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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

31
Mai09

É mesmo light?

Flor

A partir de agora vai saber se é verdade

 
Em Julho de 2007 entrou em vigor um regulamento mais rígido que define objectivamente se um produto é mesmo “light”, com “baixo teor de gorduras” ou “sem sal”.
 
 
 
Maioneses, chocolates, queijos, batatas fritas… as prateleiras dos supermercados estão carregadas de produtos em versões ligeiras. Mas serão realmente alimentos com baixo teor de gordura? Ou tão leves como prometem? A diferença de calorias para a versão normal é assim tão grande? Desde 1 de Julho de 2007 passaram, de facto, a sê-lo. Entrou em vigor um novo regulamento europeu que é de cumprimento obrigatório para todos os produtos que queiram estar sob estas denominações, ou outras como “baixo teor de sal”, “sem gorduras”, etc.
 
O que diz a nova lei?
·         Fixa as condições que as marcas têm de cumprir para poderem ter nos seus rótulos aquilo a que tecnicamente se chama “alegação nutricional”, isto é, o slogan com as propriedades excepcionais que se lhes atribuem.
·         Esta lei vai afectar os produtos light e todos os que prometem não engordar ou ajudar a emagrecer, e também os com baixo teor de sal, ricos em vitaminais, enriquecidos, etc.
·         Cada categoria deverá cumprir determinados requisitos para poder incluir estas alegações. A norma é obrigatória para todos os novos produtos, mas deixa uma margem de ano e meio — até 2009 — aos que estão no mercado para reverem os seus rótulos.
 
O que se deve depreender se o rótulo disser que é…
1.    Light. Deve ter menos 30% de um determinado componente de que outro produto semelhante. Esta diferença desce até 25% no caso do sal e até 10% para os micronutrientes. O rótulo deve enunciar qual o elemento que foi reduzido para o produto ser considerado light.
2.    Sem gorduras. Não pode conter mais de 0,5% por cada 100 gramas ou 100 ml. São proibidas as expressões do tipo “X% sem gorduras”, que confundem o consumidor.
3.    Baixo teor de gorduras. Não pode conter mais de 3 g de gordura por 100 g ou 1,5 g de gordura por 100 ml (1,8 g de gordura por 100 ml, para o leite meio gordo).
4.    Sem açúcares. Esta expressão significa que o açúcar contido num determinado alimento não supera os 0,5 g por 100 g ou ml.
5.    Baixo teor de açúcares. Os açúcares não podem superar os 5 g por 100 g de produto, ou 2,5 g por 100 ml.
6.    Sem adição de açúcares. Não pode conter quaisquer monossacáridos ou dissacáridos adicionados, nem qualquer outro edulcorante. Caso os açúcares estejam naturalmente presentes no alimento (como é o caso das frutas), o rótulo deve ostentar a seguinte indicação: “contém açúcares naturalmente presentes”.
7.    Sem gorduras saturadas. A soma das gorduras saturadas e dos ácidos gordos trans não podem exceder 0,1 g por 100 g ou por 100 ml.
8.    Baixo teor de gorduras saturadas. A soma dos ácidos gordos saturados e dos ácidos gordos trans não podem exceder 1,5 g/100 g ou 0,75 g/100 ml. Em qualquer dos casos, a soma dos ácidos gordos saturados e dos ácidos gordos trans não pode fornecer mais de 10% do valor energético.
9.    Baixo valor energético. O produto não deverá conter mais de 40 kcal por cada 100 ml. Quanto aos edulcorantes de mesa, é aplicável o limite de 4 kcal por porção (equivalente a 6 g de sacarose).
10. Sem valor energético. Não pode ter mais de 4 kcal por 100 ml. No que respeita aos edulcorantes de mesa, é aplicável o limite de 0,4 kcal por porção.
11. Valor energético reduzido. O valor energético deve ser 30% inferior ao de outro produto semelhante.
12. Sem sódio ou sem sal. O produto não deve conter mais de 0,005 g de sódio, ou o valor equivalente de sal por 100 g.
13. Muito baixo teor de sódio/sal. Não pode conter mais de 0,04 g de sódio, ou o valor equivalente de sal, por 100 g ou 100 ml. Esta alegação não pode ser utilizada por águas minerais naturais ou outras águas.
14. Rico em fibras. Deve conter, no mínimo, 6 g de fibras por 100 g ou, pelo menos, 3 g de fibras por 100 kcal.
15. Fonte de fibras. O alimento deve ter, no mínimo, 3 g de fibras por 100 g ou, pelo menos, 1,5 g de fibras por 100 kcal.
16. Rico em vitaminas e/ou minerais. O alimento deve conter, pelo menos, o dobro do teor de vitaminas e minerais da fonte original da qual se obteve o produto.
30
Mai09

A "Dieta Certa"

Flor

Perca um quilo (ou mais) por semana

 
Trata-se de uma dieta hipocalórica variada que consiste em reduzir as calorias de acordo com o gasto metabólico diário, distribuindo, proporcionalmente, os macro e micronutrientes.
 
 
 
A “Dieta Certa” propõe uma ementa que lhe permite emagrecer saboreando pratos apetitosos e simples de preparar para que possa fugir, finalmente, aos tradicionais pratos de dieta: frango grelhado, verduras cozidas, saladas de alface… ao incluir refeições que agradam ao paladar, esta dieta evita o aborrecimento e a falta de motivação, responsáveis pelo fracasso da maior parte das dietas de emagrecimento. Para além disso — e muito importante — as ementas foram definidas de forma a cumprirem as recomendações nutricionais mais saudáveis.
 
Como funciona
A “Dieta Certa” consiste em reduzir, de forma moderada (e não brusca), o fornecimento de calorias ingeridas através dos alimentos, tendo em consideração o total de calorias gastas por dia. As ementas diárias proporcionam uma distribuição adequada dos nutrientes, tanto macronutrientes (hidratos de carbono, gorduras e proteínas) como micronutrientes (vitaminas e minerais).
A distribuição das refeições, os horários e a preparação das ementas podem também ser facilmente adaptados às preferências e ao estilo de vida de cada pessoa.
Para garantir resultados concretos e saudáveis, esta dieta deve ser individualizada, com a ajuda de um especialista, já que cada pessoa precisa de uma determinada ingestão de alimentos em função do seu gasto de energia. E para potenciar a sua eficácia no que diz respeito à perda de peso e, sobretudo, para manter o peso perdido, deve ser complementada com uma actividade física moderada, também individualizada (lembre-se que aquilo que para uma pessoa pode ser uma actividade mínima, como passear, para outra, pode supor um grande esforço devido à sua idade ou à sua condição física). Ao combinar esta dieta com exercício físico, consegue-se modificar os dois lados da balança: a ingestão de calorias (que diminuem) e os gastos calóricos (que aumentam), acelerando a perda de peso.
 
Que resultados consegue
A “Dieta Certa” procura um défice calórico diário de 500 a 1000 calorias, através do qual se consome uma perda de peso de um a dois quilos por semana, no início da dieta, e de 0,5 a 1 Kg, nas semanas seguintes. Para além disso, o que se perde é gordura, não água nem músculo, ao contrário do que acontece com as “dietas milagre” que fazem perder muito peso em pouco tempo. No entanto, os resultados variam de uma pessoa para a outra e estão dependentes de factores como o seguimento rigoroso do plano de refeições, o cumprimento do plano de actividade física ou o historial de dietas de emagrecimento que possa já ter seguido.
 
Decálogo para emagrecer: o que fazer e o que evitar
1.       Estabeleça um peso realista como meta. Se tentar alcançar um objectivo impossível, acabará por desistir.
2.       Concentre-se em adquirir bons hábitos alimentares para manter o peso ideal a longo prazo.
3.       Lembre-se que não há alimentos proibidos nem combinações que engordem mais do que outras. A dieta ideal é aquela que promove a sua saúde.
4.       Evite saltar refeições na expectativa de emagrecer mais rapidamente. É imprescindível fazer, pelo menos, cinco refeições diárias.
5.       Conceda-se um capricho, um dia por semana, para manter a motivação e reduzir a ansiedade pelos alimentos de que mais gosta.
6.       Esqueça, de uma vez por todas, falsos mitos como o de que beber água às refeições ou comer fruta após as refeições engorda.
7.       Não julgue que pode compensar os excessos alimentares com uma maratona de exercício. Uma hora de caminhada queima apenas 250 calorias (meio croissant!).
8.       Lembre-se que o exercício é fundamental para manter a perda de peso. Não deixe de fazê-lo.
9.       Procure o seu peso saudável e não se deixe obcecar por uma magreza impossível, que pode ser perigosa.
10.   Esqueça as dietas milagre e peça orientação ao seu médico.


CHAVES DA DIETA

·         Coma porções pequenas e não salte nenhuma refeição.
·         Não coma mais de 3 peças de fruta (evite frutas em calda) nem mais de 3 iogurtes por dia.
·         Escolha lacticínios sem açúcar e magros.
·         Inicie as refeições sempre com uma sopa de legumes.
·         Se sofrer de prisão de ventre, opte por alimentos com maior conteúdo de fibra, evite farinhas muito refinadas.
·         Utilize azeite para cozinhar e temperar, mas com moderação.
·         Condimente os pratos a seu gosto com sal (em pequena quantidade), pimenta, alho, salsa, limão…
·         Utilize alimentos de conserva que sejam conservados ao natural.
·         Beba 2 litros de água por dia. Em alternativa, prefira chás ou tisanas sem açúcar.
28
Mai09

Excessos de Verão

Flor

Poucas horas de sono, álcool em excesso, erros alimentares... São alguns dos hábitos que devemos evitar para recuperar energias e ganhar saúde durante o Verão. Siga os conselhos dos especialistas e tenha umas boas férias!

 
 
 
As férias de Verão tanto podem ser desculpa para um saudável dolce far niente — banhos de sol, passeios à beira-mar, refeições ligeiras e noites de sono intermináveis —, como podem significar exactamente o oposto: refeições copiosas e indigestas, álcool a mais, noites mal dormidas e vários parceiros amorosos. Tudo isto tem repercussões negativas na saúde, e o que era suposto ser uma altura de descanso e de reposição de energias pode transformar-se exactamente no oposto. Saiba o que deve fazer para ganhar uma saúde de ferro durante as férias!
 
Amor e uma cabana
De acordo com os dados de um inquérito intitulado Summer Lovin Survey (2005), um quarto das mulheres inquiridas afirmou sentir-se mais atraente durante as férias e cerca de 19% confessou ter desejos de ter um relacionamento de uma noite. Para Maria João Nunes, ginecologista, “estas vivências não devem ser dissociadas, nunca, de um pequeno lado racional. Por isso, antes de ir de férias, não esqueça os cuidados de saúde que deverá ter, nomeadamente com a sua saúde sexual, utilizando uma contracepção eficaz e prevenindo-se das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST). Seja responsável e use sempre o preservativo”. Basta uma visita ao médico antes de ir de férias para garantir que está preparada para tudo, incluindo o contraceptivo adequado. Maria João Nunes sugere algumas medidas contraceptivas para esta época:
·         “No Verão, estamos mais susceptíveis a alterações gastrointestinais. Redobre o seu cuidado porque se houver vómito ou diarreia pode diminuir a absorção da pílula e perder-se o seu efeito.”
·         “As alterações horárias também devem ser tidas em conta. Se for para países com fusos horários muito diferentes do nosso, não esqueça: continue a tomar o comprimido na hora correspondente à que tomava no seu país.”
·         “Certifique-se de que leva a quantidade suficiente do medicamento, pois poderá dar-se o caso de não encontrar a mesma composição e não será a melhor altura para readaptações do organismo.”
·         “Não lhe vai apetecer estar menstruada, por variadas razões, em férias. Tome, então, continuamente, mais do que uma embalagem de pílula, não prejudicará a sua saúde.”
·         “Discuta com o seu ginecologista o uso de outros tipos de contracepção hormonal, tais como os transdérmicos ou o anel vaginal. São práticos, seguros, não dão lugar a esquecimento e não sofrem interferências com as alterações do trânsito gastrointestinal.”
·         “Se utiliza o DIU ou o implante subdérmico de progestagénio não terá de pensar em mais cuidados suplementares do que aqueles que já tem.”
 
ERRAR É HUMANO
Se por alguma razão tiver sexo sem protecção ou um preservativo se romper, lembre-se que a “pílula do dia seguinte” é de venda livre na maioria dos países europeus. Para além disso, de acordo com Maria João Nunes, “se desconfiar que o uso do preservativo não foi o correcto e tiver dúvidas se está ou não no seu período fértil e não deseja, de modo algum, uma gravidez, não hesite: faça uso da contracepção de emergência até à 48-72 horas seguintes. Tenha, no entanto, em mente que a protecção não é 100% eficaz, sobretudo após as 24 horas, e os efeitos secundários a curto, médio e longo prazo são importantes (dada a dose hormonal muito grande). Deve, pois, ser sempre considerada como método de último recurso”.
 
Com papas e bolos se enganam os tolos
No Verão o nosso apetite também se altera. Os dias passados na praia abrem-nos o apetite, aumentando a nossa vontade de cometer um ou outro excesso alimentar. “Na realidade estas fugas a uma alimentação equilibrada só são prejudiciais se forem muito frequentes, o que pode acontecer durante as férias”, adverte Ana Branco, nutricionista da Clínica Incorporale. “Assim, é muito importante não esquecer um dos principais hábitos alimentares saudáveis: fazer pequenas merendas tanto a meio da manhã como a meio da tarde, que não só serão uma mais-valia no aporte nutricional e energético fornecido ao organismo, como irão evitar a sensação de fome em demasia nas refeições seguintes”, prossegue a nutricionista.
Para além disso, durante as férias de Verão, é mais habitual fazermos refeições fora de casa, pelo que há alguns aspectos que devemos ter em conta para não termos o infortúnio de sermos afectados por intoxicações alimentares ou salmonelas:
·         Escolha sempre alimentos bem passados ou cozidos.
·         Evite a ingestão de pratos que contenham ovo cru na sua preparação, como alguns doces, maioneses, etc.
·         Coma saladas cruas apenas e só se tiver muita confiança no local escolhido.
·         Ingira os alimentos num curto espaço de tempo após a sua confecção.
 
REFEIÇÕES SÃS E SACIANTES
Para garantir que faz uma alimentação correcta durante o período de férias é preciso, acima de tudo, não passar muitas horas sem comer. Este é o factor primordial na manutenção da saciedade durante o dia. Para isso, e de acordo com Ana Branco, é importante:
·         “Nunca abdique do pequeno-almoço, na primeira hora após ter acordado e, se a manhã for longa, faça uma merenda a meio da manhã. Entre o almoço e o jantar e se pretende, realmente, ter uma alimentação correcta e equilibrada, faça um lanche.”
·         “Para evitar um aporte energético elevado e desajustado, ingira uma maior quantidade de vegetais, utilizados em saladas ou cozidos, a acompanhar o prato. No caso de utilizar vegetais crus, tenha especial atenção à sua lavagem e desinfecção. ”
·         “O uso de saladas completas com vários vegetais, frutas, frutos secos (nozes, avelãs), e uma fonte proteica (carne branca, peixe) são uma excelente alternativa para um almoço ou jantar equilibrado, saciante e de baixo valor calórico.”
 
Maldita ressaca!
Com o calor, as esplanadas enchem e os copos também. No entanto, as bebidas alcoólicas nem sempre são a solução acertada para “matar” a sede: são calóricas, não hidratam e, quando em excesso, podem ser sinónimo da manhã seguinte perdida. Os enjoos, a sede, o cansaço e a dor de cabeça são os principais sintomas da “ressaca”. Quem dita este mal-estar é o estômago; logo, para atenuar e aliviar estes sintomas, a nutricionista Ana Branco sugere a ingestão de muita água e a realização de uma alimentação ligeira, à base de cozidos e grelhados, e não agressiva para este órgão.
Para além disso, a nutricionista faz algumas sugestões relativamente às bebidas que deve ou não ingerir nas noites quentes:
·         “Água lisa, sumos naturais e infusões de ervas podem-se beber a noite toda, são hidratantes para a pele, melhoram o funcionamento renal e intestinal. Já as bebidas alcoólicas e os refrigerantes (com ou sem gás) são prejudiciais, não trazendo qualquer benefício para a saúde.”
·         “No caso de adultos saudáveis, não provocará qualquer dano ou prejuízo, beber um copo de vinho ou uma cerveja durante a refeição. Já as bebidas alcoólicas destiladas, são sempre de evitar, sendo que se as beber deve fazê-lo sempre com moderação e ocasionalmente.”
 
Sono de uma noite de Verão
O repouso nocturno pode ser qualitativa e quantitativamente efectivo ou agitado e insuficiente. Este aspecto depende, em grande parte, do ambiente em que se dorme. Reuni algumas dicas para o/a ajudar a conciliar o sono:
·         Areje o quarto antes de se ir deitar. A corrente de ar enche o quarto de oxigénio, benéfico para o cérebro, que em noites de sonhos se torna hiperactivo, precisando de uma oxigenação maior.
·         Tenha um momento de relaxamento antes de dormir. Tome um banho à temperatura ambiente para descontrair e refrescar, oiça música calma, evite lugares demasiado barulhentos, desligue a televisão e leia um livro. Pense sempre numa coisa que lhe dê prazer ou algo que queira concretizar.
·         Utilize material e tecidos naturais nos lençóis e no colchão e, se possível, oriente a cama para Norte.
·         Gaste energias durante o dia. O exercício físico favorece o sono profundo que tem como função restabelecer energias. Andar de bicicleta, nadar ou fazer ginástica são as melhores opções durante as férias de Verão.
·         Renda-se à escuridão total. Se o dia, durante o Verão, é aproveitado para apanhar sol, a noite de sono deve ser de total escuridão. Feche bem as cortinas e evite que os raios de sol a incomodem.
Para além destes factores, o grau de exposição à luz natural durante o dia também influencia a qualidade de sono. O nível de produção de melatonina (hormona produzida pela glândula pineal) durante as 24 horas do dia regula e influencia o ciclo do sono. Quando a intensidade luminosa de exposição durante o dia é reduzida, a produção de melatonina é menor à noite. Como resultado, a produção total de melatonina é inferior, o que causa cansaço, dificuldade em adormecer e diversos distúrbios de sono. Durante as férias de Verão, o número de horas de exposição à luz natural pode aumentar bastante, pelo que deve aproveitar e gozar as melhores horas de sol.
16
Mai09

Benigna, mas..

Flor

Assim é a gripe: uma doença infecciosa geralmente benigna mas com um elevado grau de contágio. A cada Inverno ameaça sobretudo os corpos mais frágeis. Prevenir é a melhor resposta e a vacina a protecção mais eficaz.

 
 
 
Falar de gripe num mês que ainda é estival parece um contra-senso. Mas a verdade é que Setembro é também o mês em que o Verão dá lugar ao Outono, a estação do ano que abre a porta à proliferação de vírus respiratórios. O da gripe começa então a chegar, oriundo das terras asiáticas em que começa por se manifestar. Porque não vale a pena correr riscos — a gripe é uma doença benigna mas pode complicar seriamente o estado de saúde — o melhor é conhecer mais sobre este vírus que, em tempos, já dizimou populações inteiras. O melhor é, sobretudo, saber mais sobre as formas de prevenção.
 
O que é a gripe?
A gripe é uma doença respiratória aguda causada pelo vírus influenza. Existem três tipos conhecidos — A, B e C, sendo o primeiro o mais prevalente e que surge associado aos surtos mais graves. Trata-se de um vírus semelhante a um pequeno ouriço, com uma extrema capacidade de mutação, o que significa que, a cada época, se apresenta sob a forma de diferentes estirpes, de gravidade também ela distinta.
O ar é o meio de transporte do influenza, o qual aproveita para atingir o corpo humano.
Daí a facilidade com que se dissemina, o que, na prática, não deixa ninguém a salvo. Além disso, consegue sobreviver 24 horas fora de um organismo vivo, o que aumenta o seu grau de contágio. Estas características tornam a gripe uma infecção altamente contagiante.
 
Quando se manifesta?
A gripe ocorre, mais frequentemente, nos meses de Inverno. Pode manifestar-se logo a partir do Outono, mas atinge o pico entre Dezembro e Março (no hemisfério norte, em que nos situamos). Casos esporádicos podem, no entanto, surgir ao longo do ano.
A prevalência da gripe nos meses frios explica-se pelo facto de, num contexto de baixas temperaturas e ausência de radiação ultravioleta, o vírus sobreviver o tempo suficiente para poder ser transmitido por uma pessoa doente a outra saudável. No Inverno existem ainda outros factores que facilitam o contágio, nomeadamente o facto de as pessoas passarem mais tempo em recintos fechados.
 
Como se transmite?
O contágio faz-se através de partículas de saliva libertadas por uma pessoa infectada quando fala, tosse, espirra ou simplesmente respira. Não é, pois, necessário o contacto físico com uma pessoa doente, bastando alguma proximidade, na medida em que o vírus viaja pelo ar até ao organismo (saudável) mais próximo. Uma vez instalado o vírus, o período de incubação é de dois dias, emergindo então os sintomas, sendo o período de contágio de um ou dois dias antes da incubação e cinco após o início dos sintomas. Porém, em crianças e imunodeprimidos, este prazo alarga-se até uma semana.
 
Quem está em risco?
Todas as pessoas, desde que não imunizadas, podem ter gripe. Contudo, há pessoas mais vulneráveis sobre cuja saúde a infecção pode ter consequências mais graves: são elas os idosos, as crianças dos seis aos 23 meses, os doentes crónicos (que sofram de patologias cardíacas ou pulmonares como a asma e a bronquite crónica, bem como os insuficientes renais e diabéticos) e todos os indivíduos debilitados do ponto de vista das defesas do organismo (como os doentes com sida).
 
Quais os sintomas?
Nos adultos, a gripe manifesta-se por um súbito mal-estar, febre alta, dores musculares e articulares, tosse, arrepios e dores de cabeça. Pode também ocorrer inflamação dos olhos. Nas crianças, os sintomas podem diferir consoante o grupo etário. A prostração é frequente, sobretudo nas que têm menos de quatro anos, sendo igualmente comuns náuseas, vómitos, diarreia e dores abdominais; a febre tende a ser elevada e, entre um e os três anos, a gripe complica-se com uma otite média.
 
Como se diagnostica?
O diagnóstico é feito com base nos sintomas tópicos já referidos. Ajuda também o facto de a gripe se declarar por surtos e no Inverno, o que aumenta a probabilidade de haver muitas pessoas a partilhar os mesmos sintomas.
 
Como se trata?
O tratamento da gripe dirige-se aos sintomas, abrangendo medidas como repouso e ingestão abundante de líquidos, bem como medicamentos para baixar a febre e aliviar as dores, vapores de água para atenuar a tosse e descongestionar o nariz.
 
Qual o grau de gravidade da gripe?
A gripe é geralmente benigna, mas o facto de ter um curto período de incubação e uma elevada taxa de transmissão torna-a potencialmente grave. Na medida em que, muitas vezes, é menosprezada e os seus sintomas negligenciados, pode evoluir para um quadro mais sério, nomeadamente doenças respiratórias como a bronquite e a pneumonia, as quais podem implicar internamento hospitalar. As pessoas idosas ou debilitadas por doenças crónicas são mais vulneráveis.
 
Como se evita?
Reduzir os contactos com pessoas infectadas é uma medida útil, mas o melhor mesmo é prevenir de uma forma mais segura — através da vacinação. É que a vacina antigripal tem uma eficácia de 75 por cento. E mesmo quando não evita a doença, em 98 por cento dos casos contribui para diminuir a gravidade dos sintomas.
O ideal é que a vacinação se faça em Setembro ou Outubro, de modo a que os anticorpos dela recebidos estejam em pleno quando chega o tempo frio (eles levam duas semanas a instalar as suas barreiras antivírus).
A imunização deve ser repetida todos os anos, pois a vacina é concebida anualmente de modo a enfrentar o vírus específico de cada época gripal. É que o vírus muda constantemente e a vacina tem de se adequar às novas estirpes.
 
Quem se deve vacinar?
Toda a gente se pode vacinar, mas há grupos mais vulneráveis à gripe que não devem descurar esta protecção: são eles as pessoas com 65 e mais anos, principalmente se residirem em lares; todas as pessoas que sofram de diabetes ou doenças crónicas dos pulmões, coração, fígado e rins ou que sejam portadoras de outras patologias que diminuam a resistência às infecções.
Também os profissionais de saúde se devem vacinar: como defesa para si próprios e como defesa de terceiros. Pelo contrário, não devem vacinar-se pessoas com alergia ao ovo, na medida em que esta é uma das matérias-primas da vacina antigripal.
 
Em caso de gripe…
·         Repouse, fique em casa e minimize os contactos sociais, de forma a diminuir o risco de contágio;
·         Descanse, beba muitos líquidos e mantenha a sua alimentação habitual;
·         Evite mudanças de temperatura;
·         Não se abafe demasiado;
·         Tome medicamentos para baixar a febre e aliviar as dores, mas não tome antibióticos sem consultar o médico;
·         Se tiver tosse, crie uma atmosfera húmida;
·         Aplique soro fisiológico para desentupir o nariz;
·         Se a febre não baixar ao fim de quatro dias, vá ao médico;
·         Se estiver grávida ou a amamentar não tome medicamentos sem consultar o médico;
·         Não se vacine se já estiver doente.
 
Não confundir…
A gripe é com frequência confundida com uma constipação, mas, apesar de haver sintomas comuns, há aspectos que as diferenciam: o primeiro é o facto de a constipação se restringir às vias respiratórias superiores — assim, as pessoas constipadas têm o nariz entupido, espirram, apresentam os olhos húmidos e a garganta irritada, mas não têm febre nem dores no corpo. Além disso, os sintomas da gripe declaram-se de uma forma súbita, enquanto os da constipação surgem gradualmente.
14
Mai09

4 alimentos que fazem sorrir

Flor

66% dos portugueses já teve pelo menos uma cárie e a grande maioria evita as visitas ao dentista, seja pelos custos associados ou por puro terror!

É certo que a saúde oral passa pela higiene oral diária, mas também por olharmos ao que comemos. Fique a conhecer 5 alimentos bons para os seus dentes:

 

Lacticínios (leite meio-gordo, iogurtes e queijo)

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Porquê?
O cálcio é um elemento essencial para a constituição dos dentes e dos ossos. Uma dieta rica em cálcio protege os dentes e os maxilares. Uma dieta pobre em cálcio desprotege os maxilares, solta os dentes e expõe-nos aos ataques de bactérias.

 

Pêras

Porquê?

As frutas cruas (não ácidas), ricas em água, estimulam a salivação, baixam o ph da boca e exercitam os maxilares. Ao mesmo tempo é feita uma limpeza natural às gengivas.

 

Chá preto

Porquê?

Estudos recentes revelam que o chá preto (de ph neutro) contem compostos que atacam as bactérias causadoras de cáries e doenças nas gengivas. No entanto não se deve adicionar açucar ao chá.

 

Alimentos integrais

Porquê?

Os alimentos integrais possuem grandes níveis de vitamina D e Ferro, elementos essenciais para gengivas saudáveis. Também contêm magnésio, um importante constituinte dos ossos e dentes.

 

10
Mai09

Uma doença que assusta

Flor

A cada notícia de uma escola encerrada, o país assusta-se. Mas é preciso saber que há formas de meningite mais graves do que outras e que algumas já se previnem com vacinas.

 
 
 
De vez em quando a meningite é notícia. Geralmente no Inverno, por via da suspeita ou confirmação de um ou mais casos numa qualquer escola do país. São notícias que geram algum alarmismo entre pais e educadores, receosos de um surto infeccioso, temendo a gravidade de uma doença que, em algumas das suas formas, se sabe fatal. Existe, de facto, o risco de contágio, na medida em que, muitas das vezes, a meningite é uma doença infecciosa causada por agentes que facilmente se espalham.
Trata-se de uma inflamação das membranas (meninges) e do fluído que rodeiam o cérebro e a espinal medula, geralmente causada por bactérias ou vírus, mas podendo também ter origem em fungos e em outros parasitas.
A maioria dessas bactérias e desses vírus são comuns, atingindo as meninges a partir de outra região do organismo já infectada. A infecção pode começar em qualquer parte, na pele, no sistema gastrointestinal, no tracto urinário, se bem que a sua origem mais frequente sejam as vias respiratórias.
Daí os microorganismos que vão inflamar as meninges entram na corrente sanguínea, viajando pelo corpo até alcançarem o sistema nervoso central.
Nalguns casos, de meningite bacteriana, as bactérias percorrem um caminho muito curto, com partida numa infecção muito próxima — uma otite ou sinusite.
 
Vírus e bactérias
A gravidade da infecção depende do agente causador: os vírus são responsáveis pela maior parte dos casos de meningite, mas são as bactérias as grandes razões de preocupação pois são elas que estão na origem dos casos mais severos, daqueles que exigem uma intervenção urgente. Aliás, a meningite bacteriana pode mesmo pôr a vida em risco. Algumas das complicações envolvem problemas neurológicos, como perda auditiva e visual, convulsões e dificuldades de aprendizagem.
A meningite bacteriana pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, mas é mais frequente nos bebés, nas crianças e nos idosos, com os adolescentes e jovens a correrem também algum risco pelo facto de partilharem espaços, passando muito tempo em contacto uns com os outros.
Quanto à meningite viral, é mais comum e, normalmente, menos grave, com alguns dos seus sintomas a confundirem-se com os de outras infecções virais, nomeadamente a gripe. Na maioria das vezes, supera-se sem complicações. Pode manifestar-se em pessoas de todas as idades, mas a sua incidência é maior entre as crianças. Enquanto a bacteriana surge mais nos meses de Inverno, a viral é mais frequente no Verão e no Outono, alturas do ano em que há maior exposição aos agentes virais comuns.
Não há forma de saber qual o tipo de meningite sem intervenção médica, pelo que é fundamental agir perante um determinado conjunto de sintomas que incluem febre elevada, dores de cabeça intensas, vómitos ou náuseas, rigidez no pescoço, confusão mental, convulsões, sensibilidade à luz, perda de apetite.
Os bebés e as crianças mais pequenas podem apresentar algumas particularidades e, em vez dos sintomas mais clássicos, podem manifestar uma irritabilidade invulgar, estar constantemente com sono ou chorar em permanência. Além disso, as fontanelas — zonas mais macias do crânio, tornam-se salientes.
Os sintomas dependem da idade do doente e da causa da infecção, com os sinais de uma meningite viral a serem, geralmente, menos intensos do que os de uma meningite bacteriana. Todavia, nas primeiras fases da infecção podem ser muito semelhantes pelo que se impõe uma actuação rápida.
Se houver suspeita de meningite, o médico pedirá uma série de exames que permitirão identificar a causa e, em função dela, decidir o tratamento. Um dos testes essenciais consiste numa punção lombar, mediante a qual se retira uma amostra de líquido da espinal medula. Este fluído é depois colocado em cultura, o processo através do qual se detecta o agente causador da infecção.
 
Sintomas
Os sintomas dependem da idade da pessoa e do tipo de meningite. Contudo, existe um conjunto de sinais clássicos a que importa estar atento e reagir:
·         Febre elevada
·         Dores de cabeça intensas
·         Náuseas e vómitos a acompanhar as dores de cabeça
·         Pescoço rígido
·         Confusão mental
·         Convulsões
·         Sensibilidade à luz
·         Perda de apetite
·         Letargia
·         Insónias ou sonolência excessiva
·        Nos mais pequenos: choro constante, irritabilidade invulgar, sonolência, perda de apetite, fontanelas salientes.
 
Perante estes sintomas, importa consultar de imediato um médico: se a meningite for bacteriana, impõe-se uma intervenção rápida, sob pena de haver complicações a nível do sistema nervoso ou até de estar em perigo a vida.
 
Evitar o contágio
Como já referi, é fundamental actuar rapidamente nos casos de meningite bacteriana, o que passa pela hospitalização da criança e adopção de tratamento adequado em função do agente causal e da gravidade. Outros tratamentos mais específicos visam lidar com as complicações de uma meningite bacteriana.
Quanto à meningite viral, nem sempre requer internamento, podendo ser tratada em casa. Nestes casos, os antibióticos não são eficazes, não existindo medicamentos antivirais próprios (excepto quando a causa é o vírus herpes). Assim, o tratamento passa por aliviar os sintomas, incluindo a administração de medicamentos para as dores e febre, repouso e ingestão de líquidos.
Muitos dos casos de meningite resultam de infecções que são contagiosas, com os agentes causadores a espalharem-se de corpo em corpo através das partículas que se libertam da garganta e do nariz das pessoas doentes. Tosse, gargalhadas, espirros, uma simples conversa pode ser o suficiente para espalhar essas partículas que viajam pelo ar até se alojarem noutro organismo.
Maior risco correm, pois, as pessoas que estão em contacto próximo e prolongado umas com as outras.
É esta possibilidade de contágio que torna crucial a prevenção, concretizável com alguns cuidados simples mas eficazes: não partilhar utensílios como talheres e copos; não partilhar toalhas, lenços ou guardanapos; lavar bem as mãos antes de manipular alimentos e de comer, depois de ir à casa-de-banho, de tocar em animais ou de passar muito tempo em ambientes cheios de gente. São cuidados que os adultos devem adoptar e ensinar às crianças, dando o exemplo e mostrando efectivamente como se faz.
Como em muitas outras doenças, a vacinação é a melhor das prevenções. Algumas formas de meningite bacteriana já têm uma vacina: é o caso da causada pelo bacilo influenza do tipo b (Hib) e, mais recentemente, pelo meningococo tipo C (MenC) que entrou em 2006 no nosso Programa Nacional de Vacinação.
Nenhuma destas vacinas oferece protecção contra todos os agentes causadores de meningite, mas têm contribuído para reduzir a incidência de uma doença que continua a assustar muito os pais.
 
Prevenir é vacinar
Desde Janeiro de 2006 que o Programa Nacional de Vacinação integra uma vacina contra a meningite. Não oferece protecção contra todos os tipos da doença, mas apenas contra a causada por meningococos do serogrupo C (MenC). Trata-se de uma vacina com um elevado grau de segurança e eficácia. Confere uma protecção duradoura, com características que permitem a sua administração a crianças com menos de dois anos.
Aliás, o esquema de vacinação em vigor inclui duas doses da vacina no primeiro ano de vida — aos três e aos cinco meses — e uma outra dose no segundo ano de vida, aos 15 meses.
Este é o esquema aplicado às crianças nascidas a partir de Outubro de 2004, sendo que para as nascidas antes está a ser desenvolvida uma campanha de vacinação paralela dirigida a menores de 18 anos que nunca foram vacinados ou que receberam apenas uma dose de MenC antes do ano de idade.
Esta vacina faz parte do Programa Nacional de Vacinação, o que significa que é administrada gratuitamente em todos os centros de saúde.
07
Mai09

Há gorduras e gorduras..

Flor

As gorduras têm má fama, mas nem todas a merecem. Algumas são até benéficas para o organismo, actuando sobre o colesterol. Não podem é ser consumidas em excesso…

 
 
 
O segredo está no equilíbrio: a má fama das gorduras, associada ao risco de doença cardiovascular, não deve fazer esquecer que elas são necessárias ao funcionamento do organismo. É que as gorduras constituem uma importante fonte de energia e intervêm na produção das membranas celulares e de outros componentes orgânicos, semelhantes a hormonas e que ajudam a regular a pressão sanguínea, os batimentos cardíacos, a coagulação do sangue.
Além disso, também contribuem para a saúde do sistema nervoso, da pele e do cabelo, ajudam a proteger órgãos vitais e são responsáveis pela sensação de saciedade que emerge após cada refeição.
O problema está no consumo excessivo. É aí que a saúde fica ameaçada. Os quilos vão-se acumulando, daí à obesidade é um passo, a partir do qual se abre caminho a doenças várias, das cardiovasculares às oncológicas, da diabetes à apneia do sono e à osteoartrose.
 
As más da fita
São as chamadas gorduras saturadas: são estruturas quimicamente estáveis, sólidas à temperatura ambiente. É o caso da gordura da carne e dos produtos lácteos. Quando demasiado abundantes na alimentação, fazem disparar os níveis de colesterol total e de baixa densidade (o chamado “mau” colesterol). Tecnicamente, o colesterol não é uma gordura, sendo produzido pelo próprio organismo e fornecido por alimentos de origem animal gordo. São eles precisamente os que contêm mais gorduras saturadas.
Há uma outra forma de ingerirmos estas gorduras nocivas: os produtos que são sujeitos a um processo químico designado hidrogenação. Trata-se da introdução em óleos vegetais de hidrogénio com o objectivo de reduzir a probabilidade de os alimentos ficarem rançosos. Bolachas, biscoitos e bolos, mas também batatas fritas e massas pré-confeccionadas, são exemplos do uso desta tecnologia que dá origem a um novo tipo de gorduras — as gorduras hidrogenadas ou “trans”, do prefixo latino que indica que sofreram uma transformação radical na sua estrutura. Estas são as novas más da fita, com a particularidade de estarem escondidas numa infinidade de alimentos que fazem parte do nosso dia-a-dia.
 
A outra face
O lado positivo das gorduras é protagonizado pelas não saturadas: caracterizam-se por não endurecerem à temperatura ambiente e/ou a temperaturas baixas, encontram-se em quantidades significativas em alimentos derivados das plantas. Podem ser monoinsaturadas, como azeite, ou polinsaturadas, como os óleos vegetais. Há ainda que contar com as que são fornecidas pelos óleos dos peixes gordos, nomeadamente os ácidos gordos ómega 3.
A gordura mais saudável é, indiscutivelmente, o azeite. São diversos os seus benefícios, a começar pela prevenção da doença coronária e da aterosclerose, passando pelo efeito ao nível do funcionamento do pâncreas, da vesícula biliar e do intestino e terminando no retardamento do envelhecimento cutâneo, devido às suas propriedades antioxidantes.
Além disso, favorece a absorção de cálcio e é uma boa fonte de vitaminas.
Não deixa, no entanto, de ser uma gordura, pelo que o azeite é para usar sem abusar. O mesmo é válido para os óleos vegetais. Cem por cento naturais, são extraídos de frutos ou sementes como o girassol, o amendoim, o milho e a soja. Todos eles são ricos em ácidos gordos essenciais que ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, ao contribuírem para a obstrução das artérias, bem como em vitamina E, um auxiliar precioso contra o envelhecimento dos tecidos do organismo. Além disso, o óleo de milho é abundante em vitamina A, protectora da visão.
 
O equilíbrio
Em matéria de gorduras, a palavra de ordem é moderação. Assim, importa que elas não excedam 35 por cento das nossas calorias diárias, mas sem cair na tentação de as eliminar da dieta: é que as gorduras fazem mesmo falta ao bom funcionamento do organismo.
Importa igualmente que haja um equilíbrio entre as diversas fontes de gordura, tendo noção de que um mesmo alimento pode fornecer os vários tipos de gordura. É o caso da manteiga, que contém gorduras insaturadas, mas também saturadas.
Há que fazer escolhas e escolhas saudáveis. Tendo em atenção que não se pode cortar nas gorduras nem se podem substituir umas por outras. Porque as insaturadas têm menos efeitos adversos sobre o sistema cardiovascular, mas não podem ser consumidas em excesso. Sob pena de se aumentar significativamente a dose diária de calorias, o que também dá origem a excesso de peso e acaba por ser prejudicial para a saúde. É tudo uma questão de equilíbrio!
 
Fritar, sim ou não?
Uma das questões que se coloca quando se fala de gorduras e do seu lugar na alimentação envolve a fritura. É certo que há formas de confeccionar os alimentos mais saudáveis: cozê-los e grelhá-los ou estufá-los e assá-los (desde que com pouca gordura). Mas não é preciso abdicar da fritura, o que é preciso é respeitar algumas regras para um bom uso dos óleos:
·         O de girassol é o mais versátil, mas o de amendoim suporta uma utilização mais intensiva;
·         O óleo deve ser mudado sempre que se frita peixe, o óleo de fritar batatas pode ser utilizado, no máximo, cinco vezes;
·         Não se deve misturar óleo novo com óleo já usado;
·         O óleo deve ser renovado sempre que começa a ficar mais escuro;
·         A temperatura máxima deve ser respeitada: por exemplo, 160º para batatas cruas, 170º para pastéis ou panados, 180º para batatas congeladas;
·         Mas também se pode fritar em azeite, que tolera temperaturas até cerca de 200º sem se alterar;
·         Os alimentos fritos devem ser bem escorridos: uma gota de óleo equivale a 72 calorias.
07
Mai09

Fracturas à espreita

Flor

Quando os ossos são minados pela osteoporose, as fracturas são o principal risco. As mulheres na idade da menopausa são as principais vítimas, mas não são as únicas. Antes que os ossos se partam é preciso prevenir, fazendo do cálcio um aliado. 

 
 
À letra, osteoporose significa ossos porosos. E é disso mesmo que se trata: os ossos vão perdendo a densidade, tornando-se mais frágeis. A responsabilidade é da escassez de cálcio, de fósforo e de outros minerais que preenchem o interior dos ossos e dos quais depende a sua resistência. São estes minerais que contribuem para a formação da chamada massa óssea.
Ao longo da vida das pessoas, a quantidade de massa óssea sofre alterações e atinge o seu pico por volta dos 35 anos. Até então os osso renovam-se continuamente: cada ciclo de renovação dura dois a três meses, durante os quais o organismo fabrica osso novo a um ritmo superior à destruição do osso velho, resultando um aumento da massa óssea. A partir daquela idade, em média, a renovação torna-se mais lenta, verificando-se uma maior perda de massa óssea.
O risco de desenvolver osteoporose é maior ou menor consoante a quantidade de massa óssea que se adquiriu entre os 25 e os 35 anos e o ritmo a que ela se vai degradando. Nesta equação entram também o cálcio e a vitamina D, com o consumo insuficiente destes nutrientes a contribuir para acelerar a perda de massa óssea. Outro dos factores com clara influência neste processo é as hormonas femininas: quando os níveis de estrogénio decrescem — o que acontece durante a menopausa — a densidade óssea nas mulheres fica seriamente ameaçada.
As mulheres são, deste modo, as principais vítimas da osteoporose, mas os homens também são afectados. A idade também conta, pois com o avanço dos anos a fragilidade dos ossos é mais provável.
E é precisamente com o passar do tempo que os sinais da osteoporose se tornam mais evidentes. No entanto, nas suas fases iniciais, a doença pode não produzir quaisquer sintomas. A dor é o primeiro deles: incide sobretudo nas costas e torna-se mais severa à medida que os ossos ficam mais porosos. Com o tempo também é comum verificar-se um emagrecimento acentuado, acompanhado de alterações na postura, devido à deformação da coluna vertebral.
 
E os homens?
A osteoporose é, erradamente, considerada uma doença exclusiva do sexo feminino. É certo que afecta sobretudo mulheres — com maior incidência na idade menopáusica — mas os homens não estão a salvo.
Existem alguns factores que protegem os homens por comparação com as mulheres. De uma maneira geral, os homens praticam mais actividade física, o que contribui para a resistência dos ossos. Além disso, atingem um maior pico de massa óssea e sofrem uma menor perda com o envelhecimento.
E o facto de a esperança de vida masculina ser inferior à feminina ajuda também a explicar que haja mais mulheres com osteoporose do que homens. Isto não significa, porém, que os homens não se devam preocupar: aliás, um em cada oito homens com mais de 50 anos também sofre as consequências de fragilidade óssea. Particular risco correm os homens com baixos índices de testosterona, a hormona masculina por definição. Tal como os que consomem bebidas alcoólicas em excesso: o álcool reduz a formação de osso e interfere com a capacidade do organismo para absorver o cálcio.
São razões que justificam que também os homens invistam na prevenção desta patologia, mantendo-se em bom estado físico, fazendo uma alimentação equilibrada em que pontue a ingestão de cálcio e de vitamina D, adoptando cuidados que evitem as quedas e respeitando as consultas médicas regulares.
A prazo, o risco maior é o de fractura — nos pulsos, nas vértebras, na bacia, no fémur ou em qualquer outro osso. E nem sempre é necessária uma queda: um esforço ligeiro (como inclinar-se ou segurar um objecto) pode ser suficiente. Em Portugal, estimam-se em 40 mil as fracturas associadas à osteoporose por ano.
 
Ossos mais vulneráveis
As mulheres estão mais expostas aos riscos da osteoporose. Elas têm, estruturalmente, menos massa óssea do que os homens. Nelas, a densidade óssea sofre uma quebra acentuada com a menopausa. Porque vivem mais do que os homens, nelas a idade constitui outro dos factores de risco, pois os ossos ficam mais frágeis com o passar dos anos. Maior probabilidade de desenvolver a doença têm ainda as pessoas muito magras ou de baixa estatura, ser de raça branca também tem influência, o mesmo acontecendo com a existência de antecedentes familiares de osteoporose. Ainda no que diz respeito às mulheres, o risco aumenta nas que tiveram uma menopausa precoce (antes dos 40 anos) e nas que sofreram uma remoção cirúrgica dos ovários antes dos 45, bem como nas que têm história de menstruações irregulares.
Independentemente do sexo, as desordens alimentares também fragilizam os ossos, tal como o tabagismo (se bem que o papel exacto do tabaco não seja totalmente conhecido) e o alcoolismo (um dos principais factores de risco nos homens), dado que o álcool interfere na absorção do cálcio.
Alguns medicamentos podem acelerar a perda de massa óssea: é o caso dos corticosteróides (desde que usados durante muito tempo) e de determinados diuréticos (na medida em que fazem com que os rins excretem mais cálcio).
Outros riscos estão associados ao estilo de vida: é o caso de uma alimentação pobre em cálcio e de reduzida actividade física. É que a saúde dos ossos começa na infância: crianças fisicamente activas e com adequada ingestão de cálcio têm uma melhor densidade óssea, o que é mantido ao longo da vida.
 
Antes que parta
Nem sempre a vulnerabilidade do esqueleto é evidente. Mas a conjugação de alguns dos factores de risco mencionados deve suscitar uma atitude activa no sentido de avaliar a saúde dos ossos. A detecção precoce da doença diminui significativamente as probabilidades daquela que constitui a principal complicação da osteoporose, ou seja, uma fractura. O que passa pela realização de um exame específico — uma densitometria de dupla energia radiológica. Trata-se de um procedimento simples, rápido e rigoroso, o qual permite medir a densidade óssea nas áreas mais susceptíveis — a coluna, os pulsos e a bacia. Diagnosticada a doença, o tratamento passa pela conjugação de medicamentos com medidas não farmacológicas, do domínio do estilo de vida. Existem diferentes abordagens terapêuticas, consoante a fragilidade de cada doente, sendo o objectivo retardar a perda de massa óssea e, se possível, aumentar progressivamente a densidade dos ossos.
Nas medidas não farmacológicas assume particular relevância a ingestão de cálcio e vitamina D, nutrientes fornecidos pela alimentação ou, se necessário, por suplementos. A quantidade de cálcio necessária para ter ossos saudáveis varia ao longo da vida: na infância e adolescência as exigências são maiores, uma vez que o esqueleto está a crescer rapidamente. Também as mulheres grávidas, as que estão a amamentar ou estão na menopausa precisam consumir mais cálcio, o mesmo acontecendo com os idosos em geral, independentemente do sexo.
Entre as fontes alimentares de cálcio encontram-se os brócolos, as amêndoas, a soja e o tofu. Já a vitamina D, essencial na medida em que facilita a absorção do cálcio e contribui para a força muscular, é fornecida por peixes como a sardinha e o atum, sem falar na que absorvemos dos raios solares.
Para ossos saudáveis é igualmente importante a actividade física, devendo ser combinados exercícios que envolvam músculos e ossos dos membros superiores e inferiores, bem como da coluna.
Não fumar, evitar a cafeína e o álcool também fazem parte deste pacote preventivo. E, no caso específico das mulheres, pode ser recomendada a terapia hormonal de substituição — na medida em que substitui os estrogénios perdidos com a menopausa — muito embora esta alternativa esteja há muito envolta numa polémica no que se refere às suas vantagens e desvantagens.
Certo é que o risco de uma fractura em consequência da osteoporose é muito elevado, com custos por vezes dramáticos ao nível das capacidades físicas e da qualidade de vida (ou até da própria vida). Por isso, nunca é tarde nem cedo para prevenir.
 
Osteoporose: que risco?
Eis os principais factores de risco associados à doença:
·         Género feminino
·         Idade avançada
·         Raça branca
·         Menopausa precoce
·         Remoção cirúrgica dos ovários
·         Insuficiente ingestão de cálcio e vitamina D
·         Antecedentes familiares
·         Peso excessivamente baixo e compleição física delicada
·         Escassa actividade física
·         Consumo excessivo de álcool
·         Tabagismo
·        Uso prolongado de determinados medicamentos, como corticosteróides
·         Doenças que alteram o metabolismo ósseo, como insuficiência renal ou anorexia nervosa.
01
Mai09

Fios em queda

Flor

Todos perdemos cabelos, todos os dias. Mas quando a queda é muito acentuada pode prenunciar um quadro de alopecia. Tratá-la é possível, mas o melhor é sempre prevenir, o que passa por cuidar dos cabelos para que caiam apenas os que têm de cair...

 
 
 
Perder cabelo é natural. Cada um de nós possui de 100 mil a 150 mil fios de cabelo. Destes, todos os dias entre 50 e 100 ficam pelo caminho. Parece um número significativo, mas não deve suscitar preocupação, na medida em que esta queda faz parte do processo de renovação capilar.
É que o cabelo vive por ciclos, correspondendo os que perdemos diariamente ao encerrar de um capítulo que vai dar origem a novos fios. A primeira dessas fases é a anagénese: é nela que se encontra a maior parte do couro cabeludo — entre 90 e 95 por cento — correspondendo ao crescimento activo dos fios, um processo que se prolonga por dois a seis anos, em média. Os cabelos entram então na fase de transição — a catagénese — durante a qual o crescimento pára: é assim que se encontra cerca de um por cento do couro cabeludo, por um período que dura algumas semanas. Finalmente, a fase de repouso ou telogénese: são dois a três meses findos os quais os cabelos — entre cinco e 12 por cento do total — começam a cair, empurrados por novos fios em crescimento. Começa, assim, um novo ciclo.
Estas três fases coexistem em todas as pessoas, o que significa que, a cada momento, há sempre cabelos em crescimento, em repouso e em queda. Os que caem, em regra, não ultrapassam a centena por dia. Claro que nenhum de nós conta o número de fios que se desprendem no banho, no pente ou na escova, mas, de uma forma ou de outra, todos temos sensibilidade para saber se a queda é mais acentuada do que devia. Quando isso acontece o mais provável é estar-se perante um desequilíbrio ao nível do couro cabeludo, caracterizado pela existência de mais cabelos em queda do que em crescimento. A renovação capilar está, então, ameaçada, podendo corresponder a um quadro de alopecia — vulgarmente conhecida por calvície, aquela que se denomina alopecia androgenética.
 
O que fragiliza os cabelos
Definida como a ausência, rarefacção ou queda de cabelos, de carácter transitório ou definitivo, com expressão local, regional ou total, a alopecia está associada a um conjunto diversificado de causas. Antes de mais, pode ser influenciada pela hereditariedade, sabendo-se que antecedentes familiares podem determinar a idade em que se declara a queda acentuada e o padrão que segue. É o que acontece, de uma forma geral, na alopecia que afecta os homens.
Já nas mulheres, a causa radica, com frequência, nas hormonas, o que explica que a gravidez e a toma de contraceptivos orais (pílula) influenciem a queda de cabelo.
Doenças e medicamentos têm igualmente responsabilidade: patologias como o lúpus e a diabetes estão associadas a uma maior fragilidade capilar, o mesmo acontecendo com, entre outros, fármacos utilizados em tratamentos psiquiátricos, como os antidepressivos. Bem conhecida é a queda de cabelo associada aos tratamentos contra o cancro, sobretudo a quimioterapia.
Também o stress pode influenciar a saúde capilar, devido à acção dos radicais livres. Neste rol de causas há que incluir ainda a queda de cabelo de origem comportamental — trata-se da tricotilomania, uma desordem em que os doentes puxam o seu próprio cabelo, até o arrancarem, podendo fazer com que os fios rareiem numa determinada zona do couro cabeludo.
Outros factores podem ainda contribuir para a alopecia: o ambiente é um deles, na medida em que a exposição excessiva ao vento e ao calor, por exemplo, deixam os cabelos mais frágeis. O mesmo acontece com a agressividade química de produtos usados na higiene capilar e com o uso de produtos inadequados.
O uso intensivo de adornos — fitas, ganchos, entre outros — e penteados muito elaborados, em que o cabelo é preso, causam atrito, podendo assim danificar os fios. Finalmente, é preciso ter em conta o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo.
 
Diferenças na alopecia
A alopecia não se manifesta de igual forma em todas as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: nuns e noutras o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.
O padrão masculino é o que corresponde à alopecia androgenética masculina, a escassez de cabelo típica do envelhecimento. A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequência, permanente, podendo evoluir para calvície. Nas mulheres a alopecia androgenética manifesta-se de forma diferente: os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos lados e no alto da cabeça. Raramente, contudo, há lugar a calvície. Além deste, há um outro tipo de alopecia é a alopecia areata, que tanto afecta homens como mulheres e até se declara em crianças. Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras — são as chamadas peladas.
O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Em alguns casos, a alopecia areata desencadeia a perda total do cabelo, com ou sem queda dos pêlos corporais.
Não se conhece exactamente a causa deste tipo de alopecia, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.
 
O melhor é cuidar
Aplicar os cuidados capilares mais adequados é meio caminho andado para proteger os cabelos e prevenir a queda. São cuidados como:
·         Usar sempre produtos adequados ao tipo de cabelo
·         Lavar o cabelo com água morna, enxaguando bem com água fria
·         Retirar o excesso de água antes de secar e usar o secador a uma distância de 15 cm e a uma temperatura média
·         Usar uma escova de cerdas naturais e suaves
·         Evitar os adornos e os penteados que causem atrito ao cabelo
·         Moderar o recurso a tintas e permanentes
·         Proteger os cabelos das agressões externas — por exemplo, usando um chapéu que os resguarde do sol ou uma touca que os proteja do cloro das piscinas
·         Alimentar o cabelo: por fora, com produtos adequados, e por dentro, fazendo uma dieta equilibrada
·         Consultar um dermatologista perante alterações no couro cabeludo.
 
O tratamento da alopecia
A alopecia não é propriamente uma doença. Mas isso não significa que não cause sofrimento: antes pelo contrário, a queda do cabelo pode ser muito perturbadora a nível psicológico, com potenciais consequências a nível da auto-estima e das relações sociais.
É, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimento dos cabelos. Na maioria dos casos, a alopecia
é tratada com recurso a produtos à base de minoxidil. De indicação farmacêutica, destinam-se a aplicação tópica (local), apresentando-se em duas concentrações: uma solução a dois por cento, recomendada tanto para homens como para mulheres, e uma solução a cinco por cento, destinada apenas a homens.
Sujeita a receita médica e de administração oral (sob a forma de comprimidos), uma outra substância — finasteride — indicada no tratamento da alopecia masculina. O seu uso em mulheres — sobretudo em idade fértil — é totalmente desaconselhado, na medida em que a sua absorção pode causar defeitos congénitos em fetos do sexo masculino. No entanto, as mulheres com hiperandrogenemia beneficiam do tratamento com finasteride.
Travar a queda do cabelo e estimular o seu crescimento é o objectivo dos tratamentos. Um objectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência. A eficácia depende da causa e da extensão da alopecia, bem como da resposta individual ao medicamento. É igualmente individual a decisão de avançar para o tratamento: tudo depende do impacto da queda do cabelo e do valor que se dá aos fios que nos emolduram o rosto.

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