Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E para sua saúde, aqui estou para ajudar. Todas as semanas, novos posts são publicados e se algum lhe interessar, contacte para mais informações.

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Mar 09

Perigosos são aqueles amores que conduzem a relações sexuais desprotegidas, deixando a porta entreaberta a uma doença sexualmente transmissível. Com riscos sérios para a saúde, que se previnem com um gesto simples: o uso do preservativo.

 

Qualquer pessoa está em risco a partir do momento em que é sexualmente activa. Porque a abstinência sexual — a ausência de contactos de natureza natural — protege completamente contra o contágio por uma doença sexualmente transmissível (DST).
As DST são, como o nome indica, patologias que se contraem através do sexo com alguém infectado. Contudo, neste domínio, sexo deve ser entendido como todos os actos íntimos entre duas pessoas, na medida em que o contacto pele a pele pode ser suficiente para transmitir a infecção.
São mais de duas dezenas as doenças sexualmente transmissíveis, causadas quase sempre por bactérias ou vírus, mas eventualmente por outros agentes. É o que acontece com a tricomoníase. Do ponto de vista clínico, distinguem-se entre as que são curáveis e as que, pelo menos por enquanto, apenas são tratáveis.
Independentemente da origem, tanto podem afectar homens como mulheres, partilhando um conjunto de sintomas cuja presença deve motivar uma consulta médica. Isto porque existe o risco de se desenvolverem complicações associadas e porque, além disso, uma pessoa infectada e não tratada continua a servir de veículo de contágio. Daí a importância de despistar a doença quanto antes, se bem que nem todos os doentes apresentam sinais visíveis da infecção.
 
Identificar quanto antes
Entre os sinais mais comuns das DST destacam-se as alterações na descarga vaginal: alterações na coloração, no odor e na quantidade, sabendo que os fluidos vaginais são, normalmente, transparentes ou esbranquiçados e sem cheiro significativo. Contudo, algumas infecções vaginais produzem os mesmos sintomas, pelo que a existência de uma descarga anormal não é sinónimo automático de uma doença sexual. Importa, no entanto, fazer o despiste, de modo a iniciar prontamente o tratamento adequado.
Pode surgir dor associada à micção (disúria), bem como a sensação de urgência em urinar ou a necessidade de o fazer mais frequentemente. Também aqui é preciso ressalvar que estes mesmos sintomas estão presentes na infecção do tracto urinário, frequentes nas mulheres. Mas doenças como a gonorreia e a clamídia podem causar dor ao expelir a urina.
Ainda no domínio da dor, as mulheres infectadas com uma DST podem senti-la durante ou após o acto sexual.
É a chamada dispareunia, que tanto se manifesta superficialmente, à entre da vagina, ou profundamente na sequência da penetração. Outro sintoma possível são as hemorragias vaginais entre ciclos menstruais ou imediatamente após o acto sexual. Não são um exclusivo das DST, existindo algumas causas não infecciosas (irregularidades menstruais, fibromioma, cancro, entre outras). Todavia, a gonorreia e a clamídia são duas causas comuns destas perdas de sangue. Também os homens apresentam sintomas que devem fazer suspeitar de uma doença sexualmente transmissível. Descargas semelhantes a pus através da uretra, dor ou sensação de queimadura associadas à micção, necessidade de urinar com urgência ou com mais frequência do que o habitual são alguns deles. Nuns e noutras, algumas DST podem dar origem a úlceras genitais.
 
A prevenção na 1ª linha
Perante qualquer um destes sintomas, o caminho é o do médico. É que as DST podem ter consequências graves se não forem tratadas: a clamídia pode causar infertilidade nas mulheres, o vírus do papiloma humano pode evoluir para cancro cervical (do colo do útero) ou do pénis, a sífilis pode conduzir a paralisia, a problemas mentais, a danos cardíacos e à cegueira. E a sida é ainda uma causa significativa de morte, apesar de todos os avanços científicos na busca de um tratamento mais eficaz.
Se, após os exames físicos e laboratoriais, o diagnóstico for positivo, é importante fazer o despiste das diversas DST, na medida em que pode haver uma infecção simultânea. Com o mesmo objectivo, o parceiro sexual deve ser igualmente testado.
Quanto ao tratamento, depende da doença em questão. O que importa reter é que o risco está sempre presente a partir do momento em que se inicia uma vida sexual. Mas nesta altura do ano correm-se riscos acrescidos: as viagens de férias favorecem novos conhecimentos que podem passar a novos parceiros. Por isso, na hora de fazer as malas, há que incluir o melhor amigo da saúde sexual: o preservativo.
 
Sinais suspeitos
Algumas DST evoluem sem sintomas, mas existe um conjunto de sinais que deve suscitar uma consulta médica para despiste da sua causa e posterior tratamento. São eles:
·        Comichão junto à vagina
·        Descarga vaginal com odor e cor anormais
·        Descarga do pénis
·        Dor ao urinar
·        Dor durante ou após o acto sexual
·        Dor na região pélvica
·        Úlceras genitais
·        Febre, dores no corpo e glândulas inchadas
·        Fadiga inexplicável, suores nocturnos e perda de peso.

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