida como comida (rebentos, tofu) ou bebida. 25 g de proteína de soja é o equivalente a 60 mg de isoflavonas, cuja dose diária recomendada é de 40 a 160 mg.
 
OS OLHOS
A degeneração macular é uma das doenças mais relacionadas com o avanço da idade. Isto acontece porque a retina tem um metabolismo muito activo, o que significa que gera muito material residual. Com os anos, a capacidade de eliminar estes resíduos vai-se perdendo, até que estes se tornam tóxicos e, portanto, prejudiciais para o olho.
·         MIRTILHO
Por que faz bem?
Possui antocianósidos e taninos, substâncias fitoquímicas que melhoram a microcirculação, pelo que está indicado para problemas de visão. É usado em casos de demência arteriosclerótica, melhorando a memória, os zumbidos nos ouvidos, as vertigens e os enjoos.
Obtenha os seus benefícios:
Deve dar preferência ao seu consumo como fruto (está à venda durante todo o ano congelado e em compotas). Em cápsulas, deve ingerir 500 a 1000 mg por dia.
 
O CORPO
A força muscular diminui por causa da atrofia e perda de massa muscular. Os ossos tornam-se menos densos, mais porosos e frágeis, sobretudo nas mulheres. Estes sintomas estão relacionados com perda de cálcio, factores genéticos e hormonais, e da degeneração das cartilagens, tendões e articulações.
·         HARPAGO
Por que faz bem?
Estudos recentes demonstraram a sua eficácia os processos inflamatórios, especialmente reumáticos, como artrose, gota e lombalgia. É tão eficaz como os medicamentos anti-inflamatórios e, por ser uma planta medicinal, tem um perfil de efeitos adversos 10 vezes menor.
Obtenha os seus benefícios:
Com a ingestão de extracto líquido ou ampolas (1 a 4 g diárias, consoante a gravidade da dor).
 
O mar também rejuvenesce
Apesar de existirem inúmeras algas que combatem o envelhecimento, a que tem maior destaque é a espirulina. É um potente antioxidante graças à sua riqueza em vitamina E; evita as manchas cutâneas e previne os trombos. O betacaroteno e as gorduras poli-insaturadas que contém fazem dela uma protectora da visão, da pele e das mucosas.
09
Jun09

Colite ulcerosa

Flor

A colite ulcerosa é uma doença caracterizada por uma inflamação da camada mais interna (mucosa) da parede do cólon e do recto. Embora tenha semelhanças com a doença de Crohn, restringe-se à região terminal do tubo digestivo, o cólon e o recto, e afecta apenas a camada mais interna da parede, com uma inflamação difusa e contínua, de gravidade variável, desde um processo ligeiro até à presença de abcessos e ulcerações associados a alterações importantes da morfologia das regiões afectadas.

Nas pessoas com colite ulcerosa alternam-se períodos de manifestação da doença com períodos em que não estão presentes quaisquer sintomas, que podem durar meses ou anos, não sendo possível prever a ocorrência de nenhuma destas fases nem a sua duração.
A colite ulcerosa atinge indivíduos de qualquer idade. Em regra é diagnosticada pela primeira vez nos adultos jovens, embora também o possa ser já em idades avançadas. A sua incidência é ligeiramente superior nas mulheres, nos judeus e nas pessoas que vivem em zonas urbanas, sendo ainda provável que exista algum determinismo genético na sua ocorrência.
 
 
 
Causas
A causa da colite ulcerosa não é conhecida. São consideradas como causas possíveis alterações do sistema imunitário, alterações da vascularização, causas infecciosas e causas alimentares, bem como a sua interacção. Tal como na doença de Crohn, na colite ulcerosa ocorre uma reacção incorrecta e exagerada a compostos de origem alimentar ou não, presentes no tubo digestivo e que, embora inócuos, não são reconhecidos como tal.
 
Sintomas
Os sintomas da colite ulcerosa incluem normalmente episódios frequentes de diarreia com sangue, pus e/ou muco, dor abdominal simultânea à defecação, febre e perda de peso. Estes sintomas podem ser intensos e de aparecimento súbito ou manifestar-se progressivamente. Na colite ulcerosa podem também estar presentes sintomas extra-intestinais como artrites, lesões da pele, manifestações oculares, hepatite, alterações biliares, anemia, entre outros e nas crianças podem ser evidentes atrasos do crescimento. Contrariamente à doença de Crohn, na colite ulcerosa as obstruções intestinais, fístulas e problemas perianais são raros.
 
Diagnóstico
O diagnóstico da colite ulcerosa é feito com base na história clínica, nos sintomas presentes, no exame do paciente e em exames adicionais considerados necessários. Entre estes, poderá ser aconselhada, por exemplo, a realização de análises de sangue, que podem sugerir a existência de uma inflamação; análises de fezes, que podem revelar perdas de sangue; radiografias com contraste, para localizar zonas de inflamação e ajudar a determinar a sua gravidade; rectosigmoidoscopia ou colonoscopia para visualizar o interior do cólon, verificar a extensão e gravidade da doença, detectar complicações possíveis e eventualmente para obter amostras para confirmação diagnóstica. Os exames por tomografia computorizada e ressonância magnética também podem ser aconselhados para o diagnóstico da colite ulcerosa.
 
Tratamento

Inicialmente, a abordagem de tratamento da colite ulcerosa é realizada com medicamentos, administrados em regra a longo prazo, com a finalidade de tratar os sintomas, manter e prolongar os períodos de remissão, controlando simultaneamente os efeitos secundários possíveis desses medicamentos. No entanto, estima-se que cerca de 50% dos pacientes com colite ulcerosa necessitem, nalguma fase da doença, de um tratamento cirúrgico. O tratamento curativo da colite ulcerosa consiste na recessão cirúrgica da totalidade do cólon e do recto, para a qual existem diversos procedimentos possíveis, cuja escolha depende das especificidades de cada caso. Entre os pacientes submetidos com mais frequência ao tratamento cirúrgico incluem-se os casos que não respondem ao tratamento farmacológico, a existência de complicações associadas à doença, como hemorragias graves, perfurações da parede intestinal e infecções, a necessidade de eliminar consequências graves sobre o crescimento nos indivíduos não adultos e a necessidade de diminuir o risco de desenvolvimento de cancro.

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