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Saúde Semanal

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E, como técnica auxiliar de saúde, aqui estou para ajudar.

Saúde Semanal

04
Nov18

Tensão Pré-Menstrual

Flor

 

 

Os dias que antecedem a menstruação podem ser incómodos. Mas não tem de ser assim: com algumas alterações no estilo de vida e, se necessário, com ajuda médica, é possível gerir os sintomas e passar por essa altura do mês com maior tranquilidade.

 

O QUE É A TENSÃO PRÉ-MENSTRUAL (TPM)?

Trata-se de um vasto conjunto de sintomas, físicos, psicológicos e emocionais que podem anteceder a menstruação, manifestando-se entre uma a duas semanas antes. Pela quantidade e variedade de sintomas, fala-se mesmo em síndrome pré-menstrual. Calcula-se que três em quatro mulheres sejam afetadas, sendo que a intensidade dos sintomas possa variar entre um ligeiro desconforto a queixas que podem interferir seriamente com a qualidade de vida. É entre os 30 e os 40 anos que esta síndrome se acentua, cessando, naturalmente, com a gravidez e com a menopausa.

 

COMO SE MANIFESTA?

Podemos dividir os sintomas em dois campos: o físico e psicológico, por um lado, e emocional ou comportamental, por outro. No primeiro, as manifestações da tensão pré-menstrual podem incluir:

  • Dor de cabeça;
  • Fadiga;
  • Dor nas articulações;
  • Retenção de líquidos;
  • Flatulência;
  • Prisão de ventre e/ou diarreia;
  • Surtos de acne;
  • Menor tolerância à luz e ao ruído;
  • Tensão mamária.

Já no segundo caso, são expetáveis sinais como:

  • Alterações de humor;
  • Ansiedade;
  • Irritabilidade;
  • Choro sem razão aparente;
  • Alterações no apetite;
  • Insónia;
  • Redução do desejo sexual;
  • Dificuldade de concentração;
  • Tendência para o isolamento.

 

O QUE A CAUSA?

Não há uma causa específica, ainda que tenham sido identificados alguns fatores que podem estar relacionados com a TPM. As hormonas são a causa mais provável, uma vez que os sintomas acompanham os ciclos menstruais e cessam quando estes também desaparecem. Por outro lado, alterações químicas no cérebro, associadas a menores níveis de serotonina — a “hormona da felicidade” —, parecem desencadear os sintomas. Estes podem ainda ser agravados quando em quadros de depressão. No entanto, não é esta condição que dá origem à TPM.

 

E TEM TRATAMENTO?

Não havendo uma causa específica, também não existe um tratamento direcionado. A profilaxia é dirigida ao alívio dos sintomas, nomeadamente com medicamentos que atuam sobre a dor, como os anti-inflamatórios não esteroides e diuréticos, que ajudam a prevenir a retenção de líquidos, e com antidepressivos, de modo a estabilizar o humor. Por outro lado, os contracetivos orais são muitas vezes recomendados, uma vez que inibem a ovulação, atenuando alguns dos sintomas.

 

É POSSÍVEL PREVENIR?

Não inteiramente, sobretudo devido à influência das hormonas. No entanto, com simples ajustes no estilo de vida, é possível atenuar e, em alguns casos, evitar alguns dos sintomas. Experimente:

  • Alterar a dieta — faça refeições mais ligeiras e frequentes de modo a diminuir a flatulência e o inchaço abdominal. Reduza o sal na confeção e nos alimentos, prevenindo, desta forma, a retenção de líquidos. Prefira também alimentos ricos em hidratos de carbono complexos, como as massas e o arroz (sobretudo integrais), leguminosas e pão escuro, alimentos ricos em cálcio (laticínios, espinafres ou brócolos), e evite a cafeína, o álcool e o tabaco.
  • Faça exercício físico — 30 minutos diários de caminhada, bicicleta ou natação melhoram a saúde em geral e aliviam sintomas como a fadiga e o estado de humor depressivo.
  • Reduzir o stress — mais fácil dizer do que fazer, mas importante para diminuir os sintomas de TPM. Durma as horas recomendadas e, se necessário, recorra a massagens de relaxamento, meditação ou ioga.
02
Nov18

Cancro da Próstata

Flor

É a segunda causa de morte oncológica masculina, logo a seguir ao cancro do pulmão, e o cancro mais frequente nos homens com idade superior a 50 anos. No entanto, quando detetado precocemente, apresenta uma elevada taxa de sobrevivência.

 

  

OS NÚMEROS

  • Incidência de 82 casos por 100 mil habitantes;
  • Mortalidade de 33 por 100 mil habitantes;
  • Representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro.

Fonte: Associação Portuguesa de Urologia

 

O QUE É O CANCRO DA PRÓSTATA?

O cancro acontece sempre que um grupo de células fica descontrolado, crescendo e multiplicando-se de forma anormal. Isto pode ocorrer em qualquer parte do corpo, sendo que, daí, essas células podem-se espalhar. Está-se perante o cancro da próstata quando este fenómeno se dá nesta glândula masculina.

 

O QUE O CAUSA?

A investigação científica aponta para a possibilidade de uma mutação no ADN de algumas células, o que as fará dividirem-se mais depressa do que as outras. Essas alterações no ADN terão também o efeito de “desligar” os genes que, habitualmente, controlam o ciclo de vida celular e que são, por isso, designados como genes supressores dos tumores.

 

HÁ FATORES DE RISCO?

O primeiro é a idade: o cancro da próstata é raro nos homens com menos de 40 anos, mas a probabilidade aumenta a partir dos 50 e acelera a partir dos 65. O cancro da próstata é mais comum em homens afroamericanos, por razões ainda desconhecidas. Os antecedentes familiares têm peso, sendo o risco maior se houver irmãos com a doença. No entanto, a maior parte dos homens com cancro não possui qualquer histórico na família.

Alguns genes hereditários associados ao cancro — como o BRCA 1 e o BRCA 2 — também aumentam o risco. Estes são fatores não modificáveis. Mas existem alguns fatores associados ao estilo de vida que parecem desempenhar um papel neste processo, embora não haja estudos decisivos quanto a isso: são eles a alimentação, o tabagismo, o sedentarismo e o excesso de peso.

 

QUAIS OS SINTOMAS?

A maior parte das vezes, o cancro da próstata não apresenta manifestações específicas nas suas fases iniciais.

Em estádios mais avançados é possível identificar um conjunto de sintomas que, no entanto, são comuns a outras patologias urinárias, como dificuldade em urinar, necessidade de urinar mais vezes durante a noite, fluxo de urina mais fraco, sensação de urgência, dor ou ardor ao urinar, desconforto ou dor na região pélvica e ainda ejaculação dolorosa ou disfunção erétil.

 

 

COMO SE DIAGNOSTICA?

O facto de, numa fase inicial, este tipo de cancro não exibir sintomas, coloca algumas questões relativamente ao diagnóstico. A realização de exames regulares de rastreio é a principal forma de identificar o cancro antes deste se manifestar. Neste contexto, são dois os testes disponíveis. Um deles é o toque retal: consiste na palpação da próstata através do reto, de forma a verificar o tamanho e a consistência da glândula e detetar a presença de nódulos, sendo que tem a desvantagem de não identificar os tumores mais pequenos. O outro é a análise sanguínea para medição do PSA — Antigénio Específico da Próstata: trata-se de uma proteína produzida pela próstata e que circula, em quantidades mínimas, no sangue, mas que, em quantidades elevadas, constitui um alerta para a doença prostática.

Entre os meios de diagnóstico incluem-se ainda a ecografia transretal, que permite ter uma imagem da próstata, bem como detetar alguns tumores. No entanto, este exame precisa de ter a confirmação de outro método de diagnóstico, como a biópsia, que consiste na remoção de uma amostra do tumor para análise laboratorial.

 

QUE TRATAMENTOS EXISTEM?

O tratamento depende da fase em que o cancro se encontra, podendo envolver radioterapia, quimioterapia, terapêutica hormonal e cirurgia. Nalguns casos, a opção pode recair apenas pela vigilância médica.

 

É POSSÍVEL PREVENIR?

A maior parte dos fatores de risco identificados não é modificável, uma vez que se prendem com a idade, a etnia e os antecedentes familiares. Existem, porém, fatores, já mencionados, que podem ter influência e são modificáveis.

A prevenção pode passar pela adoção de uma dieta alimentar saudável (com menos gorduras e mais frutas e vegetais) ou pela prática de exercício físico, uma vez que, juntamente com a alimentação, ajuda a manter o peso controlado.

A prevenção passa igualmente pela realização do despiste das doenças da próstata a partir dos 50 anos, o que inclui a combinação do toque retal com a análise ao PSA. Não permite evitar o cancro, mas contribui para a sua deteção e para o tratamento precoces.


 

01
Nov18

O Papilomavírus Humano não escolhe género nem idade

Flor

 

NÃO É POSSÍVEL PREVER, MAS É POSSÍVEL PREVENIR!

 

Ao longo da sua vida, 75 a 80% das mulheres e homens sexualmente ativos serão infetados pelo Papilomavírus Humano (HPV). É um vírus que se pode transmitir facilmente, pele com pele, durante qualquer tipo de contato sexual — genital ou oral.

 

Existem mais de 120 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 afetam preferencialmente os órgãos genitais (vulva, vagina, colo do útero, pénis e ânus). Dividem-se em tipos de alto e baixo risco, em função das doenças que causam. Nos HPV de alto risco incluem-se os tipos 16 e 18, que são responsáveis por 75% das lesões mais graves (cancerosas). Nos HPV de baixo risco estão incluídos os tipos 6 e 11, que são responsáveis pela maioria das doenças benignas causadas pelo HPV, das quais as mais frequentes são os condilomas ou verrugas genitais.

 

O PAPILOMAVÍRUS HUMANO INFETA TANTO HOMENS COMO MULHERES.

 

 

Na maioria das vezes, a infeção pelo vírus não tem qualquer sintoma e mesmo quando a doença já está instalada, esta pode ser assintomática. Na maioria dos casos, a infeção provocada pelo HPV desaparece espontaneamente ao fim de 1 a 2 anos, pois o organismo consegue eliminar o vírus. Porém, em algumas pessoas, o HPV não desaparece e pode causar cancro e doenças genitais em homens e mulheres. Não é possível prever quem vai desenvolver a doença associado a este vírus.

 

Em Portugal, estima-se que cerca de 20% das mulheres entre os 18 e os 64 anos possam estar infetadas pelo HPV. O uso de preservativo é importante: protege de infeções sexualmente transmissíveis e de uma gravidez não desejada, mas não assegura uma proteção completa no caso do HPV.

 

Nos casos em que o HPV não é eliminado, a infeção pode progredir para doença.

 

FATORES DE RISCO

Quaisquer pessoas que tenham uma vida sexual ativa estão em risco de entrar em contacto com algum dos tipos de HPV. No entanto, alguns fatores de risco aumentam a chance desse contacto ocorrer:

  • Sexo sem proteção
  • Vida sexual precoce
  • Múltiplos parceiros
  • Não fazer exames de rotina
  • Imunodepressão, ou seja, a queda do sistema imunológico
  • Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs)

 

Além disso, os fatores de risco para cancro associado ao HPV provêm de alterações da resposta imunológica no nosso organismo, como:

  • Múltiplas gestações
  • Tabagismo
  • Infeção pelo HIV
  • Tratamentos por quimioterapia, radioterapia ou imunossupressores
  • Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, como herpes simples e clamídia

 

SINTOMAS

O principal sintoma do HPV é o surgimento de verrugas ou lesões na pele, normalmente uma mancha branca ou acastanhada que dá comichão. No entanto, muitas vezes a lesão pode não ser visível a olho nú, aparecendo em exames como Colposcopia (exame que consiste na observação direta da superfície do colo do útero e da vagina, utilizando um instrumento próprio - colposcópio) e Peniscopia (técnica não invasiva que consiste no exame do pénis para identificação de lesões, através da aplicação de uma substância reagente que permite a visualização de imagens aumentadas por um aparelho próprio).

 

Normalmente, as lesões do HPV aparecem na região genital, mas podem ocorrer em outras partes do corpo. As mais comuns são:

  • No anús
  • Na garganta
  • Na boca
  • Nos pés
  • Nas mãos

 

COMO PREVENIR?

Só a vacinação contra o HPV permite uma proteção eficaz contra os tipos de HPV incluídos na vacina.

 

Existe uma vacina bivalente que cobre apenas os tipos de HPV 16 e 18, uma vacina quadrivalente que protege contra os tipos de HPV 6, 11, 16 e 18 e, desde o início de 2017, está também disponível em Portugal a vacina nonavalente que protege contra 9 tipos de HPV (6, 11, 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58).

Os tipos de HPV 16 e 18 são responsáveis por 75% dos casos de cancro do colo do útero e estão igualmente associados a outros cancros (vulva, vagina, ânus e outros). Os tipos de HPV 6 e 11 são responsáveis por 90% dos condilomas pontiagudos genitais, por 25% de outras lesões sem potencial oncológico e por 100% da papilomatose laríngea, que é uma doença rara na criança ou no adulto, mas extremamente grave.

Os 5 novos tipos da vacina nonavalente (HPV 31, 33, 45, 52 e 58) acrescem mais 20% de proteção contra cancros associados ao HPV e mais 35% de proteção contra lesões pré-cancerosas.

 

A vacinação também é possível para mulheres que já:

  • Iniciaram a vida sexual
  • Tiveram uma infeção por HPV
  • Tiveram doença por HPV e foram tratadas

 

As doenças associadas ao HPV são:

  • 100% dos Cancros do colo do útero
  • 99% dos Condilomas ou verrugas genitais
  • 84% dos Cancros do ânus
  • 47% dos Cancros do pénis
  • 70% dos Cancros da vagina
  • 40% dos Cancros da vulva

 

A vacinação também é possível para mulheres mais velhas.

 

CONSULTA MÉDICA

Os especialistas que podem diagnosticar uma infeção por HPV são:

  • Infeciologista
  • Ginecologista
  • Urologista
  • Clínica geral
  • Dermatologista

 

A Sociedade Portuguesa de Ginecologia recomenda a vacinação das mulheres para além dos 26 anos, de acordo com a indicação do médico.

31
Out18

Respirar bem é saúde

Flor

 

POR QUE MOTIVO É TÃO IMPORTANTE MANTER O NARIZ DESENTUPIDO?

 

Respirar através do nariz tem muitas vantagens. Muitas pessoas respiram de forma incorreta, inalando o ar através da boca. Se este hábito se prolongar, no entanto, pode provocar problemas de saúde. o nariz é o único órgão capaz de filtrar o ar antes que este chegue ao aparelho respiratório inferior (brônquios e pulmões). Entre as funções do nariz e das vias respiratórias inferiores, existe uma relação estreita. O aparelho respiratório é um sistema integrado em que um distúrbio de uma parte pode condicionar significativamente a outra. Como tal, respirar bem é importante também para manter os brônquios e os pulmões saudáveis.

Além disso, o nariz contém o sistema olfativo, que permite sentir os cheiros. O olfato não é só uma fonte de prazer porque cheira os perfumes, mas também uma defesa porque nos indica a presença de substâncias perigosas no ar. Quando temos o nariz congestionado, normalmente chamado “nariz entupido”, respiramos mal e oxigenamos menos o organismo, não sentimos cheiros, estamos menos protegidos das infeções e somos também fortemente perturbados nas atividades quotidianas e no sono.

Em suma, ter o nariz congestionado é um problema e, como tal, deve ser enfrentado de forma imediata, prestando atenção para não recorrer a substâncias agressivas que podem danificar as delicadas mucosas das vias respiratórias.

 

COMO FUNCIONA O NARIZ

Para compreender a importância de ter o nariz livre é necessário sabermos mais sobre como é constituído o nariz e sobre as suas funções.

O nariz e as cavidades nasais constituem a principal abertura para o exterior do sistema respiratório. O nariz é uma estrutura do rosto formada por cartilagens, ossos, músculos e pele, que suporta e protege a parte dianteira da cavidade nasal.

A cavidade nasal é um espaço estreito coberto de mucosa que se estende das narinas ao ponto de passagem para a faringe (coanas). É dividida em duas metades (direita e esquerda) por um septo de cartilagem. De ambos os lados da cavidade nasal encontram-se os turbinados: inferior, médio e superior. Depois existem os seios paranasais, espaços bilaterais cheios de ar entre os ossos do crânio e do rosto, que comunicam com a cavidade nasal através dos ósteos. Os seios têm numerosas e importantes funções, entre as quais a humidificação do ar, a ressonância da voz e a proteção.

 

A MUCOSA NASAL

A cavidade nasal é revestida por uma membrana mucosa. Esta é formada na parte mais alta por um epitélio em que se encontram: células que produzem muco e células ciliadas cobertas por pêlos finos, os cílios vibráteis. Sob o epitélio encontra-se uma rica rede de vasos sanguíneos capilares.

O nariz aquece e humedece o ar que vai que os pulmões e filtra tudo o que possa ser nocivo: bactérias, vírus, pó e partículas. Trabalha graças a diversos mecanismos de defesa: o seu epitélio e a densa rede de capilares, o muco, os cílios vibráteis que deslocam o muco, as células do sistema imunitário e numerosas substâncias capazes de bloquear bactérias e vírus e substâncias nocivas.

O nariz também é a primeira linha de defesa do sistema imunitário. O muco que cobre o epitélio contém as imunoglobulinas A, substâncias extremamente eficazes na luta contra as bactérias.

 

QUANDO O NARIZ SE “FECHA”

Um estado de congestão nasal pode ser causado por muitos fatores. É importante compreender o que está na base da congestão nasal para poder escolher de forma prudente, de preferência juntamente com o médico, farmacêutico ou outros profissionais de saúde especializados, soluções que respeitem a mucosa nasal e as suas funções fisiológicas.

 

O que provoca a congestão nasal?

 

A congestão nasal é causada pela inflamação provocada por vírus, bactérias, substâncias irritantes ou alergénicas que agridem a mucosa nasal. Quando a mucosa é agredida, defende-se rapidamente solicitando ao sangue células especiais do sistema imunitário e produzindo substâncias que criam condições desfavoráveis para os agressores (mediadores da inflamação) e uma maior quantidade de muco.

Para realizar este trabalho intenso e imediato, a mucosa tem necessidade de receber uma maior quantidade de sangue da rede de capilares que está sob o epitélio, e isto provoca a dilatação dos capilares (vasodilatação).

 

HIPEREMIA E CONGESTÃO

A chegada de uma maior quantidade de sangue faz com que a mucosa fique mais vermelha (hiperemia) e inchada. O maior volume da mucosa cria uma obstrução na cavidade nasal, provocando a sensação de nariz fechado. A isto acresce o facto de que dos capilares dilatados sai uma abundante quantidade de líquidos que se unem ao muco produzido em excesso, o que agrava a dificuldade de respirar livremente.

Durante uma doença infeciosa ou alergia, é a reação de defesa fisiológica da mucosa que provoca a sensação incómoda de obstrução nasal. Isto deve-nos fazer refletir. Se combatermos estes sistemas de defesa de uma forma forte, deixamos o organismo sem armas perante as agressões.

 

RINITE

É caraterizada pelo «nariz entupido». Pode ser uma doença isolada (constipação) ou pode acompanhar a gripe, as síndromes paragripais e a alergia. As formas infeciosas são frequentemente provocadas por vírus. Causa espirros, corrimento nasal (rinorreia), sensação de nariz entupido e irritação da mucosa. O nariz entupido obriga a respirar com a boca aberta, criando também irritação da garganta. O corrimento contínuo de secreções mucosas para as partes inferiores da faringe, associado à sensação de garganta seca, provocam a necessidade de tossir. O incómodo geralmente acentua-se durante a noite, impedindo que se durma bem. A forma alérgica pode provocar sintomas apenas de vez em quando (forma intermitente) ou de forma persistente (mesmo por vários meses consecutivos num ano). Outras formas de rinite são a vasomotora e a NAR, ou seja, a rinite não alérgica.

 

RINOSSINUSITE

Os seios paranasais estão em estreita comunicação com a cavidade nasal através de pequenos forames (ósteos), pelo que pode acontecer que a inflamação do nariz alastre também aos seios (rinossinusite). A inflamação provoca a congestão da mucosa dos seios, o bloqueio dos ósteos e impede que o muco seja empurrado para o nariz. Isto pode facilitar as infeções bacterianas. A congestão da mucosa dos seios pode provocar uma sensação de peso no maxilar, na testa, nas áreas por cima e por baixo dos olhos. Em caso de infeção por vírus ou bactérias, é possível que haja febre.

Nos casos mais graves, pode-se sentir uma dor intensa, que pode piorar ao inclinar o rosto para a frente ou na posição supina, e uma menor capacidade de sentir sabores e cheiros.

 

COMO TRATAR A CONGESTÃO NASAL

Em primeiro lugar, é necessário compreender a causa do problema. Esta é facilmente identificável quando se tem uma constipação comum ou gripe, mas pode ser mais difícil o diagnóstico quando a congestão se prolonga. Neste caso, a ajuda do médico é indispensável e a automedicação pode não ser a melhor saída.

18
Jun09

Gripe A (H1N1)

Flor

A nova estirpe de vírus da gripe transmite-se pelo ar, de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva de um indivíduo doente, sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto das mãos com objectos e/ou superfícies contaminados.

Trata-se de uma gripe humana e os sintomas desta doença são os mesmos da gripe comum: febre, tosse, dor muscular, dificuldade respiratória e, nalguns casos, vómitos e diarreia.

O Ministério da Saúde accionou o Plano de Contingência para este tipo de situações e encontra-se permanentemente a acompanhar a evolução da situação, divulgando informação útil aos cidadãos sempre que necessário.

 

1.    Cuidados a ter

- Evitar o contacto próximo com pessoas que apresentem sintomas de gripe: febre, tosse, dores de garganta, dores no corpo ou musculares, dores de cabeça, arrepios e fadiga;

- Cobrir a boca e nariz quando espirrar ou tossir, usando um lenço de papel. Nunca as mãos;

- Utilizar lenços de papel uma única vez, colocando-os no lixo;

- Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão, para reduzir a probabilidade de transmissão da infecção;

- Evitar tocar nos olhos, nariz e boca sem ter lavado as mãos;

- Limpar superfícies sujeitas a contacto manual muito frequente (como, por exemplo, as maçanetas das portas, corrimões, telefones, computadores) com um produto de limpeza comum;

- O cumprimento destas indicações é igualmente adequado no que respeita a crianças.

 

2.    O que fazer

- Se manifestar sintomas de gripe deve permanecer em casa, ligar para a Linha Saúde 24 808 24 24 24 e seguir as instruções que lhe forem dadas.

- As pessoas que venham de áreas afectadas ou que tenham tido contacto próximo com alguém com gripe, se apresentarem sintomas nos 7 dias subsequentes, deverão ligar a Linha Saúde 24 808 24 24 24

 

Perguntas e Respostas

- O que é o vírus da Gripe A (H1N1)?

É um novo vírus que afecta os seres humanos. Nas zonas afectadas a doença tem apresentado um quadro clínico ligeiro.

 

- Como se transmite a Gripe A (H1N1)?

O vírus é transmitido pelo ar, de pessoa para pessoa, através de gotículas de saliva, sobretudo através da tosse e dos espirros, mas também por contacto das mãos com objectos e/ou superfícies contaminados.

 

- Quais os sintomas/sinais da Gripe A (H1N1)?

Os sintomas são febre, tosse, dores de garganta, dores no corpo ou musculares, dores de cabeça, arrepios, fadiga e, nalguns casos, vómitos e diarreia.

 

- Qual o período em que uma pessoa infectada pode contagiar outras?

Os doentes podem infectar outras pessoas por um período até 7 dias.

 

- Existe alguma vacina contra o vírus da Gripe A (H1N1)?

De momento, não existe vacina que proteja os humanos do novo vírus da Gripe A (H1N1).

 

- A vacina da gripe sazonal de 2008/2009 protege contra a Gripe A (H1N1)?

Ainda não existe informação sobre esta questão.

 

- A infecção pelo novo vírus da Gripe A (H1N1) pode ser tratada?

Existe um conjunto de medicamentos que pode tratar a doença.

 

- Qual é a situação na Europa?

A situação na Europa está em constante evolução. Para informações actualizadas, consulte o microsite da gripe em www.dgs.pt.


17
Jun09

Em nome do gás

Flor

As bebidas gaseificadas podem contribuir para um menor risco de cancro do esófago. Além de, ao contrário de uma ideia generalizada, não engordarem. Nem podiam: afinal, o gás não tem calorias...

 
 
 
É uma boa notícia: as bebidas gaseificadas são benéficas para a saúde, na medida em que contribuem para a diminuição do risco de cancro do esófago.
O anúncio teve como palco o I Congresso de Gastrenterologia do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, pela voz do investigador norte-americano Ronnie Fass.
Professor na Faculdade de Medicina de Tucson, no Arizona, Fass há muito que se dedica ao estudo do impacto do dióxido de carbono — assim se chama o gás adicionado aos refrigerantes e outras bebidas — na saúde. Um estudo que tem feito cair por terra alguns mitos em relação ao consumo dessas bebidas. E o principal é o que as relaciona com o aumento de peso.
Contudo, esta não é uma ligação verdadeira, na medida em que o dióxido de carbono não possui qualquer energia assimilável pelo corpo humano. Significa isto que, não tendo calorias, não pode engordar. O problema é outro: é que muitas bebidas gaseificadas têm açúcar adicionado e então, sim, podem contribuir para o excesso de peso. É que as calorias ingeridas por via líquida têm um baixo poder de saciação, não sendo adequadamente compensadas nas refeições seguintes.
O gás pode, quanto muito, provocar uma distensão temporária do estômago, mas não mal-estar gástrico. Antes pelo contrário: de acordo com o investigador norte-americano, contribui para o esvaziamento gástrico e para o alívio dos sintomas de indisposição. De qualquer das formas, não está provado que estes efeitos mecânicos do gás interfiram na regulação do apetite e do peso.
O seu principal efeito benéfico sobre a saúde prende-se com o cancro do esófago, de acordo com a apresentação feita no Congresso: Fass explicou que o gás das bebidas leves está associado a um menor risco de cancro no esófago.
A introdução de dióxido de carbono nas bebidas tem, essencialmente, uma função organoléptica, na medida em que lhes confere um sabor ácido agradável para muitas pessoas.
Além disso, actua como conservante e antioxidante, ajudando a manter as propriedades das bebidas.
Apesar das suas características e dos benefícios já reconhecidos ao gás, as bebidas gaseificadas são para consumir com moderação. A propósito, Ronnie Fass deixou um conselho aos portugueses: “A chave para uma vida saudável é a moderação no consumo, combinada com a actividade física e um bom descanso nocturno. Se este conselho for seguido então não há qualquer objecção ao consumo de bebidas gaseificadas”.
 
Gás não agrava o peso
Também a Associação Portuguesa de Dietistas (APD) concluiu, após uma pesquisa sobre a importância do gás presente nas bebidas para a epidemia da obesidade, que o consumo isolado de bebidas carbonatadas não é responsável pelo aumento de peso. De acordo com esta pesquisa, as bebidas carbonatadas podem mesmo fazer parte de um estilo de vida saudável que inclua uma alimentação equilibrada e variada e a prática regular de exercício físico, ao contrário do que se mantém como crença popular entre os consumidores portugueses.
16
Jun09

Proteja as crianças do Sol

Flor

Redobre os cuidados na praia

 
“Quanto mais cedo se começar a usar óculos de sol, mais fácil se torna a habituação ao seu uso.”, Mário Cordeiro
 
 
 
Aos nove meses de idade a pequena Carlota foi pela primeira vez à praia. “Já passava das 18 horas quando finalmente chegámos ao areal e mesmo assim ela foi toda besuntada com protector solar factor 50”, relembra a mãe. “Além disso, também levava um chapéu de abas largas e uns óculos de sol, que tirou rapidamente para ver melhor e enquanto estivemos na praia mantive-lhe sempre a t-shirt vestida. Sentei-a numa toalha, mas como ela tinha começado a gatinhar uma semana antes, o reflexo foi colocar-se logo em posição de gatinhar, mas assim que pôs as mãos na areia voltou a sentar-se, com um ar enjoada a olhar para as mãos cheias de areia e a tentar sacudi-las. Poucos segundos depois fez uma segunda investida à areia e desta vez demorou cerca de cinco minutos a gostar da ideia de ter areia nas mãos. A partir daí foi vê-la gatinhar pela praia fora.” De acordo com a maior parte dos especialistas, os bebés não devem ser expostos às radiações solares, sobretudo na praia, antes dos seis meses de idade, porque a sua pele é ainda muito fina e delicada. “A pele do bebé é extremamente sensível e os raios ultravioletas (UV) estão cada vez mais fortes, até porque o Sol entrou numa fase de hiperactividade”, explica o pediatra Mário Cordeiro, salientando a necessidade de proteger correctamente toda a pele do bebé da radiação ultravioleta, não só na praia, mas também na cidade ou no campo. Em qualquer um destes casos “é fundamental que o bebé use uma t-shirt e um chapéu de abas largas e esteja devidamente protegido com creme protector factor 50, o qual deve ser aplicado cerca de 30 minutos antes de sair de casa e depois reaplicado várias vezes ao longo do dia e da exposição solar. A hidratação dos mais pequenos é outro dos aspectos que não pode ser descurado, cabendo aos pais a responsabilidade de ao longo do dia ir oferecendo água aos filhos. Por fim, nunca é demais relembrar a importância de se fugir de situações em que a luz está muito branca, sendo este um indicador de elevada radiação”, adianta o pediatra, acrescentando que “nos dias em que estão nuvens brancas, por exemplo, as radiações são superiores porque batem no chão e fazem ‘pingue-pongue’ nas nuvens, acumulando-se”. Igualmente importante é o uso de óculos de sol a partir dos dois meses de idade, com protecção adequada contra os raios UV. “Os efeitos da radiação ultravioleta são cumulativos, ou seja, nos primeiros 15 anos de vida, vão-se somando”, relembra Mário Cordeiro. Po9r isso, “quanto mais cedo se começar a usar óculos de sol, mais fácil se torna a habituação ao seu uso e menos radiação se vai acumulando”, lembra o pediatra que deixa ainda uma estratégia aos pais. “Depois dos seis meses de idade, experimente expor a criança à luz forte e depois brinque com ela colocando-lhe e tirando-lhe os óculos sucessivamente, para que ela se vá apercebendo da mais-valia que constituem”. Para além de todos estes conselhos nunca é demais relembrar que permanecer na praia entre as 11 e as 17 horas é totalmente desaconselhado, não só no caso das crianças, mas também no dos adultos, uma vez que é durante este período que o calor mais se faz sentir, podendo provocar desidratação e também queimaduras solares mais ou menos graves. Apesar destas informações serem veiculadas anualmente pelas autoridades competentes, a verdade é que os portugueses ainda se expõem demasiado ao Sol e com protecção insuficiente. Para Osvaldo Correia, dermatologista e secretário-geral da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), apesar de haver já alguma informação sobre os horários indicados para exposição ao Sol, “ainda se assiste a exposições prolongadas, em períodos incorrectos e com protecção insuficiente”, não só na praia mas em todas as actividades ao ar livre. Para este especialista, “a população portuguesa tem já um nível de conhecimento e alerta bastante significativo em relação aos cuidados a ter com o Sol”, mas ainda descura alguns aspectos. É o caso do uso do vestuário que, refere, tem que ser estimulado. “A face, o decote e os ombros estão particularmente vulneráveis à radiação solar, daí serem dos locais mais frequentes de envelhecimento cutâneo e de localização de cancros da pele, pelo que têm que ser protegidos com vestuário adequado”, explica Osvaldo Correia, hábitos que são essenciais para prevenir o cancro cutâneo, uma prevenção que deve ser feita desde sempre, porque a pele memoriza, ao longo da vida, todas as agressões às quais vai sendo sujeita.
 
Em caso de queimadura: o que fazer?
Se estiver na praia e notar que a pele da criança apresenta sinais de queimadura deve retirá-la imediatamente do Sol, dar-lhe banho com água tépida e água em abundância para não desidratar e passar-lhe creme hidratante por todo o corpo. Para evitar a dor, pode optar por lhe dar um analgésico e, nos dias seguintes, deve evitar a exposição solar para deixar a pele acalmar. Além da aplicação de creme hidratante, pode aplicar também compressas de leite frio que ajudam a aliviar os sintomas. No caso de a queimadura ser mais grave é indispensável consultar um médico, tal como se surgirem sintomas típicos de uma insolação, nomeadamente desidratação, dor de cabeça, tonturas, vertigens, vómitos, falta de ar, aumento da temperatura corporal ou bolhas. Neste caso é obrigatória a consulta de um médico e a ingestão de muitos líquidos, sempre à temperatura ambiente.
15
Jun09

As crianças e a alimentação correcta

Flor

Para fomentar bons hábitos alimentares nos seus filhos, prepare-lhes refeições agradáveis e bem equilibradas, tenha sempre em casa alimentos de recurso de boa qualidade nutricional e nunca utilize a comida como suborno ou substituto da sua atenção. Os próprios pais criam por vezes dificuldades na alimentação dos filhos por não conseguirem entender os padrões alimentares das crianças nas diversas idades. As indicações que se seguem poderão ajudá-lo a lançar os fundamentos para uma vida de alimentação saudável.

 
 
Sendo apreciadoras de guloseimas, as crianças preferem-nas muitas vezes à fruta fresca. Ensine os seus filhos a redescobrirem este alimento saboroso e rico em vitaminas.
 
As crianças em idade pré-escolar que têm à sua disposição uma variedade de alimentos nutritivos ingerirão, ao longo de uma semana, todas as calorias e nutrientes necessários para um crescimento saudável — desde que as refeições não se tornem um campo de batalha. Tente não transformar num drama a rejeição de certos alimentos por parte de uma criança de tenra idade. Deixe as crianças pequenas comerem (ou não comerem, conforme o caso) com a família, mas não insista para que acabem aquilo de que não gostam.
Se está preocupado com o peso do seu filho, consulte o pediatra. Para evitar problemas de peso, alguns pais dão aos filhos pequenos calorias e gordura em quantidade insuficiente. As crianças de idade inferior a 2 anos precisam, proporcionalmente, de mais gordura do que os adultos. Aos 2 anos poderá começar a ser gradualmente introduzida uma dieta que limite as calorias fornecidas pela gordura a 30% das calorias totais.
 
Os adolescentes saltam muitas vezes refeições, substituindo-as então por alimentos de recurso ricos em gordura. Estimule os seus filhos adolescentes a comerem com a família, tornando-se flexível em relação ao horário das refeições. Abasteça a despensa com alimentos de recurso saudáveis que eles possam levar para qualquer lado. Alguns adolescentes saltam refeições por estarem obcecados com a perda de peso, deixando-se arrastar para dietas da moda. Em certos casos, raros, a preocupação com o emagrecimento pode conduzir a distúrbios alimentares. Os pais podem ajudar os filhos tomando a sério essa preocupação e oferecendo-lhes refeições saudáveis com baixo teor calórico.
 
Controle de peso. As crianças só devem fazer dieta para emagrecer sob a supervisão de um médico. As crianças na pré-adolescência raramente precisam de perder peso: poderão, quando muito, ter que seguir um programa para controlar o aumento de peso. Os adolescentes com excesso de peso poderão beneficiar dos conselhos de um médico acerca da escolha de alimentos com baixo teor calórico e da forma de «queimar» uma maior quantidade de calorias através de exercício físico. Os pais devem estar atentos ao facto de uma criança utilizar a comida para satisfazer necessidades emocionais. Quando a alimentação se transforma uma muleta psicológica, poderá ser recomendável recorrer a aconselhamento.
14
Jun09

O alimento da vida

Flor

Os nutrientes contidos nos alimentos fornecem energia ao organismo, além das substâncias necessárias para o crescimento, manutenção e reconstituição dos tecidos e regulação dos processos fisiológicos. Quando os alimentos são oxidados (queimados) no organismo, dão origem a energia, medida e quilocalorias (o prefixo quilo é geralmente eliminado em linguagem não-técnica). Os hidratos de carbono e as gorduras são as principais fontes de energia para o organismo, fornecendo, respectivamente, 4 e 9 cal/g. As proteínas também fornecem 4 cal/g, mas apenas são utilizadas para fornecer energia quando a proveniente de outras fontes é escassa. As vitaminas e minerais são essenciais para o funcionamento do organismo, apesar de não poderem fornecer energia. A água e as fibras não são nutrientes, mas a primeira é essencial para a vida, e as segundas desempenham um importante papel na eliminação dos resíduos alimentares. Elemento essencial na alimentação de quase todos os povos, o pão é um símbolo adequado do alimento nutritivo. Os teores de nutrientes e calorias contidos numa fatia de 30 g de pão de trigo integral,

 
 
Hidratos de carbono: 15 g (60 cal)
Proteínas: 2,4 g (9,6 cal)
Gordura: 0,4 g (3,6 cal)
Água: 38% do pão é constituído por água
Fibras: 2,6 g
Vitaminas: tiamina (0,1 mg), riboflavina (0,06 mg), niacina (1,1 mg); A e C (vestígios)
Minerais: cálcio (20 mg), ferro (1 mg), sódio (180 mg), vestígios de outros minerais
13
Jun09

Perna cansadas, pesadas... alivie-as!

Flor

Sensação de peso, inchaço e formigueiro nas pernas podem ser causados pela má circulação venosa, por vezes aliada à retenção de líquidos. É fácil prevenir ou aliviar este problema que tem tendência para piorar com o calor.

 
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O Verão é uma época de que quase toda a gente gosta. Os dias são maiores e a temperatura convida a mergulhos e banhos de sol. Mas há pessoas que, nesta altura do ano, ficam com as pernas pesadas como chumbo e muito inchadas, sobretudo ao final do dia e quando está mais calor. Porquê? Sofrem de insuficiência venosa. Não é o seu caso? Se não se tratar, pode vir a ser.
Saiba quais as causas deste problema e como preveni-lo ou paliá-lo para que não chegue a ser grave.
 
O que é a insuficiência venosa?
Esta doença ocorre quando as veias não conseguem fazer o seu trabalho, ou seja, levar o sangue de volta ao coração, vencendo a lei da gravidade. Existem duas grandes causas para que tal aconteça:
·         Mau funcionamento das válvulas. Ao longo das veias existem válvulas que evitam que o sangue retroceda. Cada uma delas é formada por duas extremidades (línguas de tecido presas à parede do vaso), uma à frente da outra. Quando o sangue se dirige ao coração, as extremidades recolhem para o deixar passar; se quer descer, empurra as extremidades para baixo, as duas unem-se e fecham a passagem. Isto não acontece quando as válvulas estão danificadas.
·         Aumento do tamanho da veia. Quando as veias alargam, as válvulas não se tocam, fecham mal e o sangue retrocede. Quando existe insuficiência venosa, os primeiros sintomas manifestam-se antes do aparecimento de varizes visíveis. São: sensação de peso nas pernas, dor, cãibras nocturnas e calor ao nível do tornozelo (com sensação de formigueiro). Depois disso, aparecem as varizes e outras complicações mais graves, como úlceras varicosas e trombose venosa profunda.
 
Um problema associado: a retenção
Os casos de má circulação venosa podem favorecer a retenção de líquidos. Quando os vasos sanguíneos não drenam devidamente, aparecem edemas (acumulação de líquidos nos tecidos), sobretudo nos tornozelos e nos pés, aumenta a sensação de pernas pesadas e podem surgir cãibras.
São vários os factores que agravam este problema. Procure evitá-los:
·         Alterações hormonais. As hormonas femininas também influenciam a retenção de líquidos: manifestam-se na chamada síndrome pré-menstrual, que desaparece com a chegada da menstruação, na menopausa (e anos posteriores) e na maioria das gravidezes.
·         Passar muitas horas em pé ou sentada dificulta a eliminação de líquidos por parte do organismo.
·         Calor e excesso de peso. Influenciam negativamente a circulação venosa, pois provocam vasodilatação dos vasos sanguíneos.
·         Alimentação rica em sal. O sódio (presente no sal) restringe a eliminação de líquidos, uma vez que o organismo tenta neutralizá-lo através da retenção.
·         Prisão de ventre. Contribui para a absorção de toxinas que também entorpecem a eliminação de líquidos.
 
Por que razão aparece?
·         Estar muito tempo em pé (ortostatismo) dificulta o retorno do sangue. Varizes, inchaço e sensação de peso são, por conseguinte, bastante comuns em empregados de balcão, hospedeiras de bordo…
·         Sedentarismo. Quando não se mexem os músculos das pernas, que contraem as veias, nem se pressiona frequentemente a planta do pé no chão, a sangue dessa zona tem mais dificuldades em ascender.
·         Expor as pernas a fontes de calor. Se o fizer durante muito tempo, as veias dilatam. A exposição ao sol ou à radiação UV artificial, o aquecimento radiante, a depilação com cera quente, a sauna e o banho turco também são prejudiciais.
·         Herança genética. Se algum dos seus pais tem as paredes das veias mais frágeis do que o normal, é possível que também sofra deste mal, e não é de admirar que, mais tarde ou mais cedo, venha a ter problemas.
·         Alterações hormonais. Influenciam negativamente a insuficiência venosa por causa dos desequilíbrios entre estrogénios e progesterona.
·         Pressão excessiva nos membros inferiores. A obesidade, o uso de calças muito justas ou de saltos altos dificultam a circulação venosa.
 
Os pés também sofrem
O inchaço causado pela má circulação venosa e pela retenção de líquidos não se limita às pernas, também afecta os pés. Portanto, são prejudicados ou beneficiados pelos mesmos hábitos e situações. Para além disso, os pés suportam todo o peso do corpo (dentro de uns sapatos, às vezes, incómodos), o que os sujeita a um esforço maior do que as pernas. Quando o calor aperta, eis o que deve fazer aos seus pés:
·         Cortar as unhas ou, melhor ainda, limá-las a direito com os cantos arredondados. Se as cortar mal, podem ficar encravadas e causar dor, sobretudo quando tem os pés inchados.
·         Alternar banhos de água fria e quente para estimular a circulação.
·         Hidratar. Se usar um bom creme nos pés inchados, os sapatos tornam-se mais cómodos; caso use sandálias, secam menos e evita calosidades.
·         Massajar. Agarre o pé com as duas mãos e deslize-as desde os dedos até ao calcanhar, enquanto faz pressão; repita várias vezes.
 
Que tratamentos existem?
Dependendo do grau de gravidade do problema, pode recorrer a diferentes tratamentos: cremes de efeito frio, bandas frias, pressoterapia ou massagens de drenagem linfática. Também pode tomar alguns suplementos alimentares à base de plantas, com o aconselhamento do seu farmacêutico ou terapeuta. As mais utilizadas são:
·         Hamamélide. Os taninos que contêm melhoram o tónus dos capilares e a vasoconstrição. Os seus flavonóides aumentam a resistência das veias porque protegem as suas paredes da acção dos radicais livres.
·         Videira vermelha. Contém taninos e vitamina P (rutina): dão maior resistência às paredes venosas e diminuem a permeabilidade dos capilares, impedindo a formação de edemas.
·         Castanha da Índia. Com propriedades semelhantes às da videira vermelha, também tem um efeito anti-inflamatório.
·         Gilbardeira. Contém rutósido, um venotónico que favorece a contracção das veias e, portanto, circulação de retorno; e saponósidos esteróidicos que são vasoconstritores, diuréticos e anti-inflamatórios.
 
Como prevenir este problema
A actividade física, a alimentação, a postura, o calor… influenciam a sua circulação de retorno. Pode evitar que se deteriore, mudando alguns hábitos:
1.       Faça exercício. A cada passo que dá, os músculos das pernas pressionam as veias e empurram o sangue até ao coração, evitando que estanque. Os desportos mais recomendados são a natação, andar de bicicleta e fazer pedestrianismo, pois permitem uma boa mobilidade das extremidades inferiores de forma contínua.
2.       Evite a roupa muito justa, pois impede a circulação e promove a formulação de nódulos adiposos (celulite). Sempre que possa evite os saltos altos porque comprometem o correcto retorno venoso, favorecendo a ocorrência de varizes.
3.       Tonifique as veias. Aplique jactos ascendentes de água fria nas pernas ou mergulhe-as na piscina ou no mar, enquanto apanha sol.
4.       Levante-se de duas em duas horas do posto de trabalho e dê um pequeno passeio.
5.       Mantenha uma posição correcta. Cabeça levantada, costas direitas e barriga para dentro. Quando se sentar, não cruze as pernas, pois dificulta a circulação.
6.       Evite a depilação com cera quente. O calor e o puxão prejudicam as veias. Aplique frio antes e durante a depilação que extrai o pêlo pela raiz.
7.       Faça auto-massagens desde a ponta dos pés até à coxa com um creme para pernas pesadas. A drenagem linfática também é apropriada.
8.       Opte pela dieta mediterrânea. Inclua arroz e massa integrais, ricos em vitamina E, e frutas e verduras, cujos flavonóides combatem a inflamação e estimulam a contracção venosa.
9.       Levante as pernas acima do nível do coração sempre que puder. “Pedalar” deitada também alivia bastante.
10.   Mexa as pernas e os pés durante as viagens de avião. A mudança de pressão e estar muito tempo sentada podem provocar tromboflebite (formação de coágulos sanguíneos acompanhada de reacção inflamatória da parede da veia afectada).

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