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Mar 09

A celulite mais conhecida é a que se evidencia nos corpos femininos, denunciando um inestético excesso de gordura. Mas há outra: uma infecção bacteriana das camadas profundas da pele que afecta sobretudo as pernas e que, se não tratada, pode ser uma ameaça à vida.

  

 
É o mesmo nome para duas condições bem distintas, nas causas e, sobretudo, nas consequências. A celulite de que mais se fala – e que mais se vê nos dias quentes de Verão – é causada por cordões” de tecido fibroso que ligam a pele ao músculo que se encontra por baixo do tecido adiposo, puxando a pele para baixo, com as células de gordura no meio. O acumular de células adiposas faz com que se empurrem contra a pele, enquanto os cordões fibrosos puxam parte da pele para baixo, conferindo-lhe o aspecto irregular semelhante a casca de laranja.
Mas há outra celulite, menos conhecida mas comum e bastante mais grave. É a que resulta da acção de bactérias como os estreptococos e os estafilococos, que penetram na pele infectando a sua camada mais profunda e os tecidos subcutâneos.
A pele é uma barreira eficaz contra as agressões, nomeadamente contra os agentes patogénicos. Contudo, basta uma pequena quebra nesta barreira – um corte, uma picada, um arranhão ou uma úlcera – para que as bactérias possam penetrar e multiplicar-se, espalhando-se e causando infecção. Pele vermelha, inflamada e quente são os sintomas desta celulite que, tal como a outra, prefere as pernas. Mas não as coxas – a infecção instala-se sobretudo na parte inferior das pernas, começando junto aos tornozelos e tornando-se mais visível nas canelas (o lado frontal das pernas). Com o avançar da inflamação, a pele ganha uma consistência mole, podendo formar-se bolhas. Dor e febre são frequentes. Aliás, uma sensação febril costuma emergir antes das alterações cutâneas.
Qualquer pessoa pode ter celulite. Ao contrário da outra, que prefere o género feminino, esta tanto se manifesta em mulheres como em homens.
Mas há pessoas com uma maior vulnerabilidade: são as que têm o sistema imunitário debilitado (por estarem a fazer quimioterapia, por exemplo), as que sofrem de diabetes mas não a controlam devidamente, as que têm regularmente as pernas inchadas ou têm excesso de peso, bem como quem têm episódios frequentes de pé-de-atleta. É que esta infecção fúngica propicia lesões na pele (sobretudo entre os dedos do pé) que podem ser uma porta de entrada para as bactérias causadoras da celulite.
Os idosos apresentam também alguma fragilidade, na medida em que o sistema circulatório perde alguma eficácia, atrasando a chegada dos glóbulos brancos (células sanguíneas que combatem as infecções) às diversas regiões do corpo. Apesar do risco associado à idade, as crianças não estão a salvo deste tipo de celulite: nelas a situação adquire carácter de urgência, devendo, perante os sintomas, ser procurada de imediato ajuda médica. Nas crianças e adultos, a cara é mais frequentemente afectada.
 
Uma ameaça potencial
Aliás, se a pele se apresentar vermelha, inchada, quente e mole deve ser consultado o médico o mais cedo possível. É que é fundamental identificar e tratar esta celulite precocemente, dado que a infecção pode espalhar-se pela corrente sanguínea e dar origem a uma situação potencialmente fatal.
O tratamento faz-se à base de antibióticos, dado que se trata de uma infecção bacteriana: é que estes medicamentos são concebidos especificamente para combater bactérias, não se revelando eficazes em doenças causadas por vírus. Na maioria das vezes, são prescritos antibióticos orais (comprimidos ou cápsulas), sendo fundamental tomá-los na dose e pelo tempo recomendados pelo médico, mesmo que os sintomas melhorem. Os casos mais graves podem requerer internamento e a administração do medicamento por via intravenosa (injectável).
Paralelamente à terapêutica, há outros cuidados a adoptar, nomeadamente manter as pernas elevadas. É que a gravidade contribui para diminuir o inchaço. Não basta, porém, apoiar as pernas num banco, é preciso que o tornozelo fique mais alto do que as ancas: uma forma de o conseguir é, por exemplo, deitar-se no sofá e apoiar as pernas no respectivo braço ou, na cama, colocar várias almofadas sob a extremidade inferior do colchão. Outros cuidados úteis passam pela limpeza diária da pele afectada e pela aplicação de um creme hidratante. Pachos frios e húmidos também proporcionam alívio.
A celulite de origem bacteriana é para levar a sério. É que a infecção pode espalhar-se rapidamente, sendo várias as complicações possíveis: se afectar a pele em redor dos olhos há o risco de chegar ao cérebro; se penetrar na corrente sanguínea pode infectar as válvulas cardíacas ou abrir caminho a uma septicemia (por libertação de toxinas no sangue).
São riscos que se podem prevenir, sobretudo quando se tem subjacente um factor de risco como a diabetes ou problemas circulatórios. Há que cuidar da pele, mantendo-a a salvo de lesões.
Hidratar, cortar cuidadosamente as unhas de mãos e pés, proteger as mãos (com luvas quando executar tarefas que possam agredi-las) e os pés (usando calçado confortável e adequado ao esforço a desenvolver), tratar atempada e correctamente as infecções cutâneas superficiais (como o pé-de-atleta).
Importante é também vigiar a pele e agir rapidamente se detectar alterações, por ligeiras que pareçam: uma mancha de pele que fique quente e vermelha ou que pareça estar a alargar deve suscitar uma consulta médica. É que a celulite trata-se e permite uma recuperação completa se diagnosticada a tempo. Já a outra celulite é mais persistente, teimando em manter-se apesar das várias ofensivas para devolver à pele a sua textura lisa...
publicado por Flor às 22:07

comentário:
A celulite é uma chatice...estou cheia dela
Trimcaps, Emagrecer, Trimgel a 22 de Dezembro de 2010 às 14:56

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