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Mar 09

É esse o objectivo da higiene oral: um sorriso saudável, sem vestígios de placa bacteriana. O que se consegue fazendo da escova, da pasta e do elixir, os melhores amigos dos dentes.



Todos nós desenvolvemos placa bacteriana porque em todas as bocas estão presentes as bactérias que lhe dão origem. Também chamada biofilme oral, a placa consiste numa película aderente e transparente constituída pelas bactérias e pelos ácidos produzidos a partir de ingredientes encontrados na saliva e na alimentação.

Entre os seus preferidos encontram-se os hidratos de carbono, sobretudo os açúcares, que as bactérias transformam, dando origem aos ácidos que, a prazo, contribuem para desmineralizar os tecidos duros dos dentes (esmalte e dentina) e abrir caminho a lesões, de que as cáries são o primeiro estágio.

Inicialmente, a placa bacteriana apresenta uma consistência mole, sendo de fácil remoção. É aqui que entra em jogo a higiene oral, cujo objectivo é a remoção eficaz dos restos alimentares, de modo a dificultar a sua ligação com as bactérias que se encontram nos dentes e gengivas.

O ideal é que a remoção aconteça logo após as refeições, de modo a não dar tempo à formação dos ácidos susceptíveis de atacar a cavidade bucal. Assim, é preciso lavar os dentes pelo menos duas vezes ao dia, uma delas antes de deitar. Há que reservar alguns minutos — dois ou três — para este cuidado preventivo, escovando cuidadosamente todas as superfícies dos dentes, sem esquecer a zona de ligação às gengivas e os tecidos moles das bochechas e da língua.

Quanto ao tipo de dentífrico e de escova a utilizar, a escolha é individual, embora possa depender de aconselhamento do dentista. Contudo, é importante ter em conta a dimensão da cabeça da escova e o tipo de filamento. Uma escova de cabeça pequena chega mais facilmente a todos os recantos da boca, incluindo os dentes posteriores, de acesso mais difícil. Quanto aos filamentos, os macios são mais flexíveis e mais eficazes na remoção da placa e dos restos alimentares, diminuindo o risco de lesões na gengiva.

Modelos à parte, o que é importante é a eficácia. É com esse objectivo que a acção da escova de dentes deve ser reforçada com o uso de fio dentário. Uma vez por dia, permite remover a placa que se acumula entre os dentes e no sulco gengival. Permite chegar onde a escova não chega. Como complemento — e com indicação de um profissional de saúde oral — pode ainda ser utilizada uma solução oral (elixir).

A higiene oral é essencial para prevenir as doenças da boca e dos dentes. Todavia, carece de alguns cuidados adicionais, nomeadamente ao nível da alimentação: assim, importa moderar o consumo de alimentos e bebidas açucarados que facilitam a adesão das bactérias aos dentes, além de constituírem a matéria-prima dos ácidos que destroem o esmalte e a dentina, propiciando as dolorosas cáries.

Ainda em matéria de prevenção, é conveniente consultar regularmente o dentista, idealmente uma vez por ano. Deste modo, é possível detectar a tempo qualquer problema e actuar antes que as lesões sejam irreversíveis. Uma higiene oral adequada é essencial desde a mais tenra idade: deve começar com a erupção do primeiro dente e manter-se pela vida. Assim se consegue conservar uma boca e dentes saudáveis, um hálito fresco e um sorriso sem placa.

 

Elixir, sim ou não?

As soluções de bochecho conhecidas como elixir constituem um complemento eficaz de higiene oral. São muitas as alternativas disponíveis, de entre as que contêm flúor às que contêm agentes anti-bacterianos. Contudo, o seu uso deve passar pelo conselho do dentista, que saberá qual o elixir adequado a cada boca.

Prevenir e combater os problemas de saúde oral, na criança ou no adulto, é o objectivo do elixir, que se usa normalmente após a escovagem. Além de actuar sobre as bactérias que estão na origem das doenças dos dentes e das gengivas, estas soluções ajudam a neutralizar os compostos responsáveis pelo mau hálito. O seu uso diário contribui, pois, para uma boca mais saudável e mais fresca.

publicado por Flor às 22:55

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