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19
Abr 09

Chama-se dermatite seborreica, mas é conhecida como caspa. Atinge mais os homens que as mulheres e, no mínimo, é inestética. Controlar o stress e a alimentação ajuda a diminuir a queda de flocos brancos sobre os ombros.

 

 

Quase todos nós, pelo menos uma vez na vida, já fomos desagradavelmente surpreendidos por pequenos pontos brancos manchando os nossos ombros impecáveis.

E quase todos nós também já olhámos de lado para ombros alheios pontuados do mesmo branco, torcendo o nariz ao que associamos, com frequência mas nem sempre com razão, a falta de higiene do couro cabeludo.

Mas, a verdade é que nem sempre a caspa corresponde a cabelos pouco limpos. Aliás, certos hábitos de higiene, como lavar os cabelos com água demasiado quente, são propiciadores da descamação do couro cabeludo, na medida em que assim a temperatura estimula a produção das glândulas sebáceas. E a oleosidade está estreitamente ligada à caspa, como o próprio nome indica — dermatite seborreica. As erupções cutâneas que lhe são características aparecem nas áreas do corpo com maior produção de oleosidade, o que, associado a um fungo (pityrosporum ovale), desencadeia a inflamação, a vermelhidão e a descamação que todos conhecemos, agravadas ainda por uma comichão assinalável.

Acomete principalmente o couro cabeludo, daí a dermatite seborreica ser sobretudo identificada como caspa. Mas pode manifestar-se igualmente no centro da face e nos sulcos próximos das asas do nariz, ou esconder-se atrás das orelhas, nas sobrancelhas, nos cílios e na barba. Pode ainda incomodar na região central das costas, entre os seios e junto à púbis.

Doença inflamatória, possui carácter crónico e recorrente, o que significa que se declara em surtos ao longo da vida de uma mesma pessoa. Não tem propriamente uma cura, mas há alguns tratamentos que permitem atenuá-la.

É inflamatória mas não contagiosa. Este é um mito gerado em torno da caspa, que importa desfazer: é comum ver alguém evitar partilhar um pente ou uma escova por receio de ficar também com caspa, mas ela não se pega, ainda que a partilha de objectos relacionados com a higiene individual seja de evitar.

 

Entre as hormonas e os genes

São ainda pouco conhecidos os factores que desencadeiam a dermatite seborreica, apesar de ter sido descrita pela primeira vez em 1887. Toavia, há índicios de que a hereditariedade pode ter uma palavra a dizer, devido à identificação de vários indivíduos de uma mesma família acometidos pela doença.

Isentas de "responsabilidade" parecem não estar igualmente as hormonas. Falamos das masculinas, já que os homens parecem mais propensos. A observação casuística permite chegar a esta mesma conclusão, na medida em que se vêem sobretudo ombros masculinos manchados dos inestéticos pontos brancos.

Em causa estão as mesmas hormonas masculinas responsáveis pelo crescimento dos pêlos e do cabelo, assim se explicando nomeadamente que a escamação atinja também o tórax dos homens, zona onde costumam apresentar pêlos. Assim se explica também que os homens sejam os principais afectados pela queda de cabelos, uma das consequências a prazo da dermatite seborreica.

Além destes, outros factores há que contribuem para a evolução da doença, determinando a sua melhoria ou o seu agravamento.

O stress é o primeiro deles: perturba as hormonas do organismo, estimulando a produção das glândulas sebáceas. O consumo de alimentos gordurosos e de bebidas alcoólicas também ajuda a piorar a doença, pelo que deve ser evitado ou, pelo menos, moderado.

Tem-se igualmente verificado que há alguns medicamentos, como os neurolépticos (utilizados no tratamento de perturbações mentais e comportamentais), associados a uma maior prevalência da dermatite seborreica e que há patologias, como a de Parkinson ou a sida, cujos doentes apresentam uma maior probabilidade de uma secreção sebácea elevada.

 

Tratar com persistência

Ainda que se desconheça o mecanismo que gera este distúrbio, e ainda que a dermatite seborreica seja crónica, não há razões para desesperar: há tratamento disponível e o que é preciso é ser persistente.

O primeiro ataque à caspa recorre aos champôs como arma diária, champôs suaves contendo selénio, zinco, ácido salicílico ou alcatrão. No mínimo são precisos dez dias para se vislumbrarem efeitos, mas importa não desistir a meio.

É verdade que, destinados a actuar sobre o excesso de oleosidade do couro cabeludo, estes produtos podem secar demasiado as pontas do cabelo, mas a solução não é abandonar o tratamento, mas sim usar um creme adequado, que as amacie.

A persistência é a palavra-chave, pois, tratando-se de uma doença crónica e recorrente como já disse, o que há a fazer apenas é controlar os sintomas.

Findo o tratamento há que fazer alguns exercícios de manutenção, isto é, continuar a controlar o grau de oleosidade dos cabelos, alternando os champôs anti-caspa ou neutro com um próprio para cabelos oleosos. já não diariamente, mas pelo menos duas vezes por semana.

Mas, por vezes, champô só não basta.

O couro cabeludo permanece irritado, vermelho, a descamação é abundante e amarelada — aí impõe-se o conselho de um dermatologista, sabendo-se que a dermatite seborreica é muito mais do que uma mera questão estética.

Quando a dermatite já está instalada, a única alternativa é tratar. Mas prevenir é sempre mais eficaz. Antes de mais, convém identificar o seu tipo de cabelo: se tiver tendência para a oleosidade, convém utilizar produtos adequados que ajudam a controlar a produção excessiva de gordura.

Em matéria de prevenção, a alimentação também tem influência: o principal cuidado implica reduzir a ingestão de gorduras — é saudável e ajuda a travar os excessos de oleosidade no cabelo.

Mais difícil é controlar o stress, mas o cabelo sai a ganhar com um estilo de vida mais relaxado.

 

 

Caspa dos bebés

Olhar para a cabeça de um recém-nascido corresponde, muitas vezes, a descobri-la revestida por uma espécie de capa, esbranquiçada ou amarelada, ou então pontuada por películas muito semelhantes à caspa. É a chamada crosta láctea, a forma infantil de dermatite seborreica.

Muito comum nos primeiros meses de vida, deve a sua origem à presença de hormonas maternas no sistema circulatório do bebé. Durante a gravidez, há uma maior secreção de hormonas, que passam da mãe para o feto através da placenta. Em contacto com a pele do bebé, estimulam as glândulas sebáceas, fazendo com que libertem quantidades elevadas de uma subtsância oleosa que interfere no processo natural de renovação celular. Em consequência, as células mortas, que deviam ser eliminadas, ficam presas ao couro cabeludo, formando a crosta láctea. Nos casos mais ligeiros, na cabeça do bebé permanecem apenas algumas escamas esbranquiçadas, mas há casos em que se forma uma camada espessa.

Não há, no entanto, motivos para preocupações, na medida em que esta é uma situação temporária e quase sempre inofensiva. Quase sempre, os cuidados caseiros são suficientes para fazer desaparecer a crosta. Assim, há que lavar a cabeça do bebé com frequência, com ajuda de produtos neutros. Sobre as zonas mais afectadas, deve passar-se um algodão embebido em óleo de amêndoas doces, após o que se passa um pente ou uma escova de pontas redondas que ajudará a remover as escamas que entretanto se soltaram.

Por vezes, a crosta láctea também atinge as sobrancelhas, as asas do nariz ou a região atrás das orelhas, devendo ser aplicados os mesmos cuidados.

A pouco e pouco, as glândulas sebáceas do bebé adquirem um ritmo normal, estabilizando a produção de gordura. Juntamente com os cuidados de higiene, o resultado é que as películas vão caindo e o couro cabeludo retoma a sua suavidade.

 

publicado por Flor às 19:59
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comentários:
Tem sempre artigos muito interessantes!
Rosa Maria a 19 de Abril de 2009 às 20:52

Obrigado! Se precisar ser esclarecida sobre algum assunto de saúde, aqui estou para ajudá-la.
Flor a 20 de Abril de 2009 às 19:55

Obrigada, assim o farei!
Rosa Maria a 20 de Abril de 2009 às 22:48

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