Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E para sua saúde, aqui estou para ajudar. Todas as semanas, novos posts são publicados e se algum lhe interessar, contacte para mais informações.

28
Mar 09

São as que se formam na coluna vertebral e que dão pelo nome de escoliose, uma condição que afecta sobretudo crianças e adolescentes. Hereditariedade e posturas erradas ajudam a explicar a deformação.

Imagem:Escoliose.jpg

 

A coluna vertebral está para o corpo humano como o mastro para um navio. E tal como o mastro, que parece uma estrutura rígida e direita, também a coluna é vista como um eixo estável. Todavia, ambos são flexíveis — o mastro está preparado para se inclinar ao sabor do vento, até porque de outra forma quebrar-se-ia, e a coluna é composta por elementos articulados que lhe permitem ondear.

Vista de frente ou de trás, a coluna parece uma linha recta, mas de lado revela quatro curvaturas. São curvas necessárias para que possamos executar correctamente os movimentos. Mas há pessoas que apresentam curvas laterais, fazendo com que a coluna se incline na direcção errada. São as pessoas com escoliose, uma deformação mais comum em ciranças e adolescentes e no sexo feminino do que no masculino.

A escoliose desenvolve-se gradualmente, sendo muitas vezes diagnosticada entre os 10 e os 14 anos, coincidindo com o surto de crescimento próprio da puberdade. Quando se torna óbvia, a curvatura lateral tanto pode ser em "C" como em "S", o que, no primeiro caso significa que há uma inclinação lateral para a direita ou para a esquerda e, no segundo caso, corresponde a uma dupla inclinação, uma em cada sentido da caixa torácica.

Esta assimetria acaba por tornar-se visível, mesmo quando a deformação da coluna não é muito evidente: é que, em consequência da escoliose, um dos ombros apresenta-se mais elevado do que o outro. Por vezes, nota-se uma saliência nas costas.

A maioria das vezes desconhece-se a causa da escoliose, falando-se então em escoliose idiopática. Mas sabe-se que a hereditariedade pode ter influência, o que significa que filhos de pais com deformações da coluna têm um probabilidade de sofrer do mesmo problema. O que se sabe também é que posturas corporais deficientes são prejudiciais à estabilidade da complexa estrutura de vértebras, músculos e ligamentos, podendo afectar tanto a região lombar (inferior) como a dorsal (média). São posturas adquiridas no caminhar (por exemplo, quando fazem recair sobre um dos ombros todo o peso da mochila escolar) ou no sentar.

 

Cirurgia como último recurso

A maioria das vezes, a escoliose é ligeira e não afecta a qualidade de vida. Mas casos há em que é causa de grande desconforto, quer físico, quer psicológico. Uma rapariga em plena adolescência pode ter vergonha de usar certas roupas, nomeadamente camisolas justas, se a coluna tiver uma curva acentuada.

Quando há lugar a intervenção médica — na pessoa de um ortopedista, o especialista em questões relacionadas com os ossos —, o primeiro psso é a realização de uma radiografia, assim se obtendo uma imagem clara da coluna e das suas curvas na direcção errada. Existem técnicas que permitem medir a deformação, em graus, e em função dos resultados é definido o tratamento.

Os casos mais ligeiros beneficiam de fisioterapia — ginástica específica — e de exercícios como os da natação. Os mais severos podem requerer o uso de um colete torácico próprio, concebido para impedir a coluna de formar mais curvas. Não corrige as deformidades existentes, mas impede que elas se acentuem.

Algumas situações só se ultrapassam com recurso a cirurgia: trata-se de uma intervenção que visa transformar num só os ossos da coluna onde a cirva se desenvolveu. É um procedimento que implica hospitalização e alguns meses de recuperação, até que se possa voltar em pleno às actividades habituais.

Esta intervenção é necessária para prevenir complicações da escoliose, na medida em que uma coluna eformada pode abrir caminho a problemas articulares, respiratórios e até cardíacos,

A boa notícia é que, na maioria dos casos, a escoliose é discreta, além de que, com o tratamento adequado, não impede uma vida activa.

 

Retrato da coluna

A coluna vertebral é uma estrutura complexa que atravessa longitudinalmente o tronco, estendendo-se da pélvis à cbeça. É ela o pilar do corpo humano, suportando a cabeça, sustentando o tronco, envolvendo e protegendo a espinal medula e participando em todos os movimentos, incluindo os dos membros.

É a sua localização que lhe permite desempenhar estas funções — no pescoço é mais central, no tórax está numa posição mais posterior (mais para trás, devido à presença de múltiplos órgãos) e na região lombar (mais próxima da pélvis) regressa ao centro, de modo a suportar o peso do tronco. Vista de frente ou de trás é uma linha recta, mas de lado apresenta quatro curvaturas de baixo para cima — uma cervical, outra dorsal, uma terceira lombar e uma quarta junto ao cóccix.

É composta por vértebras — 7 cervicais, 12 torácicas, 5 lombares (nalguns casos 6) — separadas por discos (que funcionam como amortecedores e permitem a mobilidade das vértebras) e unidas por ligamentos e músculos. Depois vem o osso Sacro constituído por 5 vértebras fundidas e, finalmente, o osso cóccix (4 fundidas) — este conjunto conhecido como coluna sacro-coccigea.


comentários:
Eu sou um exemplo deste problema que, hoje em dia, acontece a muitos jovens. Tenho dupla escoliose, ou seja, a radiografia no início deste texto é igual à radiografia da minha coluna, sendo que as curvaturas da minha coluna são de 26º. Tenho algumas dores, é verdade e se estiver muito tempo de pé, dói-me muito as costas, logo tento evitar certas posições. Não pude ser operada porque, os meus ossos já eram ossos de adulto e como o grau de curvatura não é um grau elevado, o médico achou que não era necessário operar. Já me mentalizei que tenho de viver com isto até ao resto da minha vida mas agora o que posso fazer?! Não posso voltar uns anos atrás e mudar a maneira como me deitava na cama, como me sentava no sofá quase deitada, etc. Não posso mudar o passado, infelizmente!
Flor a 28 de Março de 2009 às 22:23

bem... eu tenho 17 anos.. i tenho escoliose... aos 13 tive k ser operada.. i para alem da cicatriz gigant tenho um alto...do lado direito... estes ultimos anos teem sido komplicados.. pk tda a gnt m pergunta pk k n ando de tops.. ou n vou a praia... e dificil.. ate pk kuando expliko tda a gnt axa k sou parva... enfim... gustava de kunhecer alguem k paxe ou ja tenha passado por td akilo k diariamnt tenho k passar... km olhar ao espelho i ver n k sou normal...

bruna a 18 de Abril de 2009 às 19:36

Tu és normal! Para além do problema que tens, mentaliza-te que és normal. Apenas tens um problema que não pode voltar atrás. Não te deixes inferiorizar por causa disso, porque o que conta são os sentimentos, o nosso bem-estar e a nossa felicidade. Olha-te ao espelho e pensa na pessoa que és, lembra-te de todos os bons momentos que passaste e que não é por causa desse problema que te devas sentir inferior ou feia ou deficiente, como algumas pessoas pensam. Eu também outro problema, para além da coluna, tenho uma grande cicatriz na cara e não posso esconder, e por causa dessa cicatriz, fiquei com um dos sobrolhos mais para cima do que o outro. Também tive de passar pelo que tu estás a passar, mas mentalizei-me que não vai ser por causa de um problema que eu vou ser diferente comigo mesma ou com os outros. Cada um acha o que quer, mas o importante é o que nós achamos de nós próprios! Espero que te consiga ajudar nesse e qualquer outro problema que tenhas.
Flor a 18 de Abril de 2009 às 19:56

Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12
13

15
17
19
20

23
25
27

31


arquivos
mais sobre mim
pesquisar
 
Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

blogs SAPO