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Abr 09

Quando bactérias, vírus ou outros agentes infecciosos conseguem chegar aos pulmões, instalam-se nos alvéolos e são responsáveis pela pneumonia. Uma doença que se trata, mas que pode ser grave, pelo que o melhor é prevenir. Vacinando. E não só.

 
Pneumonia
 
No início, confunde-se com uma constipação ou uma gripe. São os sintomas que permitem essa confusão: tosse, febre, arrepios. Além de que, com frequência, se segue a uma destas infecções virais típicas do Inverno.
Contudo, a pneumonia é mais grave, correspondendo a uma inflamação dos pulmões que, em organismos mais debilitados, pode ser fatal.
São, aliás, as pessoas mais frágeis que correm maior risco: as crianças, os idosos, os doentes com o sistema imunitário enfraquecido (com VHI/sida, submetidos a um transplante ou a tratamentos de quimioterapia, por exemplo) e os portadores de patologias como a insuficiência cardíaca e a doença pulmonar obstrutiva crónica, entre outras.
Os vírus constituem uma das causas mais comuns de pneumonia, mas há outras: bactérias, fungos, químicos. Cerca de metade das pneumonias são virais, o que explica a semelhança de sintomas com a constipação ou a gripe.
Tosse (seca), dor de cabeça, dores musculares, fadiga e febre são manifestações iniciais comuns, mas à medida que a infecção progride é provável que surja dificuldade respiratória e que haja produção de muco (transparente ou esbranquiçado).
Quanto à pneumonia bacteriana, pode acontecer isoladamente, em simultâneo com uma infecção viral ou na sequência de uma doença respiratória como a gripe.
Os sintomas declaram-se subitamente, incluindo tremores e arrepios, febre elevada, suores, dificuldade respiratória, dor no peito e tosse com muco espesso, entre o amarelo e o verde. São muitas as bactérias passíveis de causar pneumonia, entre elas se destacando o estreptococo e o pneumococo.
Também alguns tipos de fungos podem estar na origem da doença, embora mais raramente. Nas pessoas afectadas, os sintomas tanto podem passar quase despercebidos como persistir por meses.
Responsáveis por uma pneumonia muito específica são os micoplasmas, organismos minúsculos que desencadeiam sintomas muito semelhantes aos da pneumonia viral ou da bacteriana, mas atenuados.
É a chamada pneumonia atípica pois a pessoa pode não ficar suficientemente doente para procurar tratamento ou pode nem sequer se aperceber da doença.
Este é o tipo de pneumonia que se espalha facilmente entre crianças em idade escolar e jovens ou adultos quando em espaços sobrelotados.
Além das fontes de infecção, há outras formas de classificar a pneumonia, distinguindo-se entre a adquirida na comunidade e a hospitalar ou nosocomial.
Estar internado aumenta o risco de contrair a doença, sobretudo numa unidade de cuidados intensivos em que o doente esteja ligado a um ventilador (um aparelho que ajuda a respirar): é que o tubo por onde se respira pode albergar bactérias.
 
Filtros ineficazes
A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, mais precisamente dos alvéolos pulmonares, os pequenos sacos de ar existentes nas extremidades dos brônquios. Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções pois o organismo filtra o ar que respiramos.
É essa, por exemplo, a função dos cílios nasais, os pequenos pêlos existentes no interior das narinas e que travam a entrada de germes. É essa também a função da tosse, através da qual expelimos essas substâncias potencialmente agressivas, impedindo-as de chegarem aos pulmões.
Mas nem sempre estes filtros naturais são eficazes. Ou pela agressividade dos agentes infecciosos ou pelo enfraquecimento das defesas do organismo, a infecção pode acontecer. Vírus ou bactérias progridem até aos alvéolos, onde sofrem a acção dos glóbulos brancos (os leucócitos) que integram o sistema imunitário e, em consequência, atacam os invasores.
Mas a presença, em simultâneo, de todos estes elementos nos pequenos sacos de ar acaba por causar inflamação: enchem-se então de fluido, tornando a respiração difícil e desencadeando os demais sintomas da pneumonia.
Perante a suspeita de pneumonia – nomeadamente quando os sintomas de constipação ou gripe permanecem mais tempo do que é habitual ou se agravam – há que recorrer ao médico. É que a pneumonia trata-se, mas também pode complicar-se e ser até fatal.
Entre as complicações incluem-se a bactericemia – situação em que a infecção alastra para a corrente sanguínea, a partir daí podendo atingir rapidamente outros órgãos; os abcessos pulmonares – cavidade cheia de pus nos pulmões no local da pneumonia; derrame pleural – acumulação de líquido entre o revestimento dos pulmões (pleura) e a parede torácica.
Dado o risco, há sinais que não devem ser ignorados: é o caso da tosse persistente e com produção de muco, dor no peito (ao tossir e mesmo ao respirar), febre elevada e inexplicada, com tremores e arrepios, e falta de ar. Sobretudo nos grupos de risco: crianças (com dois anos ou menos), idosos, pessoas com o sistema imunitário deprimido ou com outras patologias respiratórias, cardíacas ou renais.
 
Se tem pneumonia...
Para uma recuperação mais fácil e rápida, deve:
·         Descansar bastante;
·         Aumentar a ingestão de líquidos;
·         Respeitar a prescrição médica e levar o tratamento até ao fim, sobretudo se envolver antibióticos: mesmo que se sinta melhor, não deixe de os tomar.
 
O risco da resistência aos antibióticos
Se o diagnóstico se confirmar, o tratamento depende da causa da pneumonia e da sua gravidade, sendo o objectivo geral curar a infecção e prevenir as complicações.
A maior parte das pessoas é tratada em casa, mas quando há severo compromisso da capacidade respiratória e risco de complicações pode ser necessário internamento para receber oxigénio ou antibióticos por via intravenosa (através de uma veia).
Os antibióticos são, aliás, um dos principais recursos terapêuticos, destinando-se à pneumonia causada por bactérias. Eficazes, resultam numa melhoria dos sintomas ao fim de poucos dias, o que pode iludir o doente e levá-lo a interromper o tratamento. Contudo, esta é uma tentação a evitar pois há a probabilidade de a infecção recuperar intensidade, o que implica recomeçar o tratamento.
Os antibióticos devem ser tomados até ao fim, de acordo com a prescrição médica.
Se assim não acontecer, há ainda o risco de as bactérias desenvolverem resistência ao medicamento: isto significa que, de certo modo, as bactérias se habituam aquele antibiótico, que deixa de ser eficaz para as eliminar, tornando necessária uma alternativa mais potente.
A resistência aos antibióticos é, aliás, um problema sério que se coloca à saúde pública e à investigação científica: por razões como o mau uso destes medicamentos há cada vez mais estirpes de bactérias resistentes. Usar antibióticos para tratar infecções virais é um erro comum, pois estes medicamentos não são eficazes no combate ao vírus.
Quando a pneumonia é de origem viral, o tratamento pode envolver fármacos específicos, mas na maioria das vezes envolve os mesmos cuidados que se adoptam numa constipação ou gripe – repouso e líquidos.
Já para a chamada pneumonia atípica – causada por micoplasmas – os antibióticos são uma opção, ainda que em muitos casos a recuperação não seja imediata e que sintomas como a fadiga possam manter-se depois de a infecção ter sido resolvida.
Quanto à pneumonia causada por fungos, trata-se com a ajuda de medicamentos anti-fúngicos.
 
Vacinar é prevenir
Uma vez que a pneumonia pode evoluir para um quadro clínico grave a melhor aposta é a prevenção. Que passa pela vacinação, nomeadamente contra a gripe: afinal, uma das complicações possíveis da gripe é a pneumonia...
Está igualmente disponível uma vacina contra o pneumococo, uma das bactérias causadoras da pneumonia.
A vacinação não oferece protecção total, não prevenindo todas as causas de infecção.
Contudo, numa pessoa vacinada, a pneumonia é mais ligeira, dura menos tempo e apresenta um menor risco de complicações.
Prevenir passa também por um gesto básico mas essencial: lavar as mãos. É que as mãos estão em contacto com os agentes infecciosos, nomeadamente os causadores da pneumonia: basta levá-las à boca ou tocar no interior do nariz para eles entrarem no organismo. Lavar as mãos, com sabonete e rigor, reduz a probabilidade de contágio.
As toalhitas desinfectantes também são úteis, sendo adequadas aos momentos em que não seja possível lavar as mãos: andar com uma é, aliás, aconselhável.
Entre os cuidados preventivos inclusive ainda não fumar: é que o fumo do tabaco, com todas as substâncias que contém, danifica as defesas naturais das vias respiratórias e dos pulmões, tornando-as mais vulneráveis a infecções.
Manter o sistema imunitário forte passa igualmente por uma alimentação equilibrada e pela prática de exercício físico.
A pneumonia não se manifesta sempre da mesma forma. Independentemente de possuir diferentes causas, pode declarar-se com mais ou menos gravidade, levando mais ou menos tempo a recuperar.
Mas, porque o risco de complicações existe, o melhor mesmo é prevenir: no Inverno aconselhe-se com um profissional de saúde, como o seu farmacêutico, e proteja-se!
 
Vacine-se na sua farmácia
A prevenção da pneumonia passa pela sua farmácia, através do recente serviço de vacinação.
Desde Outubro último que os farmacêuticos estão habilitados legalmente – e cientificamente – a ministrar vacinas não incluídas no Plano Nacional de Vacinação.
Entre elas conta-se a da gripe, que é habitualmente tomada no início do Outono, devendo ser renovada anualmente.
Como já estamos em Abril, informe-se junto do seu médico ou farmacêutico se ainda tem vantagem em ser vacinado. Na farmácia está ainda disponível a vacina pneumocócica, que oferece protecção contra um dos agentes causadores da pneumonia.
Oferece imunização contra vários tipos de pneumococos, podendo ser ministrada a partir dos dois anos de idade.
Quer esta, quer a vacina da gripe, requerem receita médica, mas agora podem ser administradas na farmácia, com a vantagem do aconselhamento farmacêutico de sempre.
publicado por Flor às 15:30

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