Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença. E para sua saúde, aqui estou para ajudar. Todas as semanas, novos posts são publicados e se algum lhe interessar, contacte para mais informações.

08
Mar 09

Deixar de fumar é uma boa causa.

Para os que fumam e para os que não fumam, vítimas passivas de um hábito que a todos prejudica.
Aqui ficam algumas (boas)
razões para fumar o último cigarro.

 
 
 
 
Portugal dispõe, desde Janeiro/08, de uma nova lei do tabaco, com regras mais rígidas quanto aos locais onde se pode fumar e vender cigarros. Estão ainda por avaliar os efeitos destas restrições, ao nível do consumo, mas sobretudo ao nível da cessação tabágica.
Não se sabe, nomeadamente, se o facto de ser mais difícil fumar nos estabelecimentos de restauração e de diversão motiva os fumadores a deixar de fumar e se tem havido uma maior procura das consultas da especialidade e dos medicamentos e produtos de saúde disponíveis nas farmácias.
É certo que há indícios de que terão descido as vendas — até porque, entretanto, o preço do tabaco aumentou — e de que haverá uma maior adesão aos métodos de cessação tabágica, mas o impacto da lei está ainda por quantificar. No entanto, são muitas e boas as razões para deixar de fumar. Pela saúde do próprio fumador e dos que o rodeiam e que, mesmo sem fumar, respiram tabaco.
 
O lado negro do tabaco
Vejamos, em primeiro lugar, as consequências negativas do tabaco:
·        O tabaco é nocivo para a saúde porque na composição entram cerca de quatro mil químicos, de entre os quais os mais tóxicos são o monóxido de carbono, o amoníaco, o arsénio e o metano. A eles se juntam substâncias como a amónia e o glicerol cujos efeitos para a saúde, uma vez queimadas e inaladas, são ainda pouco claros.
·        Os componentes do tabaco afectam os sistemas cardiovascular e respiratório: a nicotina provoca uma subida da pressão arterial, aumenta a necessidade de oxigenação do coração e induz um acréscimo de açúcar; o alcatrão fixa-se nas áreas mais sensíveis dos pulmões e pode causar cancro; o monóxido de carbono reduz a quantidade de oxigénio nos tecidos, aumenta a viscosidade do sangue; os gases estimulam a produção de muco nos pulmões e brônquios, provocam tosse e podem estar na origem da bronquite crónica.
·        O tabaco é causa directa e indirecta de patologias como o cancro do pulmão e a doença pulmonar obstrutiva crónica, caracterizada pela obstrução progressiva das vias respiratórias até que a capacidade de respirar fica comprometida.
·        O tabaco pode interferir na fertilidade da mulher e provocar impotência sexual no homem. Quando associado à pílula contraceptiva, o risco cardíaco sobe dez vezes. Os bebés de mães fumadoras têm mais probabilidade de nascerem prematuros e com baixo peso.
·        O tabaco causa dependência física e psíquica. A responsabilidade é da nicotina: quando inalada, o alcatrão do fumo do tabaco transporta-a até aos pulmões, de onde é libertada no fluxo sanguíneo. E como qualquer outra droga, cria habituação: quando é privado dela, o organismo reage através de nervosismo, ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração e insónias.
 
O lado brilhante sem tabaco
Vejamos agora os benefícios de deixar de fumar:
·        Deixar de fumar diminui o risco de doença — cardiovascular, respiratória e oncológica — e de morte prematura: os ex-fumadores vivem mais anos do que os fumadores;
·        Oito horas sem fumar são suficientes para que os níveis de monóxido de carbono no organismo baixem e os de oxigénio aumentem;
·        Ao fim de 72 horas, a capacidade pulmonar aumenta e respirar é mais fácil.
·        Cinco anos de abstinência reduzem para metade o risco de cancro da boca e do esófago;
·        Ao fim de dez anos o risco de cancro do pulmão é metade do dos fumadores;
·        Quinze anos sem tabaco correspondem a um risco de doença cardiovascular igual ao de um não fumador da mesma idade e sexo;
·        Mas há mais: o hálito fica mais fresco, o paladar e o olfacto regressam, o envelhecimento precoce é travado e a aparência fica mais agradável — pele, cabelo, mãos e dentes ganham um aspecto mais saudável;
·        O dinheiro até então gasto no tabaco pode ser canalizado para outros interesses: colocar de lado esse valor ajuda a perceber quanto se poupa.
 
Um compromisso
Deixar de fumar requer um compromisso com o próprio e com os demais. Exige esforço e disciplina, mas passo a passo é possível. E há alguns gestos que podem ajudar:
·        Marque um dia para deixar de fumar;
·        Anuncie aos outros a sua decisão, apoie-se na solidariedade dos que lhe são mais próximos;
·        Identifique os seus hábitos tabágicos: se souber em que momentos sente mais vontade de fumar poderá contorná-los;
·        Resista à vontade de fumar: ocupe-se e encontre outros motivos de prazer;
·        Elimine do seu ambiente os objectos associados ao tabagismo, a começar, claro, pelos cigarros;
·        Faça uma alimentação saudável: um dos receios de quem planeia deixar de fumar é engordar, mas se reduzir o excesso de gorduras, açúcar e sal pode prevenir o ganho de peso;
·        Pratique actividade física: não só fica em boa forma, como alivia a ansiedade;
·        Faça planos para o dinheiro que está a poupar: compense o seu esforço e dê uma prenda a si próprio.
 
E se, apesar dos bons motivos para deixar de fumar, recair, não desista: volte a tentar. Porque nunca é tarde!
 
Uma missão (im)possível
Deixar de fumar pode parecer uma missão impossível, dada a dependência física e psíquica gerada e dados os sintomas da privacidade, nem sempre fáceis de ultrapassar.
Mas é uma missão possível que se vence com uma mistura de determinação e ajuda de um profissional de saúde, no aconselhamento do método mais adequado e, eventualmente, de medicamentos específicos.
A vontade fortalece-se se o fumador se concentrar no prejuízo que advém do hábito de fumar e nas vantagens de o abandonar. Fortalece-se igualmente se o fumador partilhar a sua intenção com aqueles que o rodeiam, criando à sua volta um ambiente favorável: envolver familiares, amigos e até colegas de trabalho é como que um compromisso que pode fazer pensar duas vezes antes de acender um cigarro.
Claro que nem sempre a força de vontade é suficiente. Mas com a ajuda do médico de família, das consultas de cessação tabágica existentes em centros de saúde e hospitais ou da farmácia é possível quebrar o hábito.
Existem dois tipos de produtos de suporte de cessação tabágica — com ou sem nicotina. No primeiro grupo incluem-se os que são utilizados na terapia de substituição de nicotina: embora sem fumar, o organismo continua a receber nicotina, reduzindo-se assim os sintomas de privação — gomas, pastilhas e adesivos são as apresentações disponíveis deste método. O seu uso deve respeitar as indicações do médico ou farmacêutico: é sobretudo fundamental não fumar, sob pena de haver uma sobrecarga de nicotina.
Já o segundo grupo de produtos inclui o chamado método de redução gradual — uma solução que se dita no filtro do cigarro e que reduz progressivamente a dependência da nicotina e, com ela, a vontade de fumar. Inclui ainda um medicamento de receita médica obrigatória — são os comprimidos de libertação prolongada, cujo princípio activo actua ao nível do sistema nervoso.
É claro que, dada a dependência, a tentação de fumar pode impor-se. Esta urgência passa ao fim de alguns minutos, pelo que vale a pena resistir. Mas, se não conseguir e fumar um cigarro ou outro, não desista: discipline-se e insista no tratamento. As recaídas são frequentes e há muitos ex-fumadores que precisaram de várias tentativas até se libertarem do tabaco.

Os benefícios que daí advêm compensam.

publicado por Flor às 15:20

Março 2009
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
12
13

15
17
19
20

23
25
27

31


arquivos
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO