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Mai 09

Todos perdemos cabelos, todos os dias. Mas quando a queda é muito acentuada pode prenunciar um quadro de alopecia. Tratá-la é possível, mas o melhor é sempre prevenir, o que passa por cuidar dos cabelos para que caiam apenas os que têm de cair...

 
 
 
Perder cabelo é natural. Cada um de nós possui de 100 mil a 150 mil fios de cabelo. Destes, todos os dias entre 50 e 100 ficam pelo caminho. Parece um número significativo, mas não deve suscitar preocupação, na medida em que esta queda faz parte do processo de renovação capilar.
É que o cabelo vive por ciclos, correspondendo os que perdemos diariamente ao encerrar de um capítulo que vai dar origem a novos fios. A primeira dessas fases é a anagénese: é nela que se encontra a maior parte do couro cabeludo — entre 90 e 95 por cento — correspondendo ao crescimento activo dos fios, um processo que se prolonga por dois a seis anos, em média. Os cabelos entram então na fase de transição — a catagénese — durante a qual o crescimento pára: é assim que se encontra cerca de um por cento do couro cabeludo, por um período que dura algumas semanas. Finalmente, a fase de repouso ou telogénese: são dois a três meses findos os quais os cabelos — entre cinco e 12 por cento do total — começam a cair, empurrados por novos fios em crescimento. Começa, assim, um novo ciclo.
Estas três fases coexistem em todas as pessoas, o que significa que, a cada momento, há sempre cabelos em crescimento, em repouso e em queda. Os que caem, em regra, não ultrapassam a centena por dia. Claro que nenhum de nós conta o número de fios que se desprendem no banho, no pente ou na escova, mas, de uma forma ou de outra, todos temos sensibilidade para saber se a queda é mais acentuada do que devia. Quando isso acontece o mais provável é estar-se perante um desequilíbrio ao nível do couro cabeludo, caracterizado pela existência de mais cabelos em queda do que em crescimento. A renovação capilar está, então, ameaçada, podendo corresponder a um quadro de alopecia — vulgarmente conhecida por calvície, aquela que se denomina alopecia androgenética.
 
O que fragiliza os cabelos
Definida como a ausência, rarefacção ou queda de cabelos, de carácter transitório ou definitivo, com expressão local, regional ou total, a alopecia está associada a um conjunto diversificado de causas. Antes de mais, pode ser influenciada pela hereditariedade, sabendo-se que antecedentes familiares podem determinar a idade em que se declara a queda acentuada e o padrão que segue. É o que acontece, de uma forma geral, na alopecia que afecta os homens.
Já nas mulheres, a causa radica, com frequência, nas hormonas, o que explica que a gravidez e a toma de contraceptivos orais (pílula) influenciem a queda de cabelo.
Doenças e medicamentos têm igualmente responsabilidade: patologias como o lúpus e a diabetes estão associadas a uma maior fragilidade capilar, o mesmo acontecendo com, entre outros, fármacos utilizados em tratamentos psiquiátricos, como os antidepressivos. Bem conhecida é a queda de cabelo associada aos tratamentos contra o cancro, sobretudo a quimioterapia.
Também o stress pode influenciar a saúde capilar, devido à acção dos radicais livres. Neste rol de causas há que incluir ainda a queda de cabelo de origem comportamental — trata-se da tricotilomania, uma desordem em que os doentes puxam o seu próprio cabelo, até o arrancarem, podendo fazer com que os fios rareiem numa determinada zona do couro cabeludo.
Outros factores podem ainda contribuir para a alopecia: o ambiente é um deles, na medida em que a exposição excessiva ao vento e ao calor, por exemplo, deixam os cabelos mais frágeis. O mesmo acontece com a agressividade química de produtos usados na higiene capilar e com o uso de produtos inadequados.
O uso intensivo de adornos — fitas, ganchos, entre outros — e penteados muito elaborados, em que o cabelo é preso, causam atrito, podendo assim danificar os fios. Finalmente, é preciso ter em conta o peso da alimentação: uma dieta escassa em vitaminas e sais minerais é uma dieta inimiga do cabelo.
 
Diferenças na alopecia
A alopecia não se manifesta de igual forma em todas as pessoas. Uma das diferenças mais evidentes é a que existe entre homens e mulheres: nuns e noutras o cabelo cai segundo padrões diferentes, em parte determinados pela hereditariedade.
O padrão masculino é o que corresponde à alopecia androgenética masculina, a escassez de cabelo típica do envelhecimento. A queda começa normalmente nas têmporas e no topo da cabeça, progredindo na direcção da nuca. É, com frequência, permanente, podendo evoluir para calvície. Nas mulheres a alopecia androgenética manifesta-se de forma diferente: os fios vão ficando mais finos e escassos em todo o couro cabeludo, ainda que a queda possa acentuar-se à frente, nos lados e no alto da cabeça. Raramente, contudo, há lugar a calvície. Além deste, há um outro tipo de alopecia é a alopecia areata, que tanto afecta homens como mulheres e até se declara em crianças. Tudo começa com a ausência de cabelo numa mancha do couro cabeludo claramente circunscrita, mas à qual se vão seguindo rapidamente outras — são as chamadas peladas.
O que acontece é que os folículos capilares abrandam a sua produção, podendo não crescer cabelo durante meses ou até anos. Contudo, esses folículos mantêm-se vivos, necessitando apenas do estímulo certo para voltarem ao activo. Em alguns casos, a alopecia areata desencadeia a perda total do cabelo, com ou sem queda dos pêlos corporais.
Não se conhece exactamente a causa deste tipo de alopecia, considerando-se que se deve a uma doença auto-imune em que o corpo rejeita os folículos capilares como se lhe fossem alheios.
 
O melhor é cuidar
Aplicar os cuidados capilares mais adequados é meio caminho andado para proteger os cabelos e prevenir a queda. São cuidados como:
·         Usar sempre produtos adequados ao tipo de cabelo
·         Lavar o cabelo com água morna, enxaguando bem com água fria
·         Retirar o excesso de água antes de secar e usar o secador a uma distância de 15 cm e a uma temperatura média
·         Usar uma escova de cerdas naturais e suaves
·         Evitar os adornos e os penteados que causem atrito ao cabelo
·         Moderar o recurso a tintas e permanentes
·         Proteger os cabelos das agressões externas — por exemplo, usando um chapéu que os resguarde do sol ou uma touca que os proteja do cloro das piscinas
·         Alimentar o cabelo: por fora, com produtos adequados, e por dentro, fazendo uma dieta equilibrada
·         Consultar um dermatologista perante alterações no couro cabeludo.
 
O tratamento da alopecia
A alopecia não é propriamente uma doença. Mas isso não significa que não cause sofrimento: antes pelo contrário, a queda do cabelo pode ser muito perturbadora a nível psicológico, com potenciais consequências a nível da auto-estima e das relações sociais.
É, quase sempre, esse impacto emocional que desencadeia a procura de tratamento, estando disponíveis produtos que actuam sobre o couro cabeludo, estimulando a circulação sanguínea. O que acontece, ao nível dos folículos capilares, é que são activados, o que acelera o crescimento dos cabelos. Na maioria dos casos, a alopecia
é tratada com recurso a produtos à base de minoxidil. De indicação farmacêutica, destinam-se a aplicação tópica (local), apresentando-se em duas concentrações: uma solução a dois por cento, recomendada tanto para homens como para mulheres, e uma solução a cinco por cento, destinada apenas a homens.
Sujeita a receita médica e de administração oral (sob a forma de comprimidos), uma outra substância — finasteride — indicada no tratamento da alopecia masculina. O seu uso em mulheres — sobretudo em idade fértil — é totalmente desaconselhado, na medida em que a sua absorção pode causar defeitos congénitos em fetos do sexo masculino. No entanto, as mulheres com hiperandrogenemia beneficiam do tratamento com finasteride.
Travar a queda do cabelo e estimular o seu crescimento é o objectivo dos tratamentos. Um objectivo que, no entanto, leva tempo a alcançar, pelo que se impõe paciência e persistência. A eficácia depende da causa e da extensão da alopecia, bem como da resposta individual ao medicamento. É igualmente individual a decisão de avançar para o tratamento: tudo depende do impacto da queda do cabelo e do valor que se dá aos fios que nos emolduram o rosto.
publicado por Flor às 18:25

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