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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

08
Mar09

Passagem atribulada

Flor

Quando os movimentos do intestino são demasiado rápidos ou demasiado lentos, a passagem dos alimentos é perturbadora, dando origem a sintomas que vão da diarreia à obstipação. É assim a síndrome do intestino irritável.

 

 

 

Tem tudo a ver com as contracções do tracto intestinal. Por razões ainda pouco claras, nas pessoas com a chamada síndrome do intestino irritável esses movimentos estão descoordenados — quando existe uma alteração da normal mobilidade do intestino —, podendo ser mais rápidos e intensos do que o habitual ou, pelo contrário, mais lentos.

De uma forma ou de outra, causam desconforto e um diversificado conjunto de sintomas abdominais.

Quando o resultado da digestão é empurrado demasiado depressa, nos intestinos diminui a capacidade de absorção de fluidos e, em consequência, as fezes ficam mais moles. Diarreia, flatulência (gases) são o resultado dessas contracções aceleradas. Já quando os movimentos retardam a passagem dos alimentos, os intestinos acabam por absorver mais líquidos, tornando as fezes mais duras e secas e abrindo caminho à obstipação (prisão de ventre).

Dores abdominais, flatulência, diarreia ou obstipação (ou ambas alternadamente) são, pois, as principais manifestações desta síndrome, uma desordem funcional que causa elevado desconforto mas que não tem subjacente nem provoca qualquer lesão nos intestinos nem dá origem a um problema de saúde mais grave como o cancro.

Nos casos de diarreia é frequente que a pessoa sinta uma necessidade urgente em defecar, após o que encontra algum alívio para o desconforto. Já quem tem mais tendência para a obstipação costuma queixar-se de dificuldade em eliminar as fezes e da sensação de não ter conseguido esvaziar o intestino mesmo depois de ir à casa-de-banho.

Além destes sintomas outros podem ocorrer: muco nas fezes (mas não sangue), náuseas, sensação de inchaço abdominal, perda de apetite, azia.

Febre, hemorragias e perda de peso não estão presentes nesta síndrome, podendo indiciar outro problema, nomeadamente uma inflamação.

Uma síndrome mais feminina 

Não há explicação científica consensual para a síndrome do intestino irritável. As teorias oscilam entre a influência do sistema nervoso nas contracções intestinais e a influência de determinados factores, como a alimentação e o stress. O que é certo é que estes sintomas são mais comuns entre o sexo feminino, tornando-se mais evidentes em momentos de maior produção hormonal. Predominam igualmente entre pessoas com menos de 35 anos.

Com frequência o agravamento dos sintomas anda associado à ingestão de alimentos como os lacticínios, o chocolate e o trigo. As bebidas alcoólicas e cafeinadas podem potenciar tanto a diarreia como a obstipação, enquanto os refrigerantes, bem como alguns frutos e vegetais, parecem contribuir para o aumento da flatulência.

Para minimizar estes inconvenientes são aconselhadas algumas alterações no regime alimentar, decididas a partir do momento em que se suspeita que determinado alimento se associa a irritação do intestino. Uma das técnicas pode residir na elaboração de uma espécie de diário, em que se regista aquilo que se come, a par dos eventuais sintomas.

Refeições abundantes também agravam os sintomas desta síndrome, pelo que é recomendada a redução das doses e a sua distribuição ao longo do dia. Comer depressa, beber por uma palhinha e mastigar pastilha elástica acentuam a flatulência, pois favorecem a entrada de ar no sistema digestivo. São, portanto, hábitos a evitar. Pelo contrário, um hábito a fomentar é a ingestão de muita água, sobretudo se houver diarreia. Tal como os alimentos, também o stress parece contribuir para este incómodo. A tensão emocional, a preocupação, a ansiedade e a ira podem estimular as contracções intestinais, pelo facto de o intestino ser dotado de nervos com ligação ao cérebro. Além disso, o intestino é parcialmente controlado pelo sistema nervoso autónomo, o qual reage ao stress. Assim se explica que, em momentos mais tensos, seja comum uma sensação de desconforto abdominal.

Aprender a gerir o stress é, pois, conveniente para atenuar os sintomas do intestino irritável, o que passa por relaxar e repousar o suficiente e obter ajuda se necessário.

Menos irritável

O alívio da síndrome do intestino irritável pode provir de simples alterações ao estilo de vida. O organismo não lhes reage de imediato, mas a prazo os benefícios surgem. Assim, é útil:

·        Aumentar a ingestão de fibras alimentares — as fibras reduzem a prisão de ventre, mas podem aumentar a flatulência, pelo que o seu esforço na dieta deve ser gradual;

·        Evitar alimentos que agravem os sintomas — os mais comuns são os lacticínios, o trigo, o chocolate, as bebidas alcoólicas e cafeinadas e os refrigerantes, bem como adoçantes à base de sorbitol; feijões, couves e brócolos causam flatulência, pelo que também devem ser evitados;

·        Evitar hábitos como comer depressa, beber por uma palhinha e mastigar pastilha — favorecem a entrada de ar, contribuindo para a flatulência;

·        Beber água em abundância — contribui para amolecer as fezes e prevenir a prisão de ventre;

·        Fazer exercício físico — alivia o stress e estimula as contracções normais dos intestinos;

·        Evitar, tanto quanto possível, as situações geradoras de stress.

É ainda importante usar os medicamentos laxantes e anti-diarreicos com prudência, sob pena de agravarem os problemas que deveriam aliviar.

Medicamentos se necessário 

As mudanças no estilo de vida podem ser suficientes para lidar com a síndrome do intestino irritável. Mas, quando os sintomas persistem, perturbando o quotidiano, pode ser necessário recorrer a medicamentos e suplementos. No tratamento da obstipação, os suplementos de fibra, associados a um laxante expansor do volume fecal, são uma alternativa. É que as fibras, fornecidas por alimentos como os cereais integrais, a fruta e os vegetais, não são absorvidas pelo organismo, integrando as fezes e contribuindo para amaciá-las, o mesmo efeito tem o laxante, mas deve ser usado com precaução, sob pena de agravar a situação.

Também a diarreia pode ser controlada com um fármaco específico. Medicamentos antiespasmódicos, que relaxam os músculos intestinais e atenuam as cólicas, e antidepressivos, que inibem a actividade dos neurónios que controlam os intestinos, são outras alternativas terapêuticas. Requerem, naturalmente, prescrição médica.

A síndrome do intestino irritável é uma condição que tende a persistir. E os próprios sintomas oscilam de gravidade, quer de uma pessoa para a outra, quer na mesma pessoa. São, no entanto, controláveis. Além de que o que está em causa é apenas o funcionamento dos intestinos, não lhes causando danos nem favorecendo o desenvolvimento de doenças mais graves.

08
Mar09

Fora de sítio

Flor

 É fora de sítio que fica o pescoço

quando se tem um torcicolo. A rigidez
dos músculos causa dor e inviabiliza
o movimento, mas a situação é quase
sempre benigna e passageira.





 

À letra, com base nas raízes latinas, a palavras torcicolo significa precisamente aquilo que é: pescoço torcido. E o pescoço fica assim em consequência de uma contractura muscular, na maioria das vezes envolvendo o esternocleidomastóideo, o músculo imortalizado por Vasco Santana no filme “A canção de Lisboa”.

É o principal músculo lateroflexor do pescoço e o único constituinte do grupo anterolateral (dos músculos do pescoço), assumindo essa designação devido às inserções que apresenta através dos seus tendões a três níveis (ossos) distintos: o Esterno, Clavícula e o Temporal (porção Mastoideia), respectivamente.

Por funcionar como um eixo, qualquer lesão que o afecte acaba por repercutir-se na mobilidade do pescoço. É o que acontece num torcicolo: o pescoço assume um posicionamento característico, ligeiramente rodado e inclinado para um lado, para a frente ou para trás.

Além da rigidez, dor e espasmos musculares caracterizam o torcicolo, cujas causas abrangem um vasto leque.

Tanto pode ser um movimento brusco como uma noite mal dormida, uma posição incorrecta no sofá ou à mesa, um esforço excessivo ou um golpe de frio. Mas também pode ter subjacente uma patologia: lesão cerebral ou da espinal-medula, tumor, toxinas, hipertiroidismo.

Alguns autores identificam na criança infecções das vias respiratórias superiores — amigdalite, faringite, otite, linfadenite cervical (inflamação de gânglios do pescoço), abcesso retrofaríngeo — como podendo estar na origem de um torcicolo agudo.

Estes são os chamados torcicolos adquiridos, mas há-os também congénitos, o que significa que estão presentes à nascença.

São situações em que o bebé apresenta fibrose e encurtamento do músculo esternocleidomastóideo, o que poderá estar associado a uma má posição fetal ou a traumatismo durante o parto. Certo é que as causas deste tipo de torcicolo ainda não estão completamente esclarecidas. No pescoço destes bebés é visível à nascença ou pouco depois (semanas ou meses, no máximo) uma massa muscular palpável. Tende a desaparecer antes do primeiro ano, mas é conveniente iniciar quanto antes o tratamento, à base de fisioterapia — o objectivo é mobilizar o pescoço e a cabeça no sentido oposto ao da deformidade. Em casos raros pode ser necessário recorrer à cirurgia.

Quando o pescoço assume uma posição torcida é normal que haja dor, que tanto pode surgir espontaneamente como declarar-se após um movimento da cabeça. Contudo, forçar o pescoço a recuperar a sua posição central é uma atitude contraproducente, que pode acentuar ainda mais a dor.

O que é preciso é repousar, aplicando calor sobre a zona dorida e aplicando uma pomada anti-inflamatória, que ajuda a controlar a inflamação dos músculos. Aqui a suavidade é a palavra de ordem. Quando a dor é muito intensa pode encontrar-se alívio num analgésico. Em regra, e com estes cuidados, um torcicolo agudo desaparece ao fim de 48 a 72 horas. Se assim não acontecer há que consultar o médico.

 

08
Mar09

Reactivado pelo frio

Flor

O vírus herpes pode ser desencadeado
pelo frio:
quando as temperaturas descem
podem surgir
nos lábios as pequenas lesões
típicas da doença.
Há então que tratar
e prevenir o contágio:

sem deixar de sorrir, mas talvez deixando de beijar…



 

A exposição solar e em menor grau o frio têm influência sobre o vírus herpes simples, responsável pelo herpes labial. Com o Inverno à porta, é de esperar que a temperatura baixe, o que, para quem vive com o vírus, pode ser sinónimo de um reactivar da doença. O stress, a fadiga, a febre, as alterações hormonais também fazem com que o vírus “acorde”.

O primeiro contacto com o herpes simples dá-se, com frequência, na infância. Mas a doença pode não se manifestar de imediato. O vírus penetra no organismo e serve-se de um nervo como meio de transporte, em busca de um ponto onde se possa esconder, ficando inacessível ao sistema imunitário. Este sistema de defesas está preparado para detectar os agentes agressivos, causadores de doenças, mas este vírus consegue escapar-lhe, ficando como que adormecido.

Nesta altura do ano pode ser reactivado pelo frio. Ao fim de alguns dias, surgem na pele os sinais que o denunciam: primeiro o prurido e a vermelhidão, seguidos da erupção de pequenas vesículas repletas de fluido, que, numa fase posterior, se rompem e transformam em úlceras, a partir do que se inicia a secagem.

Este é um processo por fases, com cada surto de herpes labial a oscilar entre os cinco e os dez dias, em média, sendo que em cada pessoa pode ter uma duração e intensidade diferentes. Em cerca de metade dos doentes, costuma anunciar-se com uma sensação descrita como um formigueiro ou uma picada ou queimadura. O herpes labial tanto pode incidir directamente nos lábios como na pele que os rodeia.

Num caso ou noutro, forma-se uma zona de eritema, que pode ser acompanhado de dor. É aí que surgem ligeiras elevações avermelhadas onde emergem pequenas vesículas dolorosas repletas de um líquido que contém milhões de vírus. No espaço de um a dois dias, acabam por se romper e libertar então o líquido infeccioso (é a fase mais contagiosa), formando-se uma ferida (úlcera, que constitui a fase mais dolorosa).

Mas é a partir daqui que se inicia o processo de cicatrização, com a dor a ceder lugar à comichão e a probabilidade de contágio a diminuir. A úlcera acaba por secar e a pele perde progressivamente o aspecto característico do herpes.

 

Prevenir o contágio

O herpes simples é um vírus com um elevado grau de infecciosidade, o que significa que é contágio é fácil. Tanto mais que se estima que cerca de 40% dos doentes desconheçam que são portadores, não se tratando e constituindo, portanto, um importante veículo de transmissão do vírus.

O herpes labial transmite-se através do contacto directo com a pele infectada — beijar, partilhar objectos pessoais como copos e talheres pode ser suficiente para que o vírus se instale noutro organismo. Importa, pois, prevenir — o que se consegue adoptando cuidados como evitar furar as vesículas, lavar as mãos após tocar nas lesões, evitar beijar ou falar muito próximo de outras pessoas.

Importa, também, tratar e o mais precocemente possível, assim que se manifestam os primeiros sintomas. O objectivo é, por um lado, controlar a duração e intensidade do surto e, por outro, minimizar o risco de contágio.

Estão disponíveis medicamentos específicos para o herpes labial, à base de aciclovir, uma substância que contribui para acelerar a cicatrização e diminuir o incómodo causado pela doença.

Na maioria dos casos é suficiente a aplicação local de uma pomada ou gel (embora alguns autores não o recomendem), existindo também pequenos adesivos que atenuam os sintomas ao mesmo tempo que ajudam a disfarçar as marcas dos herpes.

Nas situações mais graves e recorrentes, pode ser necessária a administração de comprimidos.

Tratar precocemente não produz apenas alívio físico. Tem igualmente repercussões a nível psicológico, dado que o impacto visual do herpes labial pode causar desconforto e inibição nos contactos sociais e até afectar a auto-estima.

É um facto que o herpes labial não tem cura e que, uma vez instalado o vírus num organismo, pode bastar um período de stress ou uma temperatura mais pronunciada para o reactivar. Mas também é verdade que existem medicamentos e produtos farmacêuticos que ajudam a lidar eficazmente com este vírus. Os beijos continuam a ser desaconselhados, mas os sorrisos não…

08
Mar09

Por uma boa causa

Flor

Deixar de fumar é uma boa causa.

Para os que fumam e para os que não fumam, vítimas passivas de um hábito que a todos prejudica.
Aqui ficam algumas (boas)
razões para fumar o último cigarro.

 
 
 
 
Portugal dispõe, desde Janeiro/08, de uma nova lei do tabaco, com regras mais rígidas quanto aos locais onde se pode fumar e vender cigarros. Estão ainda por avaliar os efeitos destas restrições, ao nível do consumo, mas sobretudo ao nível da cessação tabágica.
Não se sabe, nomeadamente, se o facto de ser mais difícil fumar nos estabelecimentos de restauração e de diversão motiva os fumadores a deixar de fumar e se tem havido uma maior procura das consultas da especialidade e dos medicamentos e produtos de saúde disponíveis nas farmácias.
É certo que há indícios de que terão descido as vendas — até porque, entretanto, o preço do tabaco aumentou — e de que haverá uma maior adesão aos métodos de cessação tabágica, mas o impacto da lei está ainda por quantificar. No entanto, são muitas e boas as razões para deixar de fumar. Pela saúde do próprio fumador e dos que o rodeiam e que, mesmo sem fumar, respiram tabaco.
 
O lado negro do tabaco
Vejamos, em primeiro lugar, as consequências negativas do tabaco:
·        O tabaco é nocivo para a saúde porque na composição entram cerca de quatro mil químicos, de entre os quais os mais tóxicos são o monóxido de carbono, o amoníaco, o arsénio e o metano. A eles se juntam substâncias como a amónia e o glicerol cujos efeitos para a saúde, uma vez queimadas e inaladas, são ainda pouco claros.
·        Os componentes do tabaco afectam os sistemas cardiovascular e respiratório: a nicotina provoca uma subida da pressão arterial, aumenta a necessidade de oxigenação do coração e induz um acréscimo de açúcar; o alcatrão fixa-se nas áreas mais sensíveis dos pulmões e pode causar cancro; o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigénio nos tecidos, aumenta a viscosidade do sangue; os gases estimulam a produção de muco nos pulmões e brônquios, provocam tosse e podem estar na origem da bronquite crónica.
·        O tabaco é causa directa e indirecta de patologias como o cancro do pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crónica, caracterizada pela obstrução progressiva das vias respiratórias até que a capacidade de respirar fica comprometida.
·        O tabaco pode interferir na fertilidade da mulher e provocar impotência sexual no homem. Quando associado à pílula contraceptiva, o risco cardíaco sobe dez vezes. Os bebés de mães fumadoras têm mais probabilidade de nascerem prematuros e com baixo peso.
·        O tabaco causa dependência física e psíquica. A responsabilidade é da nicotina: quando inalada, o alcatrão do fumo do tabaco transporta-a até aos pulmões, de onde é libertada no fluxo sanguíneo. E como qualquer outra droga, cria habituação: quando é privado dela, o organismo reage através de nervosismo, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e insónias.
 
O lado brilhante sem tabaco
Vejamos agora os benefícios de deixar de fumar:
·        Deixar de fumar diminui o risco de doença — cardiovascular, respiratória e oncológica — e de morte prematura: os ex-fumadores vivem mais anos do que os fumadores;
·        Oito horas sem fumar são suficientes para que os níveis de monóxido de carbono no organismo baixem e os de oxigénio aumentem;
·        Ao fim de 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta e respirar é mais fácil.
·        Cinco anos de abstinência reduzem para metade o risco de cancro da boca e do esófago;
·        Ao fim de dez anos o risco de cancro do pulmão é metade do dos fumadores;
·        Quinze anos sem tabaco correspondem a um risco de doença cardiovascular igual ao de um não fumador da mesma idade e sexo;
·        Mas há mais: o hálito fica mais fresco, o paladar e o olfacto regressam, o envelhecimento precoce é travado e a aparência fica mais agradável — pele, cabelo, mãos e dentes ganham um aspecto mais saudável;
·        O dinheiro até então gasto no tabaco pode ser canalizado para outros interesses: colocar de lado esse valor ajuda a perceber quanto se poupa.
 
Um compromisso
Deixar de fumar requer um compromisso com o próprio e com os demais. Exige esforço e disciplina, mas passo a passo é possível. E há alguns gestos que podem ajudar:
·        Marque um dia para deixar de fumar;
·        Anuncie aos outros a sua decisão, apoie-se na solidariedade dos que lhe são mais próximos;
·        Identifique os seus hábitos tabágicos: se souber em que momentos sente mais vontade de fumar poderá contorná-los;
·        Resista à vontade de fumar: ocupe-se e encontre outros motivos de prazer;
·        Elimine do seu ambiente os objectos associados ao tabagismo, a começar, claro, pelos cigarros;
·        Faça uma alimentação saudável: um dos receios de quem planeia deixar de fumar é engordar, mas se reduzir o excesso de gorduras, açúcar e sal pode prevenir o ganho de peso;
·        Pratique actividade física: não só fica em boa forma, como alivia a ansiedade;
·        Faça planos para o dinheiro que está a poupar: compense o seu esforço e dê uma prenda a si próprio.
 
E se, apesar dos bons motivos para deixar de fumar, recair, não desista: volte a tentar. Porque nunca é tarde!
 
Uma missão (im)possível
Deixar de fumar pode parecer uma missão impossível, dada a dependência física e psíquica gerada e dados os sintomas da privacidade, nem sempre fáceis de ultrapassar.
Mas é uma missão possível que se vence com uma mistura de determinação e ajuda de um profissional de saúde, no aconselhamento do método mais adequado e, eventualmente, de medicamentos específicos.
A vontade fortalece-se se o fumador se concentrar no prejuízo que advém do hábito de fumar e nas vantagens de o abandonar. Fortalece-se igualmente se o fumador partilhar a sua intenção com aqueles que o rodeiam, criando à sua volta um ambiente favorável: envolver familiares, amigos e até colegas de trabalho é como que um compromisso que pode fazer pensar duas vezes antes de acender um cigarro.
Claro que nem sempre a força de vontade é suficiente. Mas com a ajuda do médico de família, das consultas de cessação tabágica existentes em centros de saúde e hospitais ou da farmácia é possível quebrar o hábito.
Existem dois tipos de produtos de suporte de cessação tabágica — com ou sem nicotina. No primeiro grupo incluem-se os que são utilizados na terapia de substituição de nicotina: embora sem fumar, o organismo continua a receber nicotina, reduzindo-se assim os sintomas de privação — gomas, pastilhas e adesivos são as apresentações disponíveis deste método. O seu uso deve respeitar as indicações do médico ou farmacêutico: é sobretudo fundamental não fumar, sob pena de haver uma sobrecarga de nicotina.
Já o segundo grupo de produtos inclui o chamado método de redução gradual — uma solução que se dita no filtro do cigarro e que reduz progressivamente a dependência da nicotina e, com ela, a vontade de fumar. Inclui ainda um medicamento de receita médica obrigatória — são os comprimidos de libertação prolongada, cujo princípio activo actua ao nível do sistema nervoso.
É claro que, dada a dependência, a tentação de fumar pode impor-se. Esta urgência passa ao fim de alguns minutos, pelo que vale a pena resistir. Mas, se não conseguir e fumar um cigarro ou outro, não desista: discipline-se e insista no tratamento. As recaídas são frequentes e há muitos ex-fumadores que precisaram de várias tentativas até se libertarem do tabaco.

Os benefícios que daí advêm compensam.

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