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Abr 09

Chama-se alergia a uma sensibilidade anormal do organismo a algo que se come, inala ou se cotacta, e que se pode manifestar por diversos sintomas e sinais. Normalmente o sistema imunitário, que serve para o organismo detectar e combater as substâncias ou microorganismos como bactérias ou vírus que podem ser perigosos, consegue distinguir entre aquilo que lhe é prejudicial e o que é inofensivo ou até útil e portanto não necessita ser combatido.

Nas pessoas que sofrem de alergias, o sistema imunitário pode por vezes "enganar-se" e lançar um ataque a uma substância perfeitamente inofensiva como por exemplo pólen, pêlos de animais, certos alimentos ou medicamentos.

Embora muitas alergias não passem apenas de manifestações mais ou menos incómodas, podem por vezes, no entanto, tornar-se potencialmente perigosas para a saúde e necessitar de vigilância e tratamento rigorosos.

Basicamente uma reacção alérgica é o que acontece quando o sistema imunitário desenvolve uma defesa contra aquilo que julga ser um invasor hostil para o organismo. Primeiramente existe uma fase chamada sensibilização em que a pessoa é exposta ao alergeno (substância que provoca a alergia), e durante a qual são produzidos os anticorpos — substância químicas formadas em certos tipos de glóbulos brancos do sangue — e cuja principal função é combater a infecção e outros invasores do corpo. Nas situações de alergias o que acontece é que são fabricados anticorpos que vão combater substâncias inofensivas como um dado alimento, medicamento ou mesmo bactéria.

O nosso organismo produz cinco diferentes classes de anticorpos ou imunoglobinas: IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, cada uma destinada a determinado tipo de funções. As implicadas na reacção alérgica são as IgE que se ligam aos alergenos e a dois tipos de células, os mastócitos (que se encontram no nariz, pele, pulmões e zona gastro-intestinal) e os basófilos (circulando maioritariamente no sangue). Existem também outras células, os eosinófilos, que sendo atraídos para a zona afectada reforçam a reacção alérgica causando inflamação e inchaço.

São estas células, estimuladas pelas imunoglobinas, que libertam uma série de produtos mediadores que vão causar o prurido, espirros, corrimento nasal, e os outros sintomas das alergias. Entre esses mediadores o mais conhecido é a histamina. Geralmente os sintomas vão-se localizar na zona por onde o alergeno fez a sua entrada. Nos pulmões se for aspirado, na pele se for por contacto directo, nos intestinos se for ingerido um alimento a que se é alérgico.

Os tratamentos mais comuns passam pela utilização de anti-histamínicos e corticóides. Os anti-histamínicos são usados para aliviar ou prevenir os sintomas das alergias, não possuindo qualquer tipo de efeito curativo. Eles impedem os efeitos da histamina, uma substância produzida no corpo durante uma reacção alérgica. A maioria dos anti-histamínicos pode causar sonolência, mas os anti-histamínicos mais recentes raramente causam esse efeito. Outros efeitos colaterais comuns são secura na boca, micção difícil, constipaçãp e secura nos olhos. Nas crianças, os principais danos afectam o fígado, com sintomatologia particularmente grave. Algumas crianças podem ter pesadelos, excitação, agitação ou irritabilidade. Um dos efeitos nocivos dos anti-histamínicos é o efeito paradoxo: eles provocam novas alergias em vez de tratar as alergias já existentes. Em caso de aplicação sobre apele, eles causam dermatites; absorvidos por via oral, agravam a situação. Os corticóides, também chamados de esteróides ou genericamente conhecidos como "cortisona", são das medicações mais prescritas. Eles são imunossupressores e anti-inflamatórios, ou seja, inibem a actividade do sistema imunológico reduzindo os sintomas da alergia. Oseu uso prolongado pode causar sérios efeitos colaterais como úlceras, ganho de peso, cataratas, retardo do crescimento nas crianças, aumento da pressão arterial, aumento da glicose no sangue, diminuição da densidade óssea e da espessura da pele.

Os medicamentos também podem causar alergias. Normalmente basta suspender ou suprimir a medicação. Em casos mais raros podem surgir quebras bruscas na pressão arterial ou dificuldades respiratórias. Em qualquer destas situações, o médico prescritor deverá ser imediatamente informado. A distinção entre alergias aos medicamentos e um efeito secundário ou uma reacção adversa é frequentemente difícil de estabelecer, dado que todos os químicos possuem efeitos adversos. Na maior parte dos casos o médico terá que avaliar cuidadosamente as várias possibilidades. Segundo a sua definição científica, uma alergia aos medicamentos consiste numa reacção resultante da activação do sistema imunitário. Estas reacções alérgicas não são todas igualmente graves nem se manifestam através dos mesmos sintomas. Nas suas formas potencialmente mais severas, os anticorpos associados ao funcionamento do sistema imunitário confundem o fármaco com uma substância perigosa para o corpo. Quando isto acontece, o resultado manifesta-se sob formas tão simples como algumas bolhas ou manchas isoladas na pele, ou tão sérias como uma reacção anafiláctica. No caso de uma reacção anafiláctica, os brônquios podem contrair-se, tornando difícil a respiração. Noutras situações, a tensão arterial pode baixar até limites que chegam a ameaçar a vida.

Terapias mais recentes de imunomodulação podem ser a resposta para este problema, educando o sistema imunológico e reprimindo as respostas descontroladas que provocam as alergias sem afectar o seu correcto funcionamento quando é necessário.

 

Foto de mulher com alergia respiratória


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