Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

09
Jun09

Colite ulcerosa

Flor

A colite ulcerosa é uma doença caracterizada por uma inflamação da camada mais interna (mucosa) da parede do cólon e do recto. Embora tenha semelhanças com a doença de Crohn, restringe-se à região terminal do tubo digestivo, o cólon e o recto, e afecta apenas a camada mais interna da parede, com uma inflamação difusa e contínua, de gravidade variável, desde um processo ligeiro até à presença de abcessos e ulcerações associados a alterações importantes da morfologia das regiões afectadas.

Nas pessoas com colite ulcerosa alternam-se períodos de manifestação da doença com períodos em que não estão presentes quaisquer sintomas, que podem durar meses ou anos, não sendo possível prever a ocorrência de nenhuma destas fases nem a sua duração.
A colite ulcerosa atinge indivíduos de qualquer idade. Em regra é diagnosticada pela primeira vez nos adultos jovens, embora também o possa ser já em idades avançadas. A sua incidência é ligeiramente superior nas mulheres, nos judeus e nas pessoas que vivem em zonas urbanas, sendo ainda provável que exista algum determinismo genético na sua ocorrência.
 
 
 
Causas
A causa da colite ulcerosa não é conhecida. São consideradas como causas possíveis alterações do sistema imunitário, alterações da vascularização, causas infecciosas e causas alimentares, bem como a sua interacção. Tal como na doença de Crohn, na colite ulcerosa ocorre uma reacção incorrecta e exagerada a compostos de origem alimentar ou não, presentes no tubo digestivo e que, embora inócuos, não são reconhecidos como tal.
 
Sintomas
Os sintomas da colite ulcerosa incluem normalmente episódios frequentes de diarreia com sangue, pus e/ou muco, dor abdominal simultânea à defecação, febre e perda de peso. Estes sintomas podem ser intensos e de aparecimento súbito ou manifestar-se progressivamente. Na colite ulcerosa podem também estar presentes sintomas extra-intestinais como artrites, lesões da pele, manifestações oculares, hepatite, alterações biliares, anemia, entre outros e nas crianças podem ser evidentes atrasos do crescimento. Contrariamente à doença de Crohn, na colite ulcerosa as obstruções intestinais, fístulas e problemas perianais são raros.
 
Diagnóstico
O diagnóstico da colite ulcerosa é feito com base na história clínica, nos sintomas presentes, no exame do paciente e em exames adicionais considerados necessários. Entre estes, poderá ser aconselhada, por exemplo, a realização de análises de sangue, que podem sugerir a existência de uma inflamação; análises de fezes, que podem revelar perdas de sangue; radiografias com contraste, para localizar zonas de inflamação e ajudar a determinar a sua gravidade; rectosigmoidoscopia ou colonoscopia para visualizar o interior do cólon, verificar a extensão e gravidade da doença, detectar complicações possíveis e eventualmente para obter amostras para confirmação diagnóstica. Os exames por tomografia computorizada e ressonância magnética também podem ser aconselhados para o diagnóstico da colite ulcerosa.
 
Tratamento

Inicialmente, a abordagem de tratamento da colite ulcerosa é realizada com medicamentos, administrados em regra a longo prazo, com a finalidade de tratar os sintomas, manter e prolongar os períodos de remissão, controlando simultaneamente os efeitos secundários possíveis desses medicamentos. No entanto, estima-se que cerca de 50% dos pacientes com colite ulcerosa necessitem, nalguma fase da doença, de um tratamento cirúrgico. O tratamento curativo da colite ulcerosa consiste na recessão cirúrgica da totalidade do cólon e do recto, para a qual existem diversos procedimentos possíveis, cuja escolha depende das especificidades de cada caso. Entre os pacientes submetidos com mais frequência ao tratamento cirúrgico incluem-se os casos que não respondem ao tratamento farmacológico, a existência de complicações associadas à doença, como hemorragias graves, perfurações da parede intestinal e infecções, a necessidade de eliminar consequências graves sobre o crescimento nos indivíduos não adultos e a necessidade de diminuir o risco de desenvolvimento de cancro.

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2014
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2013
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2012
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2011
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2010
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2009
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D