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07
Mai 09

Quando os ossos são minados pela osteoporose, as fracturas são o principal risco. As mulheres na idade da menopausa são as principais vítimas, mas não são as únicas. Antes que os ossos se partam é preciso prevenir, fazendo do cálcio um aliado. 

 
 
À letra, osteoporose significa ossos porosos. E é disso mesmo que se trata: os ossos vão perdendo a densidade, tornando-se mais frágeis. A responsabilidade é da escassez de cálcio, de fósforo e de outros minerais que preenchem o interior dos ossos e dos quais depende a sua resistência. São estes minerais que contribuem para a formação da chamada massa óssea.
Ao longo da vida das pessoas, a quantidade de massa óssea sofre alterações e atinge o seu pico por volta dos 35 anos. Até então os osso renovam-se continuamente: cada ciclo de renovação dura dois a três meses, durante os quais o organismo fabrica osso novo a um ritmo superior à destruição do osso velho, resultando um aumento da massa óssea. A partir daquela idade, em média, a renovação torna-se mais lenta, verificando-se uma maior perda de massa óssea.
O risco de desenvolver osteoporose é maior ou menor consoante a quantidade de massa óssea que se adquiriu entre os 25 e os 35 anos e o ritmo a que ela se vai degradando. Nesta equação entram também o cálcio e a vitamina D, com o consumo insuficiente destes nutrientes a contribuir para acelerar a perda de massa óssea. Outro dos factores com clara influência neste processo é as hormonas femininas: quando os níveis de estrogénio decrescem — o que acontece durante a menopausa — a densidade óssea nas mulheres fica seriamente ameaçada.
As mulheres são, deste modo, as principais vítimas da osteoporose, mas os homens também são afectados. A idade também conta, pois com o avanço dos anos a fragilidade dos ossos é mais provável.
E é precisamente com o passar do tempo que os sinais da osteoporose se tornam mais evidentes. No entanto, nas suas fases iniciais, a doença pode não produzir quaisquer sintomas. A dor é o primeiro deles: incide sobretudo nas costas e torna-se mais severa à medida que os ossos ficam mais porosos. Com o tempo também é comum verificar-se um emagrecimento acentuado, acompanhado de alterações na postura, devido à deformação da coluna vertebral.
 
E os homens?
A osteoporose é, erradamente, considerada uma doença exclusiva do sexo feminino. É certo que afecta sobretudo mulheres — com maior incidência na idade menopáusica — mas os homens não estão a salvo.
Existem alguns factores que protegem os homens por comparação com as mulheres. De uma maneira geral, os homens praticam mais actividade física, o que contribui para a resistência dos ossos. Além disso, atingem um maior pico de massa óssea e sofrem uma menor perda com o envelhecimento.
E o facto de a esperança de vida masculina ser inferior à feminina ajuda também a explicar que haja mais mulheres com osteoporose do que homens. Isto não significa, porém, que os homens não se devam preocupar: aliás, um em cada oito homens com mais de 50 anos também sofre as consequências de fragilidade óssea. Particular risco correm os homens com baixos índices de testosterona, a hormona masculina por definição. Tal como os que consomem bebidas alcoólicas em excesso: o álcool reduz a formação de osso e interfere com a capacidade do organismo para absorver o cálcio.
São razões que justificam que também os homens invistam na prevenção desta patologia, mantendo-se em bom estado físico, fazendo uma alimentação equilibrada em que pontue a ingestão de cálcio e de vitamina D, adoptando cuidados que evitem as quedas e respeitando as consultas médicas regulares.
A prazo, o risco maior é o de fractura — nos pulsos, nas vértebras, na bacia, no fémur ou em qualquer outro osso. E nem sempre é necessária uma queda: um esforço ligeiro (como inclinar-se ou segurar um objecto) pode ser suficiente. Em Portugal, estimam-se em 40 mil as fracturas associadas à osteoporose por ano.
 
Ossos mais vulneráveis
As mulheres estão mais expostas aos riscos da osteoporose. Elas têm, estruturalmente, menos massa óssea do que os homens. Nelas, a densidade óssea sofre uma quebra acentuada com a menopausa. Porque vivem mais do que os homens, nelas a idade constitui outro dos factores de risco, pois os ossos ficam mais frágeis com o passar dos anos. Maior probabilidade de desenvolver a doença têm ainda as pessoas muito magras ou de baixa estatura, ser de raça branca também tem influência, o mesmo acontecendo com a existência de antecedentes familiares de osteoporose. Ainda no que diz respeito às mulheres, o risco aumenta nas que tiveram uma menopausa precoce (antes dos 40 anos) e nas que sofreram uma remoção cirúrgica dos ovários antes dos 45, bem como nas que têm história de menstruações irregulares.
Independentemente do sexo, as desordens alimentares também fragilizam os ossos, tal como o tabagismo (se bem que o papel exacto do tabaco não seja totalmente conhecido) e o alcoolismo (um dos principais factores de risco nos homens), dado que o álcool interfere na absorção do cálcio.
Alguns medicamentos podem acelerar a perda de massa óssea: é o caso dos corticosteróides (desde que usados durante muito tempo) e de determinados diuréticos (na medida em que fazem com que os rins excretem mais cálcio).
Outros riscos estão associados ao estilo de vida: é o caso de uma alimentação pobre em cálcio e de reduzida actividade física. É que a saúde dos ossos começa na infância: crianças fisicamente activas e com adequada ingestão de cálcio têm uma melhor densidade óssea, o que é mantido ao longo da vida.
 
Antes que parta
Nem sempre a vulnerabilidade do esqueleto é evidente. Mas a conjugação de alguns dos factores de risco mencionados deve suscitar uma atitude activa no sentido de avaliar a saúde dos ossos. A detecção precoce da doença diminui significativamente as probabilidades daquela que constitui a principal complicação da osteoporose, ou seja, uma fractura. O que passa pela realização de um exame específico — uma densitometria de dupla energia radiológica. Trata-se de um procedimento simples, rápido e rigoroso, o qual permite medir a densidade óssea nas áreas mais susceptíveis — a coluna, os pulsos e a bacia. Diagnosticada a doença, o tratamento passa pela conjugação de medicamentos com medidas não farmacológicas, do domínio do estilo de vida. Existem diferentes abordagens terapêuticas, consoante a fragilidade de cada doente, sendo o objectivo retardar a perda de massa óssea e, se possível, aumentar progressivamente a densidade dos ossos.
Nas medidas não farmacológicas assume particular relevância a ingestão de cálcio e vitamina D, nutrientes fornecidos pela alimentação ou, se necessário, por suplementos. A quantidade de cálcio necessária para ter ossos saudáveis varia ao longo da vida: na infância e adolescência as exigências são maiores, uma vez que o esqueleto está a crescer rapidamente. Também as mulheres grávidas, as que estão a amamentar ou estão na menopausa precisam consumir mais cálcio, o mesmo acontecendo com os idosos em geral, independentemente do sexo.
Entre as fontes alimentares de cálcio encontram-se os brócolos, as amêndoas, a soja e o tofu. Já a vitamina D, essencial na medida em que facilita a absorção do cálcio e contribui para a força muscular, é fornecida por peixes como a sardinha e o atum, sem falar na que absorvemos dos raios solares.
Para ossos saudáveis é igualmente importante a actividade física, devendo ser combinados exercícios que envolvam músculos e ossos dos membros superiores e inferiores, bem como da coluna.
Não fumar, evitar a cafeína e o álcool também fazem parte deste pacote preventivo. E, no caso específico das mulheres, pode ser recomendada a terapia hormonal de substituição — na medida em que substitui os estrogénios perdidos com a menopausa — muito embora esta alternativa esteja há muito envolta numa polémica no que se refere às suas vantagens e desvantagens.
Certo é que o risco de uma fractura em consequência da osteoporose é muito elevado, com custos por vezes dramáticos ao nível das capacidades físicas e da qualidade de vida (ou até da própria vida). Por isso, nunca é tarde nem cedo para prevenir.
 
Osteoporose: que risco?
Eis os principais factores de risco associados à doença:
·         Género feminino
·         Idade avançada
·         Raça branca
·         Menopausa precoce
·         Remoção cirúrgica dos ovários
·         Insuficiente ingestão de cálcio e vitamina D
·         Antecedentes familiares
·         Peso excessivamente baixo e compleição física delicada
·         Escassa actividade física
·         Consumo excessivo de álcool
·         Tabagismo
·        Uso prolongado de determinados medicamentos, como corticosteróides
·         Doenças que alteram o metabolismo ósseo, como insuficiência renal ou anorexia nervosa.
publicado por Flor às 16:56

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