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Mar 09

Quando um dos nervos que une a coluna aos membros inferiores fica sob pressão, a dor acontece: é a ciática. Uma hérnia discal é, com frequência, a causa, mas esforço excessivo e posturas incorrectas também podem ter responsabilidades.

 
Não é uma doença, mas um sintoma de um problema envolvendo o nervo a que foi buscar o nome – o nervo ciático, o mais longo do corpo humano e que desce da coluna vertebral até aos pés, passando pelas nádegas e por cada uma das pernas. É ele que controla a maioria dos músculos dos membros inferiores, conferindo sensibilidade às coxas, pernas e pés.
A ciática ocorre quando este nervo é sujeito a pressão, geralmente na região lombar (a parte inferior da coluna). E a causa é, quase sempre, uma hérnia discal (ver caixa). Mas pode ser igualmente um tumor espinal ou um trauma, resultante, por exemplo, de um acidente de viação ou de uma queda.
A dor é, então, a principal consequência. Uma dor que irradia da coluna em direcção às nádegas, continuando em sentido descendente ao longo do percurso do nervo ciático. E que é de intensidade variável, desde ligeira a muito intensa, acompanhada de uma sensação de queimadura e de extremo desconforto, sendo ainda descrita como semelhante a um choque eléctrico. Tossir ou espirrar pode agravá-la, o mesmo acontecendo quando se está demasiado tempo sentado. E, apesar de o nervo se dividir em dois a partir da coluna, geralmente apenas é afectada uma das extremidades.
À dor pode juntar-se dormência e fraqueza muscular, na perna ou no pé. E nos dedos ou noutra parte do pé pode sentir-se formigueiro.
Qualquer pessoa pode queixar-se de ciática, mas ela é mais frequente a partir dos 30 anos, devido aos efeitos do envelhecimento sobre a estrutura da coluna vertebral. É a partir da terceira década de vida que os discos que separam as vértebras – funcionando como um amortecedor quando se movem – começam a sofrer alguma deterioração, abrindo caminho a uma hérnia discal.
Também a ocupação profissional é um factor de risco se envolver a condução de veículos por longos períodos, o transporte de cargas pesadas ou movimentos que impliquem esforço para a coluna. Até porque posturas corporais incorrectas acabam por exercer pressão sobre o nervo. A ciática é ainda comum em pessoas sedentárias ou que passam demasiado tempo sentadas. E pode também ser consequência da diabetes, dado que esta doença crónica relacionada com o metabolismo do açúcar aumenta o risco de neuropatia (lesões nos nervos).
 
Medidas contra a dor
Em muitos casos, a ciática responde bem aos chamados auto-cuidados. Deles faz parte a aplicação de frio – gelo, por exemplo – sobre as áreas doridas durante 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia. Ao fim de 48 horas, torna-se mais eficaz o calor – compressas quentes ou um saco de água quente. Se a dor se mantiver, pode ser alternado o frio com o calor.
Para aliviar a dor podem ser tomados medicamentos próprios, de indicação farmacêutica – são os analgésicos. Contudo, a sua eficácia é limitada, pelo que é inútil aumentar a dose quando a dor é severa. As situações mais graves podem requerer outro tipo de intervenção, com recurso a medicamentos de prescrição médica, como os relaxantes musculares ou anti-inflamatórios. A dor crónica pode beneficiar ainda de um certo tipo de antidepressivos (tricíclicos), na medida em que impedem que a mensagem de dor alcance o cérebro ou estimulam a produção de endorfinas, os analgésicos naturais do organismo.
A libertação de endorfinas resulta igualmente da prática de exercício físico. Pode parecer contraditório quando há dor, mas os alongamentos são uma arma eficaz contra a ciática, uma vez que aligeiram a compressão na raiz do nervo, diminuindo o desconforto.
Também os exercícios na água ou numa bicicleta estática contribuem para atenuar os sintomas. Naturalmente desde que praticados com moderação.
A fisioterapia faz, aliás, parte do arsenal terapêutico contra a ciática, envolvendo a correcção da postura, o fortalecimento dos músculos que apoiam a coluna e a melhoria da flexibilidade. Desta forma previne-se que a dor regresse.
Já o repouso, deve ser moderado: apenas numa fase inicial, sob pena de a inactividade se prolongar, agravando os sintomas da ciática em vez de os atenuar.
Algumas situações não reagem a estas medidas, exigindo uma intervenção mais agressiva. Entre as opções encontra-se a cirurgia, nomeadamente para remover a hérnia discal e assim aliviar a pressão sobre o nervo.
A maior parte das pessoas recupera totalmente, mas a ciática é uma ameaça potencial à saúde do nervo.
Dependendo da causa da pressão, pode dar origem a insensibilidade na perna afectada, perda de movimento ou disfunção urinária ou intestinal, sendo que esta última consequência pode indiciar um problema mais grave, ainda que raro – síndrome da cauda equina. Significa isto que a dor não deve ser ignorada nem negligenciada.
 
Discos gastos
A hérnia discal é a principal causa da ciática. Trata-se de uma deformação do disco responsável pela união dos ossos da coluna vertebral. Cada vértebra é separada por um disco de cartilagem formado por um anel externo fibroso (duro) e uma parte interna mole, que funciona como um amortecedor, impedindo a fricção entre vértebras e permitindo a flexibilidade de movimentos.
Sem os discos, a coluna seria uma estrutura rígida. Acontece que os discos degeneram, em consequência do envelhecimento mas também de traumatismos. Significa que a substância interna sai através do anel fibroso, formando uma protuberância – a hérnia discal. Sem protecção, o disco acaba por comprimir a raiz do nervo ciático, provocando dor.
 
Antes que doa...
Nem sempre a ciática é prevenível, mas é possível minimizar as probabilidades de ocorrência. Proteger as costas passa por:
·        Fazer exercício regularmente – com especial atenção para os músculos do abdómen e da região inferior das costas;
·        Manter uma postura correcta na posição de sentado – uma cadeira ergonómica, que acompanhe a curvatura natural das costas, é fundamental; ao usar o computador, a cadeira deve ser ajustada de modo a que os pés assentem no piso e os braços fiquem apoiados fazendo com os cotovelos um ângulo recto; o banco do carro deve ser também ajustado, evitando que as pernas estiquem demasiado para chegar aos pedais; convém não permanecer muito tempo sentado, fazendo intervalos para esticar as pernas;
·        Fazer bom uso da mecânica corporal – tem a ver com a forma como se permanece de pé, se levanta objectos e se dorme. Em pé, deve procurar-se desnivelar um dos pés, apoiando-o, por exemplo, num degrau. Ao levantar objectos devem dobrar-se os joelhos e não as costas, colocando o esforço sobre as pernas; os objectos devem ser transportados encostados ao corpo na linha de cintura; os movimentos de rotação não devem envolver a cintura, mas os pés. Quanto à postura para dormir, o colchão deve ser confortável e a almofada não deve forçar o pescoço.
publicado por Flor às 21:08

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